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Publicação: Quinta-feira, 14/06/2012 às 07:10:03

 

Corregedoria da PM vai apurar se militares teriam prejudicado investigações

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Carlos Carone
carone@jornaldebrasilia.com.br

 

Rusgas, animosidade e disputas veladas sempre foram ingredientes conhecidos que apimentam a difícil relação entre as policiais Civil e Militar do Distrito Federal. Agora, a convivência entre as coirmãs ganha contornos mais sérios com dois Inquéritos Policiais Militares (IPM) e cinco sindicâncias instauradas pela Corregedoria-Geral da PM. Os processos vão apurar casos em que policiais do serviço reservado da corporação, a chamada P-2, teriam prejudicado o andamento de investigações.

 


Produzido pela Divisão de Inteligência Polícia (Dipo), da Polícia Civil, um relatório chegou a apontar que militares à paisana teriam modificado cenas de crimes envolvendo homicídios. Uma das apurações diz respeito a um assassinato ocorrido em São Sebastião, em abril deste ano. Na ocasião, policiais militares  teriam modificado a cena do crime antes da chegada da perícia. Segundo o relatório, após o crime, os PMs  caminharam ao lado do corpo, tiraram fotos e fizeram disparos com a arma que estava no local.

 


O corregedor-geral da PM, coronel Paulo Roberto Oliveira, confirmou que existe um IPM instaurado, em 15 de maio, para apurar as circunstâncias. No entanto, negou que a cena do crime tivesse sido alterada pelo  militares. “Esse policial chegou no local do crime e conversou com algumas pessoas que seriam testemunhas. Em seguida, ele saiu em diligência para tentar localizar o suspeito. Essa conduta está totalmente errada e não faz parte de suas atribuições. No entanto, não houve mudança ou alteração em cena de crime”, disse.

 


Caso em Ceilândia

 


O outro IPM também diz respeito a suposta conduta de policiais do serviço reservado na apuração de outro homicídio, desta vez ocorrido na QNN 24, em Ceilândia,  no ano passado. “Esse caso já foi concluído pela corregedoria e enviado para a Promotoria de Justiça Militar. Agora, cabe ao Ministério Público oferecer a denúncia ou não. Neste caso, o que ocorreu é algo semelhante ao deste ano, quando policiais também teriam tentado apurar o caso”, explicou o corregedor da PM.

 


De acordo com uma fonte da Polícia Civil, os problemas provocados pelo choque de atribuições funcionais entre as corporações  são frequentes. “Esses casos citados no relatório da Dipo são mais graves, mas todos os dias existem situações em que civis e militares entram em choque, como a indisposição que ocorre no momento de se registrar um flagrante de porte ou uso de pequena quantidade de droga”, diz.

 

 


 



Fonte: Da redação do clicabrasilia.com.br
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