Sáb
Dom
Seg
Ter
Qua

Max: 28º

Min: 14º

16
Maio de 2013
Deputados pedem suspensão dos processos de demarcações de terras indígenas

 

 

 

Fotos: Divulgação

 


 
Em uma reunião que durou mais de três horas, deputados e senadores cobraram nesta quinta-feira (16), do vice-presidente da República, Michel Temer, a imediata suspensão dos processos de demarcação de terras indígenas no país movidos pela Fundação Nacional do Índio - Funai. No encontro estavam presentes o presidente da Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB/RN), 14 deputados federais, um senador, o advogado Geral da União, Luís Inácio Adams e representantes do Ministério da Justiça e de produtores rurais de vários estados brasileiros.

Comente este post

16
Maio de 2013
A Reforma pelo jornal

 

 

Foto: Divulgação

 

 

Fonte: Obra Completa, Machado de Assis,
Rio de Janeiro: Nova Aguilar, V.III, 1994. 
Publicado originalmente em O Espelho , Rio de Janeiro, 23/10/1859

 

 

Machado de Assis 

 


 
Houve uma coisa que fez tremer as aristocracias, mais do que os movimentos populares; foi o jornal. Devia ser curioso vê-las quando um século despertou ao clarão deste fiat humano; era a cúpula de seu edifício que se desmoronava.


 
Com o jornal eram incompatíveis esses parasitas da humanidade, essas fofas individualidades de pergaminho alçado e leitos de brasões. O jornal que tende à unidade humana, ao abraço comum, não era um inimigo vulgar, era uma barreira...  de papel, não, mas de inteligências, de aspirações.


 
É fácil prever um resultado favorável ao pensamento democrático. A imprensa, que encarnava a idéia no livro, expendi eu em outra parte, sentia-se ainda assim presa por um obstáculo qualquer; sentia-se cerrada naquela esfera larga mas ainda não infinita; abriu pois uma represa que a impedia, e lançou-se uma noite aquele oceano ao novo leito aberto: o pergaminho será a Atlântida submergida.


 
Por que não?


 
Todas as coisas estão em gérmen na palavra, diz um poeta oriental. Não é assim? O verbo é a origem de todas as reformas.


 
Os hebreus, narrando a lenda do Gênesis, dão à criação da luz a precedência da palavra de Deus. É palpitante o símbolo. O fiat repe­tiu-se em todos caos, e, coisa admirável! sempre nasceu dele alguma luz.


 
A história é a crônica da palavra. Moisés, no deserto; Demóstenes, nas guerras helênicas; Cristo, nas sinagogas da Galiléia; Huss, no púlpito cristão; Mirabeau, na tribuna republicana; todas essas bocas eloqüentes, todas essas cabeças salientes do passado, não são senão o fiat multiplicado levantado em todas asconfusões da humanidade. A história não é um simples quadro de acontecimentos; é mais, é o verbo feito livro.


 
Ora pois, a palavra, esse dom divino que fez do homem simples matéria organizada, um ente superior na criação, a palavra foi sem­pre uma reforma. Falada na tribuna é prodigiosa, é criadora, mas é o monólogo; escrita no livro, é ainda criadora, é ainda prodigiosa, mas é ainda o monólogo; esculpida no jornal, é prodigiosa e cria­dora, mas não é o monólogo, é a discussão.


 
E o que é a discussão?


 
A sentença de morte de todo o status quo, de todos os falsos princípios dominantes. Desde que uma coisa é trazida à discussão, não tem legitimidade evidente, e nesse caso o choque da argumentação é uma probabilidade de queda.


 
Ora, a discussão, que é a feição mais especial, o cunho mais vivo do jornal, é o que não convém exatamente à organização desigual e sinuosa da sociedade.


 
Examinemos.


 
A primeira propriedade do jornal é a reprodução amiudada, é o derramamento fácil em todos os membros do corpo social. Assim, o operário que se retira ao lar, fatigado pelo labor quotidiano, vai lá encontrar ao lado do pão do corpo, aquele pão do espírito, hóstia social da comunhão pública. A propaganda assim é fácil; a discussão do jornal reproduz-se também naquele espírito rude, com a diferença que vai lá achar o terreno preparado. A alma torturada da individualidade ínfima recebe, aceita, absorve sem labor, sem obstá­culo aquelas impressões, aquela argumentação de princípios, aquela argüição de fatos. Depois uma reflexão, depois um braço que se ergue, um palácio que se invade, um sistema que cai, um princípio que se levanta, uma reforma que se coroa.


 
Malévola faculdade — a palavra!


 
Será ou não o escolho das aristocracias modernas, este novo molde do pensamento e do verbo?


 
Eu o creio de coração. Graças a Deus, se há alguma coisa a espe­rar é a das inteligências proletárias, das classes ínfimas; das supe­riores, não.


 
As aristocracias dissolvem-se, diz um eloqüente irmão d'armas. É a verdade. A ação democrática parece reagir sobre as castas que se levantam no primeiro plano social. Os próprios brasões já se humanizam mais, e alguns jogam na praça sem notarem que começam a confundir-se com as casacas do agiota.


 
Causa riso.
 


Tremem, pois, tremem com este invento que parece abranger os séculos — e rasgar desde já um horizonte largo às aspirações cívicas, às inteligências populares.


 
E se quisessem suprimi-lo? Não seria mau para eles; o fechamento da imprensa, e a supressão da sua liberdade, é a base atual do pri­meiro trono da Europa.


 
Mas como! cortar as asas de águia que se lança no infinito, seria uma tarefa absurda, e, desculpem a expressão, um cometimento par­vo. Os pergaminhos já não são asas de Ícaro. Mudaram as cenas; o talento tem asas próprias para voar; senso bastante para aquilatar as culpas aristocráticas e as probidades cívicas.


 
Procedem estas idéias entre nós? Parece que sim. É verdade que o jornal aqui não está à altura da sua missão; pesa-lhe ainda o último elo. Às vezes leva a exigência até à letra maiúscula de um título de fidalgo.


 
Cortesania fina, em abono da verdade!


 
Mas, não importa! eu não creio no destino individual, mas aceito o destino coletivo da humanidade. Há um pólo atraente e fases a atravessar. — Cumpre vencer o caminho a todo o custo; no fim há sempre uma tenda para descansar, e uma relva para dormir.


 


Fonte: http://machado.mec.gov.br/images/stories/html/cronica/macr14.htm

Comente este post

16
Maio de 2013
Hemocentro faz cadastramento de pessoas com anemia falciforme

 

 

 

 

O Hemocentro e a Associação Brasiliense de Pessoas com Doença Falciforme querem identificar quantas são as pessoas que tem anemia falciforme para formular politicas publicas no Distrito Federal. Os relatórios serão entregues à Secretaria de Saúde.

 

 

Os que fizerem o cadastro também farão exames para saber qual o fenótipo e serão encaminhados ao hematologista mais perto de sua residência ou onde já fazem acompanhamento.

 

 

De acordo com o que informou o Hemocentro, o cadastro vai ajudar para que o paciente chegue a uma emergência ou ambulatório, o médico terá acesso as informações que serão importantes no atendimento.

 


 

Mais informações:

Fone: (61) 3327-4352

 

Comente este post

15
Maio de 2013
Rosane Borges assume coordenadoria na Fundação Palmares

 

Fonte: Ascom da Fundação Palmares

 

 

Foto: Divulgação


Rosane da Silva Borges é a nova coordenadora do Centro Nacional de Informação e Referência da Cultura Negra (CNIRC), da Fundação Cultural Palmares. Nomeada nesta quarta-feira (15), ela  vai contribuir para o fomento e a execução de atividades de estudo, pesquisa e referência da cultura afro-brasileira. Rosane  é doutora em Comunicação e já atuou como coordenadora do Núcleo de Estudos Afro-Asiáticos da Universidade Estadual de Londrina (UEL).

