
O presidente de Angola, José Eduardo dos Santos. Fot: Divulgação
Por Ivair Alves dos Santos
Fonte: Portal do Governo de Angola
O Presidente da República, José Eduardo dos Santos, criou uma Comissão Interministerial encarregada de elaborar o Programa de Investigação Integrada para Recolha de Fontes Orais e Escritas, relativas à Luta de Libertação Nacional.
De acordo com uma nota de imprensa da Casa Civil do Presidente da República, a Comissão tem como atribuições proceder à recolha e registo de todos os dados históricos e informações relativas ao período de Luta de Libertação Nacional, realizar estudos e investigações sobre os principais acontecimentos históricos da Luta de Libertação Nacional.
Avaliar a veracidade das fontes orais e escritas, efetuar a compilação de toda a informação obtida e propor a criação de mecanismos de divulgação e preservação dos dados históricos, são outras das atribuições da comissão.
A referida Comissão é coordenada pela Ministra da Cultura e integrada pelos ministros do Ensino Superior, como coordenador adjunto, da Defesa Nacional, dos Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria e da Administração do Território.
Num outro despacho, o Presidente da República cria a Comissão Instaladora da Sociedade Gestora de Mercados Regulamentados que terá a responsabilidade de assegurar a transparência, eficiência e segurança das transacções.
Esta comissão deve igualmente garantir as condições materiais necessárias à dinamização do mercado secundário de títulos públicos, estimulando aparticipação dos pequenos investidores e a concorrência entre os operadores do mercado.
Dentre as suas atribuições, particular realce para a incumbência de estruturar e propor o modelo e plano de negócios da futura Sociedade Gestora de Mercados Reguladores e da Central de Valores Mobiliários.
Esta Comissão é coordenada por Eduardo Leopoldo Severim de Morais e integrada por Ana Paula Alves Coelho; Maria Cândido Bernardete de Jesus Sambingo, Zacarias Pereira Neto e Ana Regina da Silva Correia Victor.
A Sepir-DF abriu Edital de Processo Simplificado que estabelece as normas relativas à seleção de entidades da sociedade civil e pesquisadores do Distrito Federal, para integrarem o Comitê Técnico de Saúde da População Negra do DF, criado por meio da Portaria nº 43, de 06 de março de 2013, da Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal. A seleção destina-se ao preenchimento das 6 vagas destinadas a sociedade civil. Quatro para entidades e duas para pesquisadores.
Mais informações:
Fone: (61) 3425-4878 - 3425-2026
nucleodesaudesepirdf@gmail.com
Fonte: Revista Afro.com

Foto: Divulgação
Nas Ilhas Salomão, cerca de 10% da população nativa, de pele negra, tem cabelo notavelmente loiro. Alguns insulares acreditam que a cor seria resultado da exposição excessiva ao sol, ou de uma dieta rica em peixe. Outra explicação seria a herança genética de ancestrais distantes — mercadores europeus que passaram pelos arquipélagos.
Essas hipóteses, no entanto, foram derrubadas por pesquisadores da Universidade Stanford, nos Estados Unidos. A variante genética responsável pelo cabelo louro dos insulares é diferente da que causa a mesma característica nos europeus.
"Este caso acaba com qualquer noção simplória que podemos ter sobre raça", revela o geneticista Carlos Bustamante. "Nós, humanos, somos lindamente diferentes, e esta é apenas a ponta do iceberg".
Bustamante e sua equipe publicaram as descobertas na edição desta semana da “Science”. Eles analisaram amostras da saliva de mais de mil insulares, com atenção especial para um subconjunto, formado por 43 louros e 42 pessoas de cabelos escuros.
Os pesquisadores conseguiram rapidamente identificar um gene responsável pela variação da cor do cabelo. Chamado de TYRP1, ele é conhecido por influenciar a pigmentação nos humanos. Sua variante encontrada nos cabelos louros dos habitantes das Ilhas Salomão não é encontrada no genoma dos europeus.

