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Publicação: Sexta-feira, 27/07/2012 às 07:07:52

 

Comando da PM diz ter identificado seis responsáveis por incitar movimento

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Luís Augusto Gomes
luisaugusto@jornaldebrasilia.com.br

 

Ocomandante-geral da Polícia Militar, coronel Suamy Santana,  garante  que já foram identificados seis policiais apontados como líderes da Operação Legalidade, uma extensão da Operação Tartaruga, iniciada em fevereiro pelos militares. Ele promete  punir os suspeitos com prisão  e até expulsão, mas admite estar apreensivo com os rumos do movimento. 

 

Os líderes afirmam que apesar da ameaça, não estão preocupados com a possível  punição. Isso porque, segundo eles, não estão cometendo nenhuma ilegalidade.  Na sexta-feira última, os policiais militares e bombeiros realizaram uma assembleia na Praça do Relógio, em Taguatinga. Cerca de 3,5 mil homens, segundo o movimento,  decidiram pelo início da Operação Legalidade, considerada como  a segunda fase da Operação Tartaruga, que durou 59 dias e causou aumento nos índices de criminalidade.  
Na avaliação de Suamy Santana, não houve uma assembleia, mas uma reunião com a presença de  600 policiais, o que não representaria os quase 16 mil integrantes da corporação. O comandante alega que os  envolvidos no movimento têm interesses meramente eleitoreiros no DF e no Região Metropolitana, e buscam espaço político.  "A iniciativa deles demonstra irresponsabilidade ao tentar provocar instabilidade à instituição, causando revolta à população e a todos os demais profissionais da corporação", diz.

 


O comandante determinou à  Corregedoria-Geral,  ao Centro de Inteligência e à Ouvidoria da PM que   identifiquem qualquer anormalidade nas atividades policiais e tomem medidas administrativas e judiciais contra os líderes. Um Inquérito Policial Militar (IPM) foi aberto e tem 60 dias para ser concluído.

 


Os suspeitos de incitar o movimento são  cinco praças e um oficial.  Quatro deles estão na ativa. Todos estão sendo monitorados e investigados. Eles podem responder por incitação ao crime, motim e descumprimento de ordem superior. No entanto,  cada um responderá conforme a provável culpabilidade.

 


O IPM será encaminhado ao Ministério Público Militar, que poderá  denunciar os supostos envolvidos. Suamy Santana disse também  que, se a população  observar que policiais não estão  atendendo ocorrências, deve denunciá-los à corregedoria. O pedido de prisão preventiva está sendo avaliado pelo corregedor.

 


Onze equipes    estão monitorando as manifestações do movimento, inclusive na internet.  Elas  vão avaliar a produção dos policiais para descobrir se houve redução no número de abordagem a pessoas suspeitas e  na apreensão de armas, por exemplo. Se a corregedoria observar que estão fazendo “corpo mole”, poderá puni-los. “A PM  não reconhece a Operação Legalidade porque não agimos na ilegalidade e esse movimento é imoral”, defende.

 


O comandante promete colocar mais 250 viaturas que estavam paradas por falta de manutenção nas ruas, e buscar melhorias para os subordinados em dois meses. 


 



Fonte: Da redação do clicabrasilia.com.br
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