Comente este post

15
Maio de 2013
O novo racismo

 
Por Hélio Schwartsman*

 

 

Mahzarin Banaji. Foto: Divulgação

 

Acaba de sair nos EUA um livro que muda nossas concepções sobre o racismo. É "Blindspot" (ponto cego), de Mahzarin Banaji (Harvard) e Anthony Greenwald (Universidade de Washington).

 


A tese central dos autores é a de que o racismo mudou. O sujeito que maltrata negros e os agride verbalmente é uma espécie em extinção. O contingente cada vez menor de gente que acredita em conceitos como o de raça inferior aprendeu a ficar calado. Não obstante, os efeitos do racismo continuam firmes e operantes, como se pode constatar nas diferentes posições ocupadas por brancos e negros numa série de estatísticas, como renda, desemprego, evasão escolar, performance acadêmica, taxa de encarceramento etc.

 


Para a dupla de autores, a explicação está em nosso racismo implícito ou inconsciente, do qual nós mesmos não nos damos conta, mas que pode ser medido objetivamente através de um teste específico chamado IAT, que avalia a facilidade com que associamos negros e brancos a conceitos positivos e negativos. Cerca de 75% das dezenas de milhares de pessoas que fizeram o teste nos EUA revelaram preferência automática por brancos. Outros estudos apontam uma correlação moderada entre preconceito implícito e atos discriminatórios contra negros.

 


Esses dados todos, porém, já eram mais ou menos conhecidos. O grande "insight" do livro é a constatação de que o novo racismo, em vez de envolver atos que prejudicam membros de outro grupo, assume cada vez mais a forma de atos de favorecimento a membros do próprio grupo. Num mundo que utiliza intensamente cartas de recomendação, "networking" e amigos no lugar certo, isso pode fazer toda a diferença.

 


Se o novo racismo traz o benefício de não ser violento como o tradicional, apresenta a desvantagem de ser algo muito mais difícil de combater. Afinal, não dá para recriminar alguém por tentar ajudar seus amigos.

 

 

Anthony Greenwald. Foto: Divulgação

 


 
*Hélio Schwartsman é bacharel em filosofia, publicou "Aquilae Titicans - O Segredo de Avicena - Uma Aventura no Afeganistão" em 2001.

Artigo publicado pela Folha de São Paulo

Comente este post

15
Maio de 2013
Caixa Cultural exibe filmes iranianos

 

 

 

 

 

Mostra reúne 12 filmes dos premiados cineastas iranianos, Mohammad Rasoulof e Jafar Panahi, e promove debate sobre os desafios de filmar no Irã

 

 

 

A Caixa Cultural Brasília apresenta, de 18 a 26 de maio, a mostra “Mohammad Rasoulof e Jafar Panahi: cineastas iranianos”. Serão exibidas 12 produções que refletem sobre o Irã, a sociedade iraniana e suas raízes culturais, políticas e religiosas. A mostra tem o patrocínio da Caixa Econômica Federal e do Governo Federal, e acontece também na CAIXA Cultural Rio de Janeiro, de 21 de maio a 2 de junho.

 

  

O projeto presta uma homenagem aos dois cineastas que, em 2010, foram sentenciados a seis anos de prisão e, no caso de Panahi, com proibição de escrever ou realizar filmes. Os dois, segundo as autoridades iranianas, teriam feito propaganda contra o estado.

 

  

Na programação, destaque para o filme “Adeus”, última produção de Mohammad Rasoulof, que aponta o exílio do Irã como a saída para encontrar a liberdade individual, ganhador do prêmio de Melhor Direção na mostra “Um certo olhar”, no Festival de Cannes, em 2011. Também na mostra, o filme “O Círculo”, de Jafar Panahi, retrata a prostituição feminina, abordando não apenas o tabu, como também a situação da mulher na sociedade iraniana.

 

  

O documentário “A onda verde”, dirigido por Ali Samadi Ahadi, é outro destaque, e revela os protestos que se seguiram à reeleição do atual presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, em 2009, e sua violenta repressão. O documentário contribui para ampliar a compreensão do contexto em torno da condenação dos cineastas homenageados e dos filmes que eles realizaram depois deste fato.

 

   

 

Programação:

 

18 de maio (sábado)

 

16h – “Fora de Jogo”, de Jafar Panahi (2006, 88 min, 14 anos, 35mm)

 

18h – “A onda verde”, de Ali Samadi Ahadi (Alemanha, 2010, 80 min, 12 anos, digital)

 

20h – “Ilha de ferro”, de Mohammad Rasoulof (2005, 90 min, 10 anos, 35mm)

 

 

 

19 de maio (domingo)

 

16h – “O crepúsculo”, de Mohammad Rasoulof (2002, 83 min, 12 anos, digital)

 

18h – “Ouro Carmim”, de Jafar Panahi (2003, 97 min, 12 anos, 35mm)

 

20h – “A antena”, de Mohammad Rasoulof (2008, 65 min, 12 anos, digital)

 

 

 

21 de maio (terça-feira)

 

16h – “Os campos brancos”, de Mohammad Rasoulof (2009, 93 min, 12 anos, digital)

 

18h – “O balão branco”, de Jafar Panahi (1995, 85 min, livre, 35mm)

 

20h – “O Espelho”, de Jafar Panahi (1997, 90 min, 14 anos, 35mm)

 

 

 

22 de maio (quarta-feira)

 

16h – “Ouro Carmim”, de Jafar Panahi (2003, 97 min, 12 anos, 35mm)

 

18h – “O crepúsculo”, de Mohammad Rasoulof (2002, 83 min, 12 anos, digital)

 

20h – “Isto não é um filme”, de Jafar Panahi e Motjaba Mirtahmasb (Irã, 2010, 75 min, 12 anos, digital)

 

 

 

23 de maio (quinta-feira)

 

16h – “Adeus”, de Mohammad Rasoulof (2011, 104 min, 14 anos, digital)

 

18h – “O círculo”, de Jafar Panahi (Irã/Itália/Suíça, 2000, 90 min, 14 anos, 35mm)

 

20h – “Fora de Jogo”, de Jafar Panahi (2006, 88 min, 14 anos, 35mm)

 

 

 

24 de maio (sexta-feira)

 

16h – “A antena”, de Mohammad Rasoulof (2008, 65 min, 12 anos, digital)

 

18h – “Ilha de ferro”, de Mohammad Rasoulof (2005, 90 min, 10 anos, 35mm)

 

20h – “O balão branco”, de Jafar Panahi (1995, 85 min, livre, 35mm)

 

 

 

25 de maio (sábado)

 

16h – “Isto não é um filme”, de Jafar Panahi e Motjaba Mirtahmasb (Irã, 2010, 75 min, 12 anos, digital)

 

18h – “Adeus”, de Mohammad Rasoulof (2011, 104 min, 14 anos, digital)

 

20h – Debate “Cinema e autoridade estatal, realidade e interditos: como filmar no Irã?”. Mediação: Tatiana Monassa

 

 

 

26 de maio (domingo)

 

16h – “O Espelho”, de Jafar Panahi (1997, 90 min, 14 anos, 35mm)

 

18h – “O círculo”, de Jafar Panahi (Irã/Itália/Suíça, 2000, 90 min, 14 anos, 35mm)

 

20h – “Os campos brancos”, de Mohammad Rasoulof (2009, 92 min, 12 anos, digital)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Comente este post

15
Maio de 2013
Laboratório Experimental promove palestra "Rapa Nui"

 

O Laboratório Experimental de Eventos do Curso de Graduação em Turismo da Universidade de Brasília promoverá na próxima sexta-feira (17), 10 horas,  no módulo A do Centro de Excelência em Turismo da UnB. Campus Universitário, Gleba A, a palestra “Rapa Nui: Turismo de Experiência” , com Wladimir Campos, pós-graduado em Relações Internacionais, consultor, escritor, colunista do Webinsider, blogueiro, membro do podcast iTech Hoje, viciado em viagens e embaixador do Evernote no Brasil.