Foto: Divulgação
Fonte: Agência Saúde
A meta é vacinar 196 mil indígenas em todo o país até 19 de maio. Ação faz parte da Semana de Vacinação das Américas e Semana Mundial da Vacinação
O Ministério da Saúde dá início oficial ao Mês da Vacinação dos Povos Indígenas, hoje (27), às 10h30, na aldeia Nova Itália, no município de Amaturá (AM). A meta é vacinar 196 mil indígenas em 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas até 19 de maio em todo o País. A ação faz parte da Semana de Vacinação das Américas e Semana Mundial da Vacinação promovida pela Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS). As doses serão aplicadas na população indígena de 172 etnias de 1.389 aldeias. Mais de 4 mil profissionais estarão envolvidos, sendo 52% indígenas que desempenham as funções de agentes indígenas de saúde e agentes Indígenas de Saneamento.
A vacinação terá início simultâneo em todos os Distritos e será executada pelas equipes dos DSEI. Formadas por profissionais de saúde dos distritos e por colaboradores eventuais com experiência em vacinação e vigilância epidemiológica, as equipes terão, no mínimo, um motorista, uma enfermeira, dois auxiliares ou técnico de enfermagem e os Agentes Indígenas de Saúde.
De acordo com os grupos prioritários estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde, pretende-se vacinar 4.682 indígenas menores de 1 ano, 21.406 com idade de 1 e 4 anos, 42.446 mulheres em idade fértil e 11.004 indígenas maiores de 60 anos.
O investimento do Ministério da Saúde no Mês de Vacinação dos Povos Indígenas em 2013 é de R$ 4.322.435,15.
Mais informações:
http://www.flickr.com/photos/ministeriodasaude
Fone: (61) 3315-3580
Fonte : Mail Guardian

Foto: Divulgação
Por Ivair Alves Dos Santos
Tutu esteve na quarta-feira consultando em um hospital na Cidade do Cabo para receber tratamento por uma " persistente infecção ", não divulgado e fazer testes para determinar a sua causa subjacente, de acordo com a sua fundação.
"Nós não estamos indo para emitir atualizações sobre sua condição, porque ele está passando por um tratamento de cinco dias. Ao final do curso, vamos informar os meios de comunicação", disse um porta-voz.
Suas últimas aparições públicas mostraram pouco indício de problemas de saúde. Oficialmente aposentado, o Tutu ainda é visto como farol moral da África do Sul.
Ele ganhou o 1984 Prêmio Nobel da Paz por seu trabalho, ele disse que sempre foi motivado pela religião.
O mundo ocidental é dito cristão e todos seguem socialmente aquilo que ficou estabelecido como cristianismo. No entanto é raro o “religioso” cristão que segue o Mestre. E é muito difícil segui-lO. Até existe no Evangelho de Lucas (6:46) a admoestação do Mestre “E por que me chamais Senhor, Senhor, e não fazeis o que eu digo?”
É de se estranhar que desde aqueles tempos os discípulos e mesmo os apóstolos não compreendessem Jesus. Estavam ao Seu lado, viam maravilhas praticadas por Ele e continuavam na ignorância de Sua missão. Ora, se eles que estavam fisicamente ao Seu lado não seguiam o que Ele dizia que falar dos “seguidores” de agora. É raríssima a pessoa que segue os ditames registrados nos evangelhos.
A grande maioria espera a morte para ir ter com Jesus. Esperam milagres por pequenos esforços que façam no sentido evolutivo. O Mestre disse que se dois ou mais estivessem reunidos “em Seu nome”, Ele ali estaria. Creio, entretanto, que esse de “Ele estar presente” em todas as reuniões do mundo naquele instante, deve ser “representado por” um de Seus trabalhadores com delegação para agir em Seu nome. E é muita pretensão da gente querer Jesus ao nosso lado.
Muita gente chega até fingir que recebe Maria de Nazaré e outros espíritos de escol. E o pior é que divulgam essas mensagens como verdadeiras, quando Kardec nos adverte que devemos estar vigilantes para que não tenhamos a arrogância de sermos merecedores dessas bênçãos, sabedores de nossa inferioridade. Julgar-se merecedor da presença de Jesus a uma reunião nossa já é uma demonstração de vaidade.
