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24
Maio de 2013
"Nunca mais vou usar calças", diz muçulmana metaleira


Fonte: G1

 

 

Foto: G1

 

"Isso é muito confortável, nunca mais na vida vou usar calça!", diz Gisele Marie Rocha ao mostrar com os braços abertos a largura de seu niqab, "vestido" muçulmano que deixa apenas os olhos aparecendo. "Eu coloco a bolsa aqui dentro e o ladrão nem vê", brinca a paulistana de 42 anos, enquanto ajeita as partes do véu. Gisele diz que se encontrou no Islã, religião para a qual se converteu em 2009. Mas, muito antes disso, outra paixão a arrebatou: o heavy metal.

 

 


"Minha família inteira toca, nasci cercada de instrumentos. Comecei a estudar música no conservatório, com o piano clássico, e toco também bateria. O heavy metal surgiu quando meus irmãos e primos começaram a ouvir", conta Gisele.

 

 

No ano passado, ela foi convidada por amigos para ser guitarrista de uma banda de rock pesado - uma nova composição da antiga Spectrus, formada por seus irmãos na década de 1980 e que terminou em 2001. "Quando me convidaram eu disse: 'tudo bem, mas minha condição para qualquer coisa na vida é ser muçulmana. E uma munaqaba [mulher que veste o niqab]. Vou tocar assim'. E eles gostaram da ideia. [...] A banda é um caldo de religiões: tem umbandista, espírita, católico e muçulmana."

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24
Maio de 2013
Viver a vida

 

Foto: Divulgação

 


Jorge Luiz Borges

 

A vida é muito preciosa, e precisamos aproveitá-la hoje, a cada momento. Porque depois pode ser tarde...

 

 

"Se eu pudesse novamente viver a vida...


Na próxima...trataria de cometer mais erros...


Não tentaria ser tão perfeito...


Relaxaria mais...


Teria menos pressa e menos medo.


Daria mais valor secundário às coisas secundárias.


Na verdade bem menos coisas levaria a sério.


Seria muito mais alegre do que fui.


Só na alegria existe vida.


Seria mais espontâneo...correria mais riscos, viajaria mais.


Contemplaria mais entardeceres...


Subiria mais montanhas...


Nadaria mais rios...


Seria mais ousado...pois a ousadia move o mundo.


Iria a mais lugares onde nunca fui.


Tomaria mais sorvete e menos sopa...


Teria menos problemas reais...e nenhum imaginário.


Eu fui dessas pessoas que vivem preocupadamente


Cada minuto de sua vida.


Claro que tive momentos de alegria...


Mas se eu pudesse voltar a viver, tentaria viver somente bons momentos.


Nunca perca o agora.


Mesmo porque nada nos garante que estaremos vivos amanhã de manhã.


Eu era destes que não ia a lugar algum sem um termômetro...


Uma bolsa de água quente, um guarda chuvas ou um paraquedas...


Se eu voltasse a viver...viajaria mais leve.


Não levaria comigo nada que fosse apenas um fardo.


Se eu voltasse a viver


Começaria a andar descalço no início da primavera e...


continuaria até o final do outono.


Jamais experimentaria os sentimentos de culpa ou de ódio.


Teria amado mais a liberdade e teria mais amores do que tive.


Viveria cada dia como se fosse um prêmio


E como se fosse o último.


Daria mais voltas em minha rua, contemplaria mais amanheceres e


Brincaria mais do que brinquei.


Teria descoberto mais cedo que só o prazer nos livra da loucura.


Tentaria uma coisa mais nova a cada dia.


Se tivesse outra vez a vida pela frente.


Mas como sabem...


Tenho 88 anos e sei que...estou morrendo."

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24
Maio de 2013
Livro reflete sobre os dez anos de conferência mundial

 

Fonte: Ascom da Fundação Palmares

 

 

 

 

 
Para celebrar os avanços das políticas públicas contra o racismo a Fundação Cultural Palmares, por meio do Centro Nacional de Informação e Referência da Cultura Negra, lança o livro Olhares – sobre a mobilização brasileira para a 3ª Conferência Mundial contra o Racismo, a Discriminação Racial, a Xenofobia e Intolerâncias Correlatas.