Mais informações:
Fone: 3107-5988 - 8215-2390

Comente este post

14
Maio de 2013
EBC discute digitalização em ondas médias

 

 

Comente este post

14
Maio de 2013
Elisangela Freitas eleita miss Florianópolis

 

 

A modelo Elisangela Freitas Costa foi, na segunda-feira (13), eleita a Miss Florianópolis 2013. Ela vai concorrer agora ao título estadual nos dias 30 de maio e 1º de junho nas cidades de Itajaí e Balneário Camboriú.

 

Comente este post

14
Maio de 2013
Etta James: I'd Rather Go Blind

 

 

Comente este post

14
Maio de 2013
A fina ironia de Machado de Assis sobre a Abolição da Escravatura

 

 

 

Na crônica abaixo, Machado de Assis aborda com ironia a questão da abolição da escravatura, que havia ocorrido no dia 13 de maio de 1888

 

Crônica publicada no jornal Gazeta de Notícias, em 19 de maio de 1888.

 

 

Bons dias!

 

Eu pertenço a uma família de profetas après coup, post factum, depois do gato morto, ou como melhor nome tenha em holandês. Por isso digo, e juro se necessário fôr, que tôda a história desta lei de 13 de maio estava por mim prevista, tanto que na segunda-feira, antes mesmo dos debates, tratei de alforriar um molecote que tinha, pessoa de seus dezoito anos, mais ou menos. Alforriá-lo era nada; entendi que, perdido por mil, perdido por mil e quinhentos, e dei um jantar.

 

Neste jantar, a que meus amigos deram o nome de banquete, em falta de outro melhor, reuni umas cinco pessoas, conquanto as notícias dissessem trinta e três (anos de Cristo), no intuito de lhe dar um aspecto simbólico.

 

No golpe do meio (coup du milieu, mas eu prefiro falar a minha língua), levantei-me eu com a taça de champanha e declarei que acompanhando as idéias pregadas por Cristo, há dezoito séculos, restituía a liberdade ao meu escravo Pancrácio; que entendia que a nação inteira devia acompanhar as mesmas idéias e imitar o meu exemplo; finalmente, que a liberdade era um dom de Deus, que os homens não podiam roubar sem pecado.

 

Pancrácio, que estava à espreita, entrou na sala, como um furacão, e veio abraçar-me os pés. Um dos meus amigos (creio que é ainda meu sobrinho) pegou de outra taça, e pediu à ilustre assembléia que correspondesse ao ato que acabava de publicar, brindando ao primeiro dos cariocas. Ouvi cabisbaixo; fiz outro discurso agradecendo, e entreguei a carta ao molecote. Todos os lenços comovidos apanharam as lágrimas de admiração. Caí na cadeira e não vi mais nada. De noite, recebi muitos cartões. Creio que estão pintando o meu retrato, e suponho que a óleo.

 

No dia seguinte, chamei o Pancrácio e disse-lhe com rara franqueza:

 

- Tu és livre, podes ir para onde quiseres. Aqui tens casa amiga, já conhecida e tens mais um ordenado, um ordenado que...

 

- Oh! meu senhô! fico.

 

- ...Um ordenado pequeno, mas que há de crescer. Tudo cresce neste mundo; tu cresceste imensamente. Quando nasceste, eras um pirralho dêste tamanho; hoje estás mais alto que eu. Deixa ver; olha, és mais alto quatro dedos...

 

- Artura não qué dizê nada, não, senhô...

 

- Pequeno ordenado, repito, uns seis mil-réis; mas é de grão em grão que a galinha enche o seu papo. Tu vales muito mais que uma galinha.

 

- Justamente. Pois seis mil-réis. No fim de um ano, se andares bem, conta com oito. Oito ou sete.

 

Pancrácio aceitou tudo; aceitou até um peteleco que lhe dei no dia seguinte, por me não escovar bem as botas; efeitos da liberdade. Mas eu expliquei-lhe que o peteleco, sendo um impulso natural, não podia anular o direito civil adquirido por um título que lhe dei. Êle continuava livre, eu de mau humor; eram dois estados naturais, quase divinos.

 

Tudo compreendeu o meu bom Pancrácio; daí pra cá, tenho-lhe despedido alguns pontapés, um ou outro puxão de orelhas, e chamo-lhe bêsta quando lhe não chamo filho do diabo; cousas tôdas que êle recebe humildemente, e (Deus me perdoe!) creio que até alegre.

 

O meu plano está feito; quero ser deputado, e, na circular que mandarei aos meus eleitores, direi que, antes, muito antes da abolição legal, já eu, em casa, na modéstia da família, libertava um escravo, ato que comoveu a tôda a gente que dêle teve notícia; que êsse escravo tendo aprendido a ler, escrever e contar, (simples suposições) é então professor de filosofia no Rio das Cobras; que os homens puros, grandes e verdadeiramente políticos, não são os que obedecem à lei, mas os que se antecipam a ela, dizendo ao escravo: és livre, antes que o digam os poderes públicos, sempre retardatários, trôpegos e incapazes de restaurar a justiça na terra, para satisfação do céu.

 

 

Boas noites.

Texto extraído do livro

Assis, Machado de. Obra Completa, Vol III. 3ª edição. José Aguilar, Rio de Janeiro. 1973. p. 489 - 491.

 

Comente este post

14
Maio de 2013
Treze

 

 

 

Hilton Cobra*

 

 

Este 13 de maio de 2013 marca os 125 anos da Abolição da Escravatura no Brasil. Na contramão da História considerada oficial, esta efeméride não reduz-se à promulgação da Lei Áurea, subscrita pela princesa Isabel, que num ato de extrema “bondade” teria concedido a liberdade aos negros escravizados, mas, fundamentalmente, traz à superfície as múltiplas formas de insurreiçãonegra (quilombos, revoltas, atos de rebeldia, instauração de uma tradição negro africana) como núcleos vitais de resistênciacoletiva à escravidão no Brasil, o último país das Américas a extingui-la.

 

 

Portanto, mais do que legítimo, torna-se um exercício de reparação histórica considerarmos a abolição como resultante de um conjunto de fatores, com prevalência inequívoca da luta dos movimentos de consciência negra, que trouxe em seu cerne as sementes do protesto contemporâneo contra as desigualdades sociais, o racismo, o preconceito e a discriminação racial. Afigura-se, portanto, como gesto fundamental realçar neste dia de hoje o papel importante daliderança de mulheres e homens negros na qualidade de agentes responsáveis por minaras estruturas do escravismo de diversas formas: seja pela via da religião, das variadas expressões artísticas, da ciência e da tecnologia, do enfrentamento político, a exemplo da Revolta dos Malês,uma das mais expressivas manifestações políticas contra a discriminação e a imposição religiosa, em 1835.