Seguir o que Ele disse é o que importa para nossa evolução. E uma das principais coisas para nosso roteiro é que “os mansos herdarão a Terra”. É nisso que devemos investir. Lutar intimamente e a todo instante para amansarmo-nos. Estamos na Era de Transição e para não sermos alijados daqui para mundo “onde há choro e ranger de dentes”, invistamos nesse sentido: tornar-se manso. O treinamento deve começar já, pois não sabemos quanto teremos para esse dia.
O mundo solicita muito de nós. A relação humana é muito difícil, pois não há dois pensamentos iguais. Há sempre uma diferença e é dentro dessa disparidade que devemos encontrar o harmônico para vivermos em paz íntima. O importante é não nos zangarmos “por nada deste mundo”. Assim seremos mansos e com possibilidade de candidatarmo-nos à permanência na Terra que já conhecemos e sabemos nela viver.
*Médico em Brasília
julio.capile@apis.com.br
Fonte: Sowetan
Por Ivair Alves Dos Santos
A classe média negra emergente e as mulheres da Africa do Sul tornaram-se as mais importantes consumidoras de carros novos.
O Standard Bank que financia veículos encontraram um crescimento de 19% em seus clientes negros entre 2011 e o ano passado, em comparação ao 7% para os clientes brancos, segundo o Relatório de Negócios.
O número de clientes do sexo feminino cresceu 14 % entre 2011 e 2012, o dobro da taxa de crescimento de seus clientes do sexo masculino no mesmo período.
O mercado de veículos foi bom em comparação com outros setores, que estavam sentindo o peso da redução de gastos do consumidor por causa de uma série de fatores, incluindo as pressões de custo provocado pela alta da inflação e o aumento dos preços dos combustíveis.
Fonte: A Tarde

Mãe Stella. Foto: A Tarde
Mãe Stella de Oxóssi, ialorixá do terreiro Ilê Axé Opó Afonjá, em São Gonçalo do Retiro, foi eleita na tarde na quinta-feira (25) a mais nova imortal da Academia de Letras da Bahia. Vai ocupar a cadeira 33 (Poltrona Castro Alves) que era do professor e historiador Ubiratan Castro, falecido em janeiro de 2013.
Stella de Azevedo dos Santos tem 87 anos e é graduada em Farmácia pela Escola Bahiana de Medicina. É a primeira vez que uma mãe-de-santo vai ocupar uma cadeira da entidade máxima da literatura baiana. Mãe Stella é autora de seis livros, como "E daí aconteceu o encanto", "Meu tempo é agora" e "Opiniões".
Fonte UOL e Folhapress


Pesquisa feita na Faculdade de Direito da FGV-SP (Fundação Getúlio Vargas), divulgada na última semana indica que as pessoas com menor renda e escolaridade tendem a respeitar mais as leis. O estudo foi elaborado pelo Centro de Pesquisa Jurídica Aplicada da faculdade entre o último trimestre de 2012 e o primeiro de 2013. Foram entrevistadas, por telefone, 3.300 pessoas maiores de idade nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Rio Grande do Sul, Pernambuco, Amazonas e do Distrito Federal.
Com as respostas, os pesquisadores elaboraram dois índices para avaliar a relação dos entrevistados com a Justiça: o subíndice de comportamento, que mede o nível de cumprimento da lei numa perspectiva individual; e o subíndice de percepção, que avalia como o entrevistado enxerga a eficiência da Justiça a partir de quatro indicadores (instrumentalidade, moralidade, controle social e legitimidade).
A partir dos dois subíndices, os pesquisadores chegaram ao IPCL (Índice de Percepção do Cumprimento da Lei), cuja escala vai de 0 a 10. Quanto maior o índice, maior o comprometimento com a lei. O índice médio dos brasileiros foi de 7,3. No subíndice de comportamento, a "nota" dos brasileiros foi de 8,6; já o subíndice de percepção foi de 7.
