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Futebol

Presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira, finca a bandeira

Arquivo Geral

14/03/2014 9h06

Formado em Administração e ex-funcionário do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico (BNDES), Eduardo Bandeira de Mello, presidente do Flamengo, esteve em Brasília para participar de uma aula-magna no Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP), onde abordou o tema gestão esportiva. Após a palestra, o mandatário conversou com a reportagem do Jornal de Brasília e tratou de diversos assuntos, como a aguardada volta do rubro-negro a Brasília – para mais jogos no Mané Garrincha -, as recentes ameaças que sofreu por parte de torcedores uniformizados, a dúvida sobre a permanência de Carlos Eduardo e a “falência” do Campeonato Carioca.

A atual diretoria  está há apenas 14 meses na presidência do clube e tem em mãos um time campeão da Copa do Brasil e da Taça Guanabara –  de forma antecipada. Como é ter, em relativamente pouco tempo, uma equipe organizada a esse ponto?

O sucesso  é fruto do trabalho da comissão técnica que fez com que o time alcançasse tal organização. O Flamengo não é um Barcelona ou uma seleção brasileira, mas é um bom time que vem colhendo os frutos.

Há algum tempo as dívidas do Flamengo vêm sendo um problema. Os objetivos em relação a isso vêm sendo cumpridos?

Posso dizer que, com muito custo, vêm sim. Hoje, o Flamengo tem conseguido se manter em dia não só com débitos fiscais, mas também nas questões trabalhistas.

O sucesso no futebol também é visto no basquete. Como analisa esse momento  rubro-negro na modalidade, aproveitando que o Maracanãzinho vai sediar o Final Four da Liga das Américas?

Todo o momento recente do Flamengo no basquete deve ser creditado ao bom trabalho do Neto à frente do time. Para essa temporada nós fizemos boas contratações e estamos com um time ainda mais forte. Vamos jogar o Final Four respeitando nossos três adversários, mas acho que o Flamengo tem condições de ser campeão.

Recentemente, o senhor e seu filho sofreram ameaças por parte de torcedores uniformizados do Flamengo. Você  teme que isso afete o ambiente no time? 

Olha, essa foi uma situação desagradável. Nós estivemos conversando com as torcidas organizadas e demos as regras do jogo e as estávamos seguindo. Não acho que isso possa afetar o time porque não houve ameaça a nenhum jogador, mas, sem dúvidas, é uma situação desagradável porque afeta pessoas inocentes e elas pagam por algo que não é culpa delas.

E a situação do  Elias, presidente? Ainda há alguma negociação? O Flamengo espera  pela Fifa? 

Infelizmente, as negociações foram encerradas. Caso o Sporting (POR) esteja disposto a negociar o Elias em uma janela futura, o Flamengo voltará a tentar a contratação do jogador. 

Outro atleta que tem situação indefinida  é o Carlos Eduardo. Ele fica ou não?

O Carlos Eduardo tem contrato com o Flamengo até junho. Quando chegar o tempo certo, vamos sentar com ele e ver o que é melhor para as três partes. 

No ano passado, o Flamengo fez alguns jogos em Brasília, com grande sucesso de público. O Flamengo voltará a jogar em Brasília?

O Flamengo pensa, sim, em voltar a jogar em Brasília. Ano passado fizemos jogos do Campeonato Brasileiro aqui e sempre fomos muito bem acolhidos pela torcida. Isso faz com que a gente queira voltar.

Os jogos no Rio de Janeiro, não só do Flamengo, como dos quatro grandes de uma forma geral, não vêm levando muitos torcedores ao estádio. O que  pensa dessa diminuição do público no estadual?

A verdade é que o Campeonato Carioca deixou de ser um produto atrativo. Os presidentes dos clubes cariocas enviaram uma nota à Ferj, com medidas que visam torná-lo  novamente atraente.

Recentemente, o presidente reeleito da Ferj, Rubens Lopes, ironizou uma nota dos presidentes de times cariocas enviadas à instituição. O que achou?

Foi enviada uma nota à Ferj. Ela foi escrita com toda a educação e eu adianto que esse é o caminho que o Flamengo vai seguir: de tentar alcançar os objetivos usando a educação e o respeito.

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