 

 

Considerando esse legado dos povos negros, como podemos reeditar o 13 de maio a cada ano? Embora não vivamos mais sob a égide da escravidão, convivemos, lamentavelmente, abrigados em um sistema que alimenta o racismo e a discriminação  que, sistematicamente, põe sob o manto da invisibilidade as conquistas históricas do movimento negro brasileiro, como a comemoraçãodo 20 de novembro – Dia Nacional da Consciência Negra.Atualmente, mais de 750 municípios instituíram legalmente a data como feriado, medida que é constantemente ameaçada por aqueles que alegam sua inconstitucionalidade, como acontece hoje no Estado do Rio de Janeiro e na cidade Londrina, norte do Paraná. É inaceitável que essa interferência incida no único feriado destinado a pôr em cena o protaganismodo líder negro Zumbi dos Palmares na busca pela emancipação do país.

 

 

É essencial que todas as formas de celebraçãoe reconhecimento do papel ativo da população negra sejam preservadas e publicizadas em grande escala. Desse ponto de vista, tanto o 13 de maio quanto o 20 de novembro possuem um caráter pedagógico de valor exponencial para o nosso país reconhecer-se naquilo que o constitui visceralmente:  colocam em cena eventos, personagens e histórias até bem pouco tempo desconhecidas ou subvalorizadas pela narrativa oficial, reconhecem a resistência das comunidades tradicionais e quilombolas que, em condições completamente adversas, almejam estatuto de cidadania, onde inclui-se prioritariamente o direito ao território, à preservação das práticas culturais ea novos rearranjos no dinamismo socioeconômico.

 

 

Nessa busca por um Brasil sem racismo, por uma nação democrática e desenvolvida, o 13 de maio de 2013 permite-nos observar os fios que ligam as manifestações do passado com as do presente. Um dos exemplos mais emblemáticos pode ser extraído dos casos de intolerância religiosa, que tentam bloquear o exercício do direito do povo negro aos cultos religiosos de matriz africana. No entanto, a todas essas práticas que tentam subjugar o legado cultural afro-brasileiro, a herança insurgente do negro escravizado fornece o combustível que põe em marcha reações antirracistas e anti-discriminatórias de diversos matizes e intensidade nos dias atuais. A queda da iniciativa baiana que tentava proibir uma manifestação religiosa no Estadoé um episódio que revela a força expressiva dos movimentos de resistência, significando uma vitória do povo de santo. Há que se dizer que a  mobilização popular foi determinante para essa conquista.

 

 

Além desse episódio, já histórico, podemos arrolar outras conquistas que devem ser inseridas nessa densa paisagem da qual  o 13 de maio, sob a ótica da população negra, constitui-se em um ponto de inflexão: dez anos da Seppir (Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República), que veio para converter as principais demandas dos movimentos sociais negros em políticas públicas, transversalizandoo tópico racial na agenda do governo federal; os 10 anos da Lei 10.639, que tem potência para suscitar novos olhares e novas perspectivas sobre o patrimônio afro-brasileiro; o início da Década Internacional dos Povos Afrodescendentes, instituída pela ONU, baseada em três pilares: reconhecimento, justiça e desenvolvimento; os 25 anos da Fundação Cultural Palmares, que serão comemorados em agosto, primeiro órgão federal criado parapreservar, proteger e disseminar a cultura negra. Acrescente-se que para esta gestão é fundamental, também, a concepção de uma política cultural honesta, inclusiva e verdadeiramente democrática.

 

 

Considerar esse conjunto de conquistas e avanços, seja da sociedade civil, seja do Estado brasileiro, nos faz conferir outros sentidos ao 13 de maio anexando-o às iniciativas políticas da população negra no decorrer dos últimos séculos:  Palmares, Revolta dos Malês, Revolta da Chibata, Frente Negra Brasileira, Movimento Abolicionista, Movimento de Mulheres Negras, Teatro Experimental do Negro, Resistência das Religiões de Matriz Africana, da Capoeira, do Samba, das Escolas de Samba, dos Blocos Afros, do Movimento Hip Hop.

 

 

Essa trilha, pontilhada também por recuos e retrocessos, nos faz lembrar que há séculos estamos reivindicando por cidadania plena, reconfigurando a dinâmica social brasileira. Nesse embate, também integrou o escopo das tarefas das organizações negrasa interlocução com homens e mulheres que tiveram sua autoestima violada, a estética corporal rebaixada, a humanidade subtraída…

 

 

É com esse espírito que  que a Fundação Cultural Palmares marca o 13 de maio de 2013: dando impulso renovado ao que a data representa para a população negra, aproximando-a cada vez mais dos propósitos verdadeiramente libertários dos nossos antepassados; reatualizando o debate sobre a persistência vergonhosa do racismo e da discriminação; reafirmando o papel da instituição em promover a cultura brasileira, a partir do resgate do legado afro-brasileiro e diaspórico,  num exercício constante de promoção dos direitos humanos da população negra. Esse deslocamento de sentido do 13 de maio nos possibilita,  assim, dimensionar a profundidade das desigualdades e pôr em destaque o importante papel de homens e mulheres negros para a construção e consolidação de um outro projeto de Nação, em que todos possam dela participar ativamente.

 

 

Finalizo fazendo referência a um intelectual negro brasileiro reconhecido mundialmente, o professor Milton Santos, cujo texto encerra o espetáculo da Cia dos Comuns “A Roda do Mundo”:

 

“Como reprodução do universo perfeito, e para ajudar os homens e as mulheres na labuta, criando máquinas e engenhos e jogos e maravilhas, foi inventada a roda. Não estamos então aqui para inventá-la de novo.  Não é disso que se trata, mas de dizer como a fazemos funcionar em nosso canto do mundo; como queremos que ela funcione, entendendo que em cada lugar e para cada povo a roda gira de um jeito.  Reconhecer isto será um enriquecimento para o mundo da roda e um passo a mais no conhecimento de nós mesmos”

 

*Presidente da Fundação Cultural Palmares

 

 

 

 


 

Comente este post

13
Maio de 2013
Lançamento do Prêmio Abdias Nascimento terá atividade especial

 

 

A Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial do Distrito Federal (COJIRA DF) fará nesta noite, de segunda-feira (13), o lançamento do Prêmio Abdias Nascimento e debate sobre o Dia Nacional de Denúncia contra o Racismo e aniversário de 125 anos da promulgação da Lei Áurea

 

 

No ano passado, a região Centro-Oeste registrou participação de 11% do total de 170 trabalhos jornalísticos inscritos no Prêmio em todo o país. Para ampliar localmente a visibilidade da pauta etnorracial, a Cojira DF soma esforços com a Cojira RJ, ao promover uma atividade especial, reunindo representantes do movimento social,  do Poder Público e da Academia.

 

 

O debate “Abolição 2013: ações afirmativas para a população negra no mercado de trabalho” será realizado a partir das 19h, no auditório do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal, será uma contribuição para a implementação da Lei 12288/10 (Estatuto da Igualdade Racial), que   em seu artigo 39 prevê: “ O poder público promoverá ações que assegurem a igualdade de oportunidades no mercado de trabalho para a população negra, inclusive mediante a implementação de medidas visando à promoção da igualdade nas contratações do setor público e o incentivo à adoção de medidas similares nas empresas e organizações privadas”. Foram convidados os seguintes debatedores:

 

 

Indira Silva Quaresma : Graduada pela Universidade de Brasília, é especialista em Previdência Social pela Fundação Getúlio Vargas e em Hermenêutica Constitucional pelo Instituto Brasiliense de Direito Público , é Procuradora Federal da Advocacia Geral da União, vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB DF), teve destacada atuação na decisão do Supremo Tribunal Federal favorável à adoção de cotas raciais no ensino superior.