O grupo de entrevistados com renda até 2 salários mínimos (2 SM) obteve índice de 7,6, enquanto os que disseram ter rende superior a 12 salários mínimos alcançaram um índice de 7,2. Já os que ganham entre 2 e 4 salários obtiveram índice de 7,4. Para os que recebem de 4 a 12 salários, o índice foi de 7,3.
Na divisão por escolaridade, os entrevistados de baixa escolaridade obtiveram IPCL de 7,5, contra 7,1 dos de alta escolaridade. O pior desempenho foi dos entrevistados de média escolaridade, que tiveram IPCL de 7.


A Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial (Cojira-Rio), do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio (SJMPMRJ) lança, no próximo dia 7, de maio, o Prêmio Abdias Nascimento. Criado para valorizar a produção jornalística que torne visível o racismo como fator estrutural das desigualdades socioeconômicas no país, o evento simboliza a busca por um jornalismo plural. Este ano distribuirá R$ 35 mil em sete categorias: Mídia impressa, Televisão, Rádio, Internet, Mídia Alternativa/Comunitária, Fotografia e Categoria Especial de Gênero Jornalista Antonieta de Barros.
O Prêmio Nacional Jornalista Abdias Nascimento é realizado pela Cojira-Rio. Conta com apoio das Cojiras de Alagoas, do Distrito Federal, de São Paulo e da Paraíba, além do Núcleo de Jornalistas Afro-Brasileiros e da Diretoria de Relações de Gênero e Promoção da Igualdade Racial dos Sindicatos do Rio Grande do Sul e da Bahia. As entidades integram a Comissão Nacional de Jornalistas pela Igualdade Étnico-racial (Conajira), da Federação Nacional de Jornalistas (Fenaj).
Mais informações:
www.premioabdiasnascimento.org.br
Fonte: http://ajusticeiradeesquerda.blogspot.com.br
Foto: Divulgação
Depois de 45 anos desaparecido, um dos documentos mais importantes produzidos pelo Estado brasileiro no último século, o chamado Relatório Figueiredo, que apurou matanças de tribos inteiras, torturas e toda sorte de crueldades praticadas contra indígenas no país – principalmente por latifundiários e funcionários do extinto Serviço de Proteção ao Índio (SPI) –, ressurge quase intacto. Supostamente eliminado em um incêndio no Ministério da Agricultura, ele foi encontrado recentemente no Museu do Índio, no Rio, com mais de 7 mil páginas preservadas e contendo 29 dos 30 tomos originais.
Em uma das inúmeras passagens brutais do texto, a que o Estado de Minas teve acesso e publica na data em que se comemora o Dia do Índio, um instrumento de tortura apontado como o mais comum nos postos do SPI à época, chamado “tronco”, é descrito da seguinte maneira: “Consistia na trituração dos tornozelos das vítimas, colocadas entre duas estacas enterradas juntas em um ângulo agudo. As extremidades, ligadas por roldanas, eram aproximadas lenta e continuamente”.
Entre denúncias de caçadas humanas promovidas com metralhadoras e dinamites atiradas de aviões, inoculações propositais de varíola em povoados isolados e doações de açúcar misturado a estricnina, o texto redigido pelo então procurador Jader de Figueiredo Correia ressuscita incontáveis fantasmas e pode se tornar agora um trunfo para a Comissão da Verdade, que apura violações de direitos humanos cometidas entre 1946 e 1988.
A Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) lança na próxima segunda-feira (29), às 10h, no Anexo I do Palácio do Planalto, a terceira edição do caderno “Vozes da Nova Classe Média”. O evento será promovido em parceria com a Caixa Econômica Federal e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).
Mais informações:
Fone: (61) 9839-9836 - (21) 3515-8627 - 8536-4655
Fonte: Campo Grande News
Cinco índios Terena se perderam no último fim de semana em uma área do Exército do município de Miranda, no interior de Mato Grosso do Sul, onde entraram clandestinamente para catar guavira, fruta típica da região que revendem em Campo Grande e nas estradas. Para ser resgatados, 8 horas após entrar na mata, eles pediram socorro via celular.
