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Publicação: Sábado, 23/06/2012 às 07:05:38

 

Pesquise para fugir de advogados desonestos

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Kamila Farias
kamila.farias@jornaldebrasilia.com.br

 

Quando é preciso  defender os direitos do cidadão, muitas vezes recorre-se a um advogado. É comum que a escolha do profissional seja feita por meio de indicação, ou simplesmente às escuras. O problema é que, como em qualquer categoria, é possível se deparar com profissionais desonestos  – o que pode sair caro para o contratante. E em vez de ajudar,  atrapalham. Enrolam o processo, o abandonam no meio do caminho, aproveitam-se da amizade e até ficam com o dinheiro do cliente. Dos 30  mil advogados registrados na Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Distrito Federal (OAB-DF), estima-se que 4% responde a processos por descumprimento do Código de Ética. Mais de 300 foram suspensos nos últimos dois anos.


De acordo com o presidente do Tribunal de Ética da OAB-DF, Claudismar Zupiroli, apesar dos cálculos de 4%, não existe um levantamento exato de quantos advogados passam por processo dentro da Ordem. Mas tem sido comum analisar a conduta dos colegas de profissão. Neste ano, quatro já tiveram o registro cassado.


“Os advogados devem seguir o estatuto e o Código de Ética. O tribunal serve para analisar e atribuir penalidades, que vão de advertência até expulsão. Existem muitos processos em andamento por supostos descumprimentos do código, inclusive advogados que se apropriaram dos recursos dos clientes”, diz.


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O empresário Ricardo Guarapari passou por uma situação complicada com seu antigo advogado, que, aliás, era amigo de infância. Em 2009, sua mãe faleceu e o amigo se ofereceu para fazer o inventário. O acordo foi de boca e o combinado foi a realização de um serviço gratuito. Afinal, eram muito amigos, e Ricardo passava por uma situação difícil.


“Ele tinha acabado de tirar a carteira da OAB e queria ganhar experiência me ajudando. Só que após um ano, ele veio cobrar tudo. Pediu R$ 138 mil e eu não aceitei. Ele  entrou com uma ação contra mim, que se estendeu por mais de um ano e meio. Só terminou agora, no começo deste ano. Mas o juiz entendeu que ele estava errado e ele perdeu, tendo que pagar ainda os honorários do meu outro advogado. Ainda fiquei sabendo que ele fez esse tipo de coisa com outras pessoas”, conta.


Segundo Ricardo, o desgaste foi muito grande. Durante o  processo, todos os seus bens ficaram bloqueados. Por outro lado, ele aprendeu a ter mais cuidado. “Agora, não procuro mais os amigos nem faço contrato de boca. Pesquiso a ficha na OAB, mas pretendo não precisar de advogado nunca mais. Fico pensando, se existisse mais rigor por parte da OAB, essas coisas não aconteceriam”, comenta.



Fonte: Da redação do clicabrasilia.com.br
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