 

 

Tatiana Dias Silva : Mestre em administração pela Universidade Federal da Bahia, técnica de Planejamento e Pesquisa na Coordenação de Estudos Sobre Gênero e Raça, da Diretoria de Estudos e Políticas Sociais do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), é especialista em temas relacionados ao mundo  do trabalho, igualdade racial e gestão pública.

 

 

Gustavo Caldas: Mestre em ciências jurídico-econômicas pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, bacharel em Direito pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro e Diretor do Departamento de Análise de Atos Normativos da Consultoria Geral da União, órgão consultivo da Advocacia Geral da União.

 

 

Reinaldo da Silva Guimarães : Mestre em Sociologia pelo Instituto Universitário de Pesquisa do Rio de Janeiro, doutor em Serviço Social pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, éprofessor universitário e pesquisador do Instituto de Pesquisas e Estudos Afro Brasileiros (IPEAFRO), além de autor do livro recém-lançado “AFROCIDADANIZAÇÃO: ações afirmativa e trajetórias e vida no Rio de Janeiro”, resultado de sua tese de doutoramento.

 

 

Ramatis Jacino: Mestre e Doutor em História Econômica pela Universidade de São Paulo, é Presidente do Instituto Sindical Interamericano Pela Igualdade Racial (INSPIR), especializou-se no período de transição do trabalho escravo para o trabalho livre, autor entre outras obras do livro “O Branqueamento do Trabalho” e organizador da publicação “ÌMÓ - Panorama do Pensamento Negro Brasileiro”.

Comente este post

13
Maio de 2013
Gazeta de Notícias divulga a "extincção" da escravidão

 

 

 

 

Comente este post

11
Maio de 2013
Tela do artista africano Sidney Cerqueira

 

Comente este post

10
Maio de 2013
Comissão discute a Lei 10.639

 

 

A Comissão de Educação, da Câmara dos Deputados, vai discutir na próxima terça-feira (14) sobre “A Implementação da Lei 10.639/2003, que altera as Diretrizes e Bases da Educação, para incluir no currículo oficial da Rede de Ensino a obrigatoriedade da temática História e Cultura Afro-Brasileira”.

A audiência pública vai ocorrer no Plenário 10 do Anexo II da Câmara dos Deputados, às 10 horas.

 

Mais informações:
nelma.souza@camara.gov.br - nelma.souza@cam ara.gov.br>
Fone: (61) 3216-6621 -9977-9279

Comente este post

10
Maio de 2013
A Pedra

 

 

Foto: Divulgação

Manoel de Barros

 

 

Pedra sendo


Eu tenho gosto de jazer no chão.


Só privo com lagarto e borboletas.


Certas conchas se abrigam em mim.


De meus interstícios crescem musgos.


Passarinhos me usam para afiar seus bicos.


Às vezes uma garça me ocupa de dia.


Fico louvoso.


Há outros privilégios de ser pedra:

a - Eu irrito o silêncio dos insetos.

b - Sou batido de luar nas solitudes.

c - Tomo banho de orvalho de manhã.

d - E o sol me cumprimenta por primeiro

Comente este post

09
Maio de 2013
Duplo Dia da Vitória

 

Foto: Divulgação

 

Foto: Divulgação

 

 

O Dia da Vitória que simboliza a vitória dos Aliados contra o Eixo, na Segunda Guerra Mundial é comemorado tanto em 8, como acontece no Brasil, quanto em 9 de maio.


Isso porque embora os próprios aliados tivessem acordado a data de 9 de Maio, em 1945, para a celebração,  jornalistas ocidentais lançaram a notícia da rendição alemã mais cedo do que era previsto, antecipando as celebrações.

 

A União Soviética manteve a data combinada, sendo por isso que o fim da Segunda Guerra Mundial, conhecida como a Grande Guerra Patriótica na Rússia e outras zonas da antiga URSS, foi feita hoje (9). 

 

Foto: Divulgação

 

 

Comente este post

09
Maio de 2013
Mujica proporá nova lei para os Meios de Comunicação

 

 

Fonte: Radioagência NP e Blog Chico Sant'Anna e a Info Com



O presidente do Uruguai, José Mujica, deve enviar nos próximos dias um projeto de lei de meios ao Congresso. A partir dele, uma nova regulamentação dos meios de comunicação de massa entrará em vigor na nação sul-americana.

 

O projeto tem o objetivo de regular permissões para grupos econômicos, direitos de audiência e de livre expressão. Além de reforçar a propriedade estatal do espectro radioelétrico.

Os cerca de 200 artigos da proposta, que já está pronta, foram elaborados por representantes do Ministério de Indústria e do Ministério de Educação e Cultura.

 

A reforma nessa legislação é defendida pelo presidente desde o início de seu mandato, há quatro anos, e recebeu os últimos ajustes no início deste ano.

Comente este post

09
Maio de 2013
TV Senado exibe documentário sobre Darcy Ribeiro

 

 

A TV Senado exibe no próximo dia 18, deste mês (domingo), o documentário Darcy, um brasileiro, às 21h30, com reprises no dia 25 de maio e 2 de junho.

 

No documentário, dirigido por Maria Maia, o telespectador vai conhecer um pouco desta personalidade, visto por ele mesmo e pela ótica de amigos e colaboradores. A obra narra a história do pensador Darcy, das suas inquietações e da sua busca por soluções para o Brasil.

 

Mineiro de Montes Claro, Darcy dedicou a sua vida aos menos favorecidos. Na pele de antropólogo, defendeu os índios, fundou o Museu do Índio, ajudou na Criação do Parque Nacional do Xingu, documentou várias etnias em livros e fotografias; na de educador e professor criou a Universidade de Brasília, a Lei de Diretrizes Básicas da Educação e os CIEPS e na de político, foi chefe da Casa Civil de João Goulart, lutou contra a ditadura, foi exilado, foi vice-governador do Brizola, senador da República. Mesmo vencido, como costumava afirmar, Darcy assumiu preferir o lado dos derrotados do que ter contribuído com os vencedores, neste caso, com aqueles que limitaram a democracia.

 

Mais informações:

Blog do Turiba: blogdoturiba.blogspot.com.br

 

Comente este post

09
Maio de 2013
Ações afirmativas no mercado de trabalho em debate no Sindicato de Jornalistas do DF

 

Na próxima segunda-feira (13),  a Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial do Distrito Federal (Cojira–DF) realiza, a partir das 19h, debate público para discutir ações que promovam a igualdade racial no mercado de trabalho. A data foi escolhida por ser o Dia Nacional de Denúcia contra o Racismo e marcar o aniversário de 125 anos da promulgação da lei que aboliu a escravidão no país.

 

Intitulado “Abolição 2013: ações afirmativas para a população negra no mercado de trabalho”, o debate vai reunir especialistas da sociedade civil, do Poder Público e da Academia para discutir a regulamentação da Lei 12288/10 que instituiu o Estatuto da Igualdade Racial e em seu artigo 39 prevê: “ O poder público promoverá ações que assegurem a igualdade de oportunidades no mercado de trabalho para a população negra, inclusive mediante a implementação de medidas visando à promoção da igualdade nas contratações do setor público e o incentivo à adoção de medidas similares nas empresas e organizações privadas”.

 

Na ocasião, também ocorrerá o lançamento regional da terceira edição do Prêmio Nacional Jornalista Abdias do Nascimento, que tem o objetivo de estimular a produção de conteúdo jornalístico sobre a prevenção, o combate e a eliminação da discriminação racial no Brasil.

 

A atividade conta com o apoio do Sindicato dos Bancários do Distrito Federal.