O grupo ficou na área militar das 9h até às 17h, quando foi resgatado por quatro policiais militares, dois deles da PMA (Polícia Militar Ambiental) e um oficial do Exército.
Segundo as informações da Polícia Militar, o grupo era formado por dois homens e três mulheres, e foi levado até a área de instrução Betione por um taxista. A área militar fica a 20km da cidade.
Segundo a Polícia Militar, os índios tem entrado frequentemente nessa área, sem permissão, para pegar frutas, mas depois do episódio de ontem, foram alertados de que é proibido entrar na área militar.
Fonte:Forbes
Por Ivair Alves Dos Santos
O Ministério da Zâmbia de Minas, Energia e Desenvolvimento da Água emitiu uma diretiva afirmando que todos os leilões de esmeraldas serão realizadas na Zâmbia, argumentando que a sua venda nos mercados estrangeiros contribui para a fuga de capitais.
O governo fez uma declaração que pretende promover a transparência e a responsabilidade na comercialização de esmeraldas, e estimular a demanda local por esmeraldas, criando mais oportunidades para os mineiros de pequena produção para terem acesso aos mercados de pedras preciosas, e aumentar o turismo.
O mercado foi pego de surpresa e a grande empresa inglesa Gemfields que detêm 75% da mina de esmeralda Kagen e governo tem 25%, esta mina é considerada a maior mina de esmeralda do mundo.
Além disso, as duas partes tem uma participação de 50-50 na mina Kariba de ametista, que também será afetado pela proibição de venda fora da Zambia. As ações da Gemfields tiveram uma queda de 16% e diminuiu a competição com o Brasil e a Colombia que detem 30% da oferta mundial de esmeraldas.
Fonte: IOL news

Foto: Divulgação
Por Ivair Alves dos Santos
Em Nova York , nas telas do Times Square as palavras de Nelson Mandela estão sendo exibidas com as suas mais comoventes citações do líder da luta contra o appartheid, no mês de exposição chamada o poder das das palavras (The Power of Words.)
Como parte da exposição, estão convidados os netos de Mandela: Kweku e Ndaba Mandela.
Um vídeo de três minutos apresenta as citações dos discursos de Mandela e ilumina os outdoors que estão programados para serem mostrados às 23:57, durante todos os dias do mês.
A apresentação foi organizada pela Times Square Publicidade Coalition Arts and Times Square, em colaboração com a Fundação Nelson Mandela e Tribeca Film Institute.
Os organizadores queriam que a exibição fosse uma celebração antecipada do 95º aniversário de Mandela em julho, e para ressaltar a influência das palavras durante o Mês Nacional da Poesia nos EUA.

O portal Buala, que se caracteriza por ser multidisciplinar de reflexão, crítica e documentação das culturas africanas contemporâneas em língua portuguesa, com produção de textos e traduções em francês e inglês abriu uma segunda chamada para receber textos e imagens relacionadas a temas a corpo e precariedade.
De acordo com a Buala, interessam tanto os estudos mais teóricos e analíticos como reflexões mais pessoais, experiências, trabalhos ou obras que explorem estas questões ou temas a partir da arte, ciência, política, etc. Os registos podem ser de todas as naturezas: poético, ensaístico, jornalístico, impressionista, manifestos, provocações.
Quanto ao formato, o portal informa que convém não ultrapassar as 1500 palavras. O envio tem que ser feito até 15 de Junho.
Mais informações:
info@buala
Fonte: AFP e Geledés
Stephen Lawrence. Foto: Divulgação
A família de Stephen Lawrence, com destaque para a mãe, Doreen Lawrence, amigos e políticos compareceram nesta ontem, segunda-feira (22) na igreja de St Martin-in-the-Fields, em Londres, para lembrar o assassinato do adolescente negro há 20 anos, em um caso de racismo que comoveu o Reino Unido. Na época, o inquérito policia foi denunciado como sendo tendencioso e fez com que o governo britânico ordenasse uma investigação independente em 1997.
Em um relatório publicado dois anos mais tarde, o comitê de investigação denunciou o "racismo institucional" da polícia e recomendou medidas que levaram a mudanças importantes na forma como os crimes potencialmente racistas são investigados no país.