 

 

Debatedores:

Indira Silva Quaresma : Graduada pela Universidade de Brasília, é especialista em Previdência Social pela Fundação Getúlio Vargas e em Hermenêutica Constitucional pelo Instituto Brasiliense de Direito Público, é Procuradora Federal da Advocacia Geral da União, vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB DF), teve destacada atuação na decisão do Supremo Tribunal Federal favorável à adoção de cotas raciais no ensino superior.

 

Tatiana Dias Silva : Mestre em administração pela Universidade Federal da Bahia, técnica de Planejamento e Pesquisa na Coordenação de Estudos Sobre Gênero e Raça, da Diretoria de Estudos e Políticas Sociais do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), é especialista em temas relacionados ao mundo do trabalho, igualdade racial e gestão pública.

 

Gustavo Caldas: Mestre em ciências jurídico-econômicas pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, bacharel em Direito pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro e Diretor do Departamento de Análise de Atos Normativos da Consultoria Geral da União, órgão consultivo da Advocacia Geral da União.

 

Reinaldo da Silva Guimarães : Mestre em Sociologia pelo Instituto Universitário de Pesquisa do Rio de Janeiro, doutor em Serviço Social pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, éprofessor universitário e pesquisador do Instituto de Pesquisas e Estudos Afro Brasileiros (IPEAFRO), além de autor do livro recém-lançado “AFROCIDADANIZAÇÃO: ações afirmativa e trajetórias e vida no Rio de Janeiro”, resultado de sua tese de doutoramento.

 

Ramatis Jacino: Mestre e Doutor em História Econômica pela Universidade de São Paulo, é Presidente do Instituto Sindical Interamericano Pela Igualdade Racial (INSPIR), especializou-se no período de transição do trabalho escravo para o trabalho livre, autor entre outras obras do livro “O Branqueamento do Trabalho” e organizador da publicação “ÌMÓ - Panorama do Pensamento Negro Brasileiro”.

 

Serviço:

Quando: 19h de 13 de maio

 

O que: Debate sobre “Abolição 2013: ações afirmativas para a população negra no mercado de trabalho” e lançamento regional do Prêmio Jornalista Abdias Nascimento

 

Onde: auditório do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal (Setor de Indústrias Gráficas - Quadra 2, edifício City Offices)

 

Informações para a imprensa:  Iris Cary, tel 61 92561879, ou Aida Feitosa (82355552)

 

Sugestão de Pauta:

- Está sendo discutida, no Gabinete Civil da Presidência da República, minuta da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR – PR), que visa a implementação de cotas raciais de 30% no serviço público federal. O assunto também é objeto de dois Procedimentos Administrativos instaurados pela Procuradoria Federal dos Direiros do Cidadão em 2011.

 

Segundo dados do Ipea, quatro estados e 33 municípios adotaram sistema de reserva de vagas para negros em concursos públicos. O Paraná é o estado pioneiro no tema, com lei criada em 2003; o Mato Grosso do Sul aprovou lei similar em 2008. Recentemente, os governos dos estados do Rio de Janeiro e do Rio Grande do Sul adotaram sistema de cotas para negros.

A Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC/MPF) e a Educafro realizaram em 18/4/2013, em Brasília, audiência pública sobre “Cotas Raciais em Concursos Públicos”, com o objetivo de subsidiar posicionamento do órgão sobre o tema.

O Prêmio Nacional Jornalista Abdias Nascimento recebe inscrições somente  pela internet, até 31 de julho de 2013.De caráter nacional, é um estímulo à cobertura da temática racial na Mídia impressa, Televisão, Rádio, Internet, Mídia Alternativa/Comunitária e Fotografia. Para saber mais sobre o prêmio, acesse: www.premioabdiasnascimento.org.br


 

Comente este post

09
Maio de 2013
Autoras lançam "Mulheres negras na primeira pessoa"

 

Foto: Divulgação 

 

O livro "Mulheres negras na primeira pessoa",  organizado por Jurema Werneck, Nilza Iraci e Simone Cruz será lançado na noite de hoje, quinta-feira (9), às 19h, no Sebinho (CLN 406), em Brasília.  As autoras participarão de uma roda de conversa sobre racismo, com a presença do coletivo Pretas Candangas.

 

 

A obra traz o relato de 20 mulheres negras representativas de nove estados brasileiros (Rio Grande do Sul, Paraíba, São Paulo, Pará, Rio de Janeiro, Amapá, Ceará, Paraná e Goiás). As narrativas são de mulheres negras quilombolas, nordestinas, sulistas, entre outras, urbanas ou não, cujas trajetórias sensibilizaram as organizações membros da AMNB, que as indicou para simbolizarem a luta das mulheres negras no Brasil. O resultado é um livro emocionante, repleto de histórias de lutas temperadas com energia, garra, amor, sabedoria e afeto.

 

 

Mais informações:

www.cfemea.org.br

Comente este post

08
Maio de 2013
Filme Raça tem pré-estreia em Brasília

 

 

O documentário de longa-metragem Raça, do cineasta Joel Zito Araújo e da documentarista norte-americana Megan Mylan terá sua pré-estreia na próxima quarta-feira (15), às 21h, em Brasília, evento que será somente para  convidados, no Cine Itaú, no Shopping Casa Park.

 

O filme é resultado da amizade entre Joel Zito Araújo e Megan Mylan iniciada na década de 1990. Mas foi em 2004 que surgiu a ideia de dirigirem um filme juntos. Assim surgiu a coprodução “Raça”, entre Brasil e Estados Unidos, filmada de 2005 e 2011.

 

 

A obra capta o debate sobre a busca da superação da desigualdade racial no Brasil com cenas inéditas dos bastidores do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal no início deste século.

 

Para registrar esse momento histórico em que o debate racial se tornou constante na mídia e no discurso público, os diretores acompanharam de perto três personalidades negras que estavam – cada uma a sua maneira – na linha de frente dessa batalha pela igualdade. Entre elas, está o senador Paulo Paim  – com seu esforço para sancionar a lei do “Estatuto da Igualdade Racial” no Congresso Nacional, em Brasília. Paim é autor do projeto original que demorou quase uma década para ser aprovado.

 

Para confirmar presença é presenço fazer contato pelo e-mail grioproducoes@gmail.com ou ou pelo telefone (61) 3233 6230). Além da confirmação, convidad@s deverão chegar ao local com meia hora de antecedência, para garantir a entrada.

 

Mais informações:

www.baoba.org.br

Comente este post

08
Maio de 2013
Menoridade e demagogia populista

 


Por Luiz Flávio Gomes*

 

Editorial do jornal O Estado de S. Paulo (01.05.13, p. A3) fez duras críticas à proposta do governador Geraldo Alckmin de alteração do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), no sentido de aumentar o tempo de internação dos menores que praticam crimes violentos (hoje limitado a três anos). De fato, a legislação brasileira, nesse ponto, é uma das mais liberais do mundo, mas em um momento de “comoção pública intensa”, o que se deve esperar dos governantes responsáveis “é serenidade para resistir às propostas demagógicas populistas, que oferecem soluções mágicas que agravam em lugar de resolverem o problema” (veja nosso livro Populismo penal midiático, Saraiva: 2013).

 

 

O governador, diz o editorial, “cedeu à tentação do discurso fácil e, no embalo da emoção que ora contamina a reação popular a esses terríveis episódios, tenta auferir algum ganho eleitoral”. Aproveitou o “clamor popular” para desfechar uma cruzada em favor do endurecimento da lei penal, com a promessa de que isso resolve o problema.

 

 Não temos que apoiar ou ficar indiferentes a esses macabros atos de violência praticados por alguns menores, mas o governador “não podia propor, demagogicamente, o que ele não tem condições de cumprir”, ou seja, as instituições que abrigam menores não contam com nenhuma vaga mais (as 8 mil disponíveis já estão sendo ocupadas por mais de 9 mil menores). O sistema penitenciário paulista, também falido, está com déficit de mais de 80 mil vagas. O índice de reincidência é altíssimo, o que evidencia que tais instituições não funcionam adequadamente. E ainda existem 18 mil mandados de prisão por cumprir, no estado.

 

 Propor endurecimento penal como solução para o gravíssimo problema da insegurança, sem antes equacionar o problema prisional, “é pura e simples demagogia” (e eu acrescentaria: populista). A ONU vem dizendo que uma das políticas públicas mais irresponsáveis da América Latina é a do populismo penal, porque promete soluções mágicas para problemas muito sérios, iludindo a população com medidas sedativas da sua ira e do seu profundo sentimento de impotência.

 

 O legislador brasileiro, diante do problema da criminalidade, desde 1940, não faz outra coisa que aumentar o rigor dos castigos penais. O que conseguiu com isso? Em 1980, tínhamos 11,7 mortos para cada 100 mil pessoas. Em 2010, fechamos com 27,4 para a mesma quantidade de habitantes. Passamos a ser o 18º país mais violento do mudo. Ou seja: a política populista punitiva não é solução. Trata-se de verdadeiro charlatanismo discursar em sentido contrário.

 

 Mas a falácia de que a repressão é a solução continua em voga. Enquanto não experimentarmos nossa emancipação moral e aprendermos aproveitar os bons momentos econômicos (como este que estamos vivendo – 7ª economia mundial) para lutarmos por educação de qualidade nas escolas, nenhuma evolução significativa (do país como um todo) podemos esperar. Sem educação nas escolas, efetiva e intensa (dos 6 aos 17 anos, das 8 às 18h, diariamente), só estaremos preparando nossos jovens nas ruas para o aumento da produção da nossa fábrica de carnes e ossos regados a sangue.

 

*Jurista, diretor-presidente do Instituto Avante Brasil e coeditor do portal atualidadesdodireito.com.br
noblogdolfg.com.br

Comente este post

08
Maio de 2013
Os primitivos

 

Fonte: http://rockbrasiliadesde64.blogspot.com.br

 

Foto: Divulgação

 

 

O LP Os Primitivos no Ie-ie-iê foi lançado em 1967 e é o primeiro disco do rock brasiliense. São doze faixas de um rock psicodélico de vocais bem harmonizados, com timbres que remetem a The Byrds, sendo onze covers inusitados (de Luiz Gonzaga a Schubert) e a primeira música autoral gravada no rock de Brasília, O Gato. Formação: Carlos Alberto no vocal, Edson na guitarra base, Luizinho na guitarra base, Armandinho no contrabaixo, George na guitarra solo e Everardo na bateria.

Comente este post

08
Maio de 2013
Imagem de Mandela se torna ícone de marcas

 

 


Fonte: Sowetan

 


Por Ivair Alves dos Santos

 

Ao longo dos anos Sul-Africano ícone Nelson Mandela inspirou uma linha de roupas, obras de arte caras e inúmeras lembranças baratas, tudo o que têm alimentado o debate sobre o uso de sua imagem.
Os fundadores da marca são inflexíveis que o empreendimento não explorá-lo, no entanto.

 


"Isto não é sobre Nelson Mandela, este é sobre a casa de Mandela", disse Makaziwe Mandela, seu filho mais velho vivo 59 anos, que começou a etiqueta com sua filha Tukwini.

 

"A força motriz para nós não é apenas entrar no negócios do vinho como uma entidade comercial. Trata-se de honrar todos aqueles que se foram antes de nós."

 

Comercializado nos Estados Unidos no início deste ano, o rótulo foi iniciado em 2010, com vários fabricantes de vinhos selecionados no famoso Cabo vinhedos do país.

 

Premier coleção da gama é composta por dois tintos e um branco apelidado de "Reserva Real": A 2007 Syrah, a Cabernet Sauvignon e Chardonnay 2008 2009.

 

Os dois vermelhos gaveta vender por 399 rands (45 dólares, 34 euros), um preço pedindo bolada na África do Sul.

 

"O conceito é muito bom, mas eu não estou certo de que os vinhos são tão bons, por tal preço. Essa é a realidade. Eles são muito caros", disse um vendedor de vinho que quis permanecer anônimo.

 

Tecnicamente, a marca de Mandela é cópia endireitou e sua fundação fechou várias tentativas descaradas ao longo dos anos para ganhar dinheiro com seu status global reverenciado.

 

A batalha judicial atualmente assola o controle de empresas em seu nome. Chefe do programa de memória da Fundação Mandela, Verne Harris disse que Mandela queria evitar a exploração.

 

"As diretrizes incluíam coisas como 'Eu não quero o meu rosto em produtos comerciais, eu não quero ser associado com o tabaco, o álcool", "e assim por diante", disse ele.

 

Vinho pode ser álcool, mas a realidade é que o sobrenome Mandela é trabalhado pelas gerações mais jovens - que tomaram a projetos como a produção de vinho e reality shows.

 

"O nome de Mandela não pertence a Nelson Mandela. Ele pertence a uma família", disse Harris.

 

E nem todo mundo pensa que os vinhos são de mau gosto.

 

O Cabernet Sauvignon foi julgado um "excelente" 4.5 de cinco por guia Platter bem conhecido da África do Sul.

Os outros dois tem um quatro-ponto "excelente".

 


"São vinhos super premium, a qualidade corresponde ao preço, e não são tímidos sobre isso", disse Tukwini Mandela, de 38 anos, disse à AFP.

 

Makaziwe concorda, dizendo que o vinho teve como objetivo contar a história de raízes reais da família Mandela.

 

"Há uma realidade muito positiva sobre a África. Não é tudo o que vem da África é inferior. Há boa qualidade", disse ela.

 

Um vinho espumante foi selecionado, juntamente com seis vinhos de nível de entrada para tornar o produto mais acessível e uma gama média.


Batizado de "Coleção Thembu" depois da tribo Xhosa a família decorre, os vinhos com preços mais baixos levar rótulos inspirados em marcas camisas coloridas de Mandela.


Os vinhos estarão disponíveis nos supermercados, principalmente nos Estados Unidos gigante Walmart, e pelo Aeroporto Internacional OR Tambo, em Joanesburgo.

 

"É sua vez de se beber um bom vinho", disse Heather Engelbrecht, um representante de vendas de Vinimark distribuidor.


"Este vai ser grande, provavelmente, nos próximos três anos. Se a qualidade do vinho está lá, ele vai vender."
Além disso, uma faixa intermediária chamada Vusani, composta por quatro vermelhos, é voltada principalmente para o mercado chinês.


Empreendedores de vinho da família, que pretende doar parte dos lucros para a caridade, acredito que o empreendimento vinho é parte de sua herança.


"Meu avô nos deu um grande presente e nos sentimos moralmente obrigado a manter o seu legado", disse neta Tukwini Mandela.


"Acreditamos que o projeto de vinho é um grande projeto, é um projeto nobre e não tem vergonha de usar o nosso nome de forma alguma. Nós abraçar plenamente o que estamos foi dado."


O vinho é para ser compartilhada ao pensar sobre formas de contribuir para um mundo melhor, disse Makaziwe.
"Estamos orgulhosos de honrar o nosso nome, é o nosso legado, é nosso direito", disse ela.


"Contanto que você fazê-lo com responsabilidade ... e integridade, nós abraçar plenamente o nosso legado, estamos orgulhosos dele."