Stephen Lawrence, um brilhante estudante de arquitetura, negro e de 18 anos, foi esfaqueado por um grupo de cinco jovens brancos quando esperava por um ônibus em Eltham, em 22 de abril de 1993.
Em 2012, um júri popular considerou culpados Gary Dobson e David Norris pelo assassinato de Stephen Lawrence.

Doreen Lawrence, mãe de Stephen. Foto: Divulgação
Fonte: Revista Isto É

Como você foi escolhida o rosto mais bonito da Suécia sendo brasileira?
Sei que é irônico uma estrangeira ganhar. Mas acho que foi justamente esse o motivo da minha vitória. As suecas são todas altas, magras, loiras e de pele muito branca. Eu, sendo mais morena e com um rosto latino, chamei atenção. Acho que eles queriam uma beleza diferente desta vez. Se fosse no Brasil, seria muito mais difícil eu ganhar.
(Louisse Freire, miss Suécia, em entrevista à Revista Isto é, desta semana)
Fonte Angop

Por Ivair Alves dos Santos
Os cortes constantes de energia elétrica regressaram à ilha de São Tomé, dois anos depois de um período em que os cidadãos tinham garantia de apenas 10 a 12 horas de fornecimento de electricidade por dia, noticiou hoje (terça-feira) à Lusa.
Nos últimos dias, a suspensão no fornecimento tornou-se novamente regular e em comunicado distribuído à imprensa, a Empresa de Agua e Electricidade (EMAE) de São Tomé e Príncipe, anunciou que as "interrupções no fornecimento de electricidade vão manter-se durante os próximos dias".
A EMAE, justifica as suspensões diárias no fornecimento de energia eléctrica com a avaria da central privada de Bôbo Forro (três quilómetros do centro da capital), sob gestão da empresa italiana Renergia Fisi, com a avaria num dos três grupos geradores de Santo Amaro (sete quilómetros a norte da ilha), financiada, montada e sob gestão de taiwaneses, e com a revisão nos grupos da central da capital, construída no tempo colonial.
"Por força dessas circunstâncias, haverá interrupções no fornecimento de electricidade durante os próximos dias, particularmente no horário de carga de ponta, compreendido entre as 18:00 e 21 horas", diz a Empresa de Água e Electricidade, sem definir durante quanto tempo a situação vai perdurar.
No conjunto, estas três centrais fornecem cerca de 13 megawatts de energia.
Diariamente, na ilha de São Tomé, particularmente no distrito de Água Grande (capital e periferia), são registadas duas a três vezes interrupções no fornecimento de energia às populações e serviços públicos.
O ministro das Infra-estruturas, Obras Públicas e Recursos Naturais, Osvaldo Abreu, visitou hoje (terça-feira), a central de Bôbo Forro e prometeu o restabelecimento do fornecimento de energia eléctrica nos próximos 15 dias.
Pedro Pires. Foto: Divulgação
Por Ivair Alves dos Santos
O antigo Presidente de Cabo Verde, Pedro Pires, considerou que a prisão do ex-chefe do Estado-Maior da Armada guineense, Bubo Na Tchuto, pelos serviços secretos americanos, pode ajudar a estabilizar a situação na Guiné-Bissau mas não resolve os problemas daquele país.
Em entrevista à rádio pública cabo-verdiana (RCV), Pedro Pires disse acreditar que, com a prisão de Bubo Na Tchuto, o espectro da impunidade desapareceu e que ninguém está acima da lei.
“Já vêm que não estão impunes e que pode haver uma intervenção de fora no sentido de os neutralizar”, acrescentou o antigo Presidente da República, em exercício entre 2001 e 2011, e primeiro-ministro de Cabo Verde entre 1975 e 1991.
Pedro Pires recebeu o “Prémio Mo Ibrahim”, em 2011, e foi sexta-feira homenageado na abertura do Congresso do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV, no poder), do qual foi presidente e secretário-geral.