 

 

 

 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

Comente este post

08
Maio de 2013
CFEMEA promove debates feministas

 

 

O Centro Feminista de Estudos e Assessoria (CFEMEA) promove amanhã, quinta-feira (9) a 1ª Edição dos "Debates Feministas", a partir das 19h, no Sebinho (CLN 406). No evento serão lançados os livros "Mulheres negras na primeira pessoa", organizado por Jurema Werneck, Nilza Iraci e Simone Cruz, distribuído gratuitamente, e "Aqui ninguém é branco", de Liv Sovik. As autoras participarão de uma roda de conversa sobre racismo, com a presença do coletivo Pretas Candangas.

 

Mais informações:

www.cfemea.org.br

Comente este post

08
Maio de 2013
Margareth Menezes & Ara Ketu: Uma História de Ifá (Elegibô)

 

 

Comente este post

07
Maio de 2013
Editor do Agora é encontrado morto

 

Fonte: Comunique-se
 

 

Imagem: Reprodução/Arquivo Pessoal

 

O editor do caderno ‘Máquina’ do Agora S. Paulo, Eduardo Hiroshi, foi encontrado morto no início da tarde desta segunda-feira, 6. Segundo fontes ouvidas pelo Comunique-se, o jornalista teria se suicidado ao se jogar do apartamento onde morava, no bairro da Vila Mariana, zona sul da capital paulista.


De acordo com informações de colegas de redação, ele foi trabalhar no período da manhã e voltou para sua residência no horário do almoço. Momentos antes de cometer o suicídio, Hiroshi trocou a foto de capa de sua página no Facebook. Na imagem em preto e branco, ele aparece de terno e com os braços cruzados, ao fundo, é possível ver um computador de mesa.

 

O jornalista também escreveu uma carta de despedida, conforme divulgou o Portal dos Jornalistas. No texto, ele agradeceu pela “audiência, pela presença e pela amizade” e afirmou que “se não deu, é porque a vida nos reservava outros planos”. O profissional citou o pai, "que nunca o abandonou mesmo em tempos difíceis” e se mostrou grato às famílias materna e paterna, Komatsu e Kawauche, respectivamente.

 

Fã de Chico Buarque, Pretenders e Legião Urbana, Hiroshi nasceu em São Carlos, interior de São Paulo, e se formou na Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação da Universidade Estadual Paulista (Unesp). Atuou durante 13 anos no jornalismo. Sua carreira começou em 2000, como assessor de imprensa da Volkswagen do Brasil. Três anos depois, passou a trabalhar no Grupo Folha, como repórter e, posteriormente, como editor do caderno Máquina. Atuou na revista Car and Driver e fez freelas para a Quatro Rodas. O profissional voltou para o Agora S. Paulo em abril de 2010.

 

Em nota, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo (SJSP) lamentou o ocorrido e se solidarizou com familiares e amigos.

 

Leia a íntegra da carta de despedida, divulgada pelo Portal dos Jornalistas:

 

“Bom, pessoal, é isso. Nos últimos dias contei várias histórias e recuperei fotos de viagens porque queria relembrar bons momentos e dividi-los com os amigos. Mas o retorno para a realidade é mais difícil.

 

Obrigado a todos pela audiência, pela presença e pela amizade. Se não deu, é porque a vida nos reservava outros planos. Parto para outra e não sei o que vou encontrar. Mas espero aos amigos que ficam que encontrem paz, saúde e felicidade.

 

Obrigado a todos os meus colegas de trabalho, atuais e do passado. Um agradecimento especial aos que me deram oportunidades de trabalho: Célia e Irene, em meu primeiro emprego no setor automotivo, na Volkswagen de São Carlos no ano 2000; Eliane e Duarte, pela chance no Agora em 2003; Guerrero e Lucas, pela Car and Driver em 2008; e Cesar e Toninho, pela oportunidade do retorno ao Agora em 2010.

 

Tenho muitos amigos e não quero fazer agradecimentos ou homenagens especiais porque certamente seria injusto ao esquecer vários nomes. Mas quero que todos saibam o quanto vocês foram importantes em minha vida. Amei poucas mulheres, mas de forma sempre intensa; a cada uma delas, mil beijos no coração.

 

Quero fazer um agradecimento especial ao meu pai, que nunca me abandonou mesmo em tempos difíceis. Em nome dele, agradeço a todos os membros das famílias Komatsu (materna) e Kawauche (paterna).

 

Antes que eu me arrependa: Adeus. Até a próxima.”

 

Comente este post

07
Maio de 2013
Africanos decidem a vitória de brasileiro na OMC

 

 


46 em 50 países africanos votaram no Brasil

 

 

Por Ivair Alves Dos Santos

 

Fonte: O Globo. o Estado e A Tarde

 

O diplomata brasileiro Roberto Azevêdo foi escolhido o próximo diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), o órgão máximo do comércio internacional, a partir de setembro, segundo o Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty). O anúncio é informal; a confirmação oficial será feita pela OMC na quarta-feira (8). A decisão ainda será formalizada em reunião entre os países membros na próxima semana.

 

A disputa final ficou entre o brasileiro, que contou com o apoio dos países emergentes e em desenvolvimento, e o mexicano Hermínio Blanco, visto como candidato dos países ricos ( europeus e americanos). A politica do Brasil junto ao conjunto de países em desenvolvimento foi decisivo, isto é o apoio dos países africanos.O Brasil teve o apoio confirmado da maior parte da América Latina - as exceções são Colômbia, Paraguai e o próprio México -, da Comunidade dos Países Caribenhos (Caricom), da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) e 46 dos 50 votos da África.

 


Nove candidatos se apresentaram para suceder o francês Pascal Lamy, que deixará seu posto no fim de agosto. Lamy está no cargo desde 2005.

 

Saíram da disputa, na primeira fase da seleção, os quatro candidatos que conseguiram menor apoio por parte da consulta feita com os 159 países-membros da OMC: Alan John Kyerematen (Gana), Anabel González (Costa Rica), Amina Mohamed (Quênia) e Ahmad Thougan Hindawi (Jordânia). Na segunda fase, deixaram a disputa o neozelandês Tim Groser, o sul-coreano Taeho Bark e a indonésia Mari Pangetsu.

 

 

Comente este post

Anterior - 1 2 3 4 5 6 7 8 9 - Próxima

Perfil - Sionei Ricardo Leão


Atualmente é assessor de imprensa na Câmara Legislativa do Distrito Federal Foi repórter de política do Jornal de Brasilia durante o escândalo da Caixa de Pandora e na cobertura da campanha eleitoral em 2010. Já atuou pelo Jornal do Brasil, Diário da Serra, Folha do Povo, Jornal Correio do Estado, O Progresso e Revista Raça Brasil. Foi assessor de imprensa no Ministério da Cultura, na Presidência da República (Seppir), na Câmara dos Deputados (Mesa Diretora/Suplência) e da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Estudou jornalismo na Pontifícia Universidade Católica de Campinas (Puccamp) e na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). Especializou-se em comportamento político pela UFMS. Lecionou jornalismo na Faculdade Estácio de Sá, Universidade Católica Dom Bosco, no Instituto de Ensino Superior de Brasília (IESB) e Unieuro. É ativista de direitos humanos e igualdade racial, o que lhe valeu o Prêmio Palmares de Comunicação (Ministério da Cultura) pelo Documentário Kamba-Racê, que trata do tema igualdade racial e Forças Armadas, assunto que continua pesquisando. Foi militar do Exército do Brasil, em São Paulo, Bahia, Rio de Janeiro e Mato Grosso do Sul.
E-mail: sionei.leao@gmail.com

Histórico


2013
2012
2011
2010

clicabrasilia.com.br © 2000 - 2013 Clicabrasilia Notícias Digitais Ltda - Todos os direitos reservados.