Na sua perspectiva, a prisão de Bubo Na Tchuto, figura que conheceu durante a luta pela independência da Guiné-Bissau e de Cabo Verde, demonstra a fragilidade do Estado guineense.
“Para haver qualquer mudança foi necessário que fossem os agentes secretos norte-americanos, a DEA. Isso demonstra a fraqueza evidente do Estado da Guiné-Bissau”, sublinhou Pedro Pires.
O contra-almirante José Américo Bubo Na Tchuto foi detido em águas internacionais, a 2 de Abril, juntamente com quatro oficiais guineenses, por agentes do departamento anti-droga dos EUA (DEA). Foram todos apresentados a um tribunal de Nova Iorque, que legalizou a prisão sob as acusações de conspiração para fornecimento de armas à guerrilha colombiana FARC, armazenamento de cocaína da mesma organização, venda de armas para uso contra as forças norte-americanas e tentativa de introduzir cocaína no mercado dos Estados Unidos.
O procurador de Manhattan (EUA), Preet Bharara, apresentou uma queixa juntamente com a DEA num tribunal dos EUA, contra o Chefe de Estado-Maior das Forças Armadas da Guiné-Bissau, António Indjai, acusando-o de participar numa operação internacional de tráfico de droga e armas.
Preet Bharara e a DEA acusam Indjai de ter usado a sua posição no topo da hierarquia militar guineense para ser intermediário, fazendo da Guiné-Bissau um ponto de passagem de pessoas, que se acredita serem terroristas e narcotraficantes. Além de Indjai, Preet Bharara e a DEA acusam também o Chefe de Estado-Maior da Força Aérea guineense, Ibraima Papa Camará, pelos mesmos crimes.
As autoridades norte-americanas emitiram um mandato internacional de captura contra António Indjai que, a 12 de Abril de 2012, liderou um golpe de Estado contra o Governo de Carlos Gomes Júnior, derrubando o antigo primeiro-ministro e o Presidente Interino, Raimundo Pereira.
Há um ano, António Indjai foi incluído na lista de indivíduos alvos de sanções do Conselho de Segurança das Nações Unidas, por ter protagonizado o golpe de Estado, interrompendo a segunda volta de eleições presidenciais. Em 2010, os EUA já tinham emitido um mandado internacional de captura contra Papa Camará. A acusação feita pelo procurador de Manhattan e pela DEA, que pediram a colaboração dos militares da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), estacionados na Guiné-Bissau, criou um ambiente de “medo” nos quartéis e em certos círculos políticos guineenses, que receiam que os militares da CEDEAO tentem deter as principais chefias do país, entre políticos e militares.
António Indjai e Papa Camará têm permanecido entre o Estado-Maior das Forças Armadas e o Quartel da Força Aérea, evitando circular na rua com receio de uma possível captura.

Perfil - Sionei Ricardo Leão
Atualmente é assessor de imprensa na Câmara Legislativa do Distrito Federal Foi repórter de política do Jornal de Brasilia durante o escândalo da Caixa de Pandora e na cobertura da campanha eleitoral em 2010. Já atuou pelo Jornal do Brasil, Diário da Serra, Folha do Povo, Jornal Correio do Estado, O Progresso e Revista Raça Brasil. Foi assessor de imprensa no Ministério da Cultura, na Presidência da República (Seppir), na Câmara dos Deputados (Mesa Diretora/Suplência) e da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Estudou jornalismo na Pontifícia Universidade Católica de Campinas (Puccamp) e na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). Especializou-se em comportamento político pela UFMS. Lecionou jornalismo na Faculdade Estácio de Sá, Universidade Católica Dom Bosco, no Instituto de Ensino Superior de Brasília (IESB) e Unieuro. É ativista de direitos humanos e igualdade racial, o que lhe valeu o Prêmio Palmares de Comunicação (Ministério da Cultura) pelo Documentário Kamba-Racê, que trata do tema igualdade racial e Forças Armadas, assunto que continua pesquisando. Foi militar do Exército do Brasil, em São Paulo, Bahia, Rio de Janeiro e Mato Grosso do Sul.
E-mail: sionei.leao@gmail.com
Histórico