 

O evento acontece no dia 29 de maio, as 16h30, na sede da FCP em Brasília/DF. A publicação, produzida numa parceria com a editora Nandyala, foi escrita por Amauri Mendes Pereira e Joselina da Silva com apoio da Fundação Cultural Palmares (FCP), e trata da preparação da delegação brasileira para a Conferência, que aconteceu em Durban, na África do Sul, em 2001

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24
Maio de 2013
Só Pra Contrariar e Caetano Veloso: Final Feliz

 

 

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24
Maio de 2013
Orquídea no pé de pequi em pleno mês de maio

 

Foto: Divulgação

 

 

Por José Carlos Camapum Barroso

 

 


Tirei essa foto aqui em casa hoje à tarde. Confesso que me encheu de emoções, saudades e contentamentos. Estamos em pleno mês de maio das mães e das flores. Período em que a seca que se avizinha ainda não fez na paisagem o estrago que com certeza fará, em agosto e setembro, principalmente aqui em Brasília. Stela Márcia, que tem uma sensibilidade especialíssima para o jardinismo, sempre me chama a atenção para a beleza das orquídeas no pé de pequi. Vou lá, admiro-as, mas adio o projeto de tentar fazer uma foto à altura daquilo tudo.
Hoje, deixei a preguiça de lado, pendurei a máquina fotográfica no pescoço e fui dar uma de Ronaldo Silva, o Ferreirinha, Pedro Ventura ou, sei lá, Orlando Brito – esses amigos fotógrafos que sempre abrilhantam o blog com seus trabalhos.

 


A beleza da foto deixou-me perplexo. Revelou mais grandeza do que meus olhos cansados de tantos estresses da vida teriam conseguido captar. Resolvi arriscar uns versos para acompanhar tamanha ousadia da mãe natureza. E também fui buscar ajuda de Chico Buarque de Holanda, nessa bela composição que é Flor da Idade. Assim, acho que é possível passar essa quarta-feira comprida, ultrapassar a quinta-feira e até nos aproximarmos da sexta-feira que sempre nos enche de contentamento.

 

 

 

 

 

Orquídea
José Carlos Camapum Barroso

 

Orquídea no pé de pequi
É como mamão com mel,
Leite com café pingando
Nos nossos corações.
É amor à primeira vista
Pelo olhar das emoções.
Queijo com goiabada,
De manhã, de tardezinha,
No canto da cozinha,
Bebericando um cafezinho...
É como doce de ambrosia
E amor do amorzinho...

 

Orquídea no pé de pequi
Em pleno mês de maio
É como rir às gargalhadas
Sem compromisso de nada.
Galinhada, serenata
E mexidão de madrugada
Na pequena, serena, Uruaçu...
De tantas saudades...
Orquídea é suavidade!
Sem cheiro, sem perfume,
Deixa o quintal engrandecido
E nos enche de vaidades.

 

Orquídea no nosso jardim
Plantada no pé de pequi
É como cheiro de relva
Orvalhada pela mão de Deus.
É chuva que rejuvenesce
A mata, a grama, o capim.
Enche de longe a vista
A mente, a alma, o coração...
Orquídea no nosso jardim
É conversa de botequim
Anelzinho de mão em mão.

 

Orquídea no nosso jardim...
Deus guarde esse visual,
De modo que não tenha fim.

 


 

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23
Maio de 2013
Dilma viaja à Etiópia para comemorações dos 50 anos da União Africana

 

Foto: Divulgação

 

 

 

A presidente Dilma Rousseff embarca hoje (23), às 19h, para Adis Adeba, na Etiópia, onde participa das comemorações do aniversário de 50 anos da União Africana (que reúne 54 países), no próximo dia 25. A previsão é que ela esteja de volta ao Brasil até o dia 27. Dilma será a única chefe de Estado da América Latina nas celebrações. Os programas sociais e as conquistas econômicas do Brasil estão na pauta de discussões.
 
 

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23
Maio de 2013
Igualdade de direitos entre religiões é tema de debate no Senado

 

Fonte: Agência Senado

 

Foto: Agência Senado

 

A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) discute em audiência pública nesta quinta-feira (23) o livre exercício de crenças e cultos religiosos, com total igualdade de direitos. O assunto é objeto de projeto de lei do deputado George Hilton (PRB-MG) e já foi aprovado pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE). A matéria está na CAS, onde será relatada pelo senador Eduardo Suplicy (PT-SP).

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23
Maio de 2013
Billie Holiday: Strange Fruit

 

 

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22
Maio de 2013
Combate ao crack é tema de Frente Parlamentar

 

A cantora Danila, do projeto "Crack tô Fora". Foto: Divulgação

 


Na sessão da Frente Parlamentar de Defesa da Cultura, manhã de hoje, na Câmara Legislativa, o foco foi a utilização da arte, mais especificamente do cinema para combater o uso do crack. O secretário de Cultura, Hamilton Pereira, ressaltou que a A Pedra do Mal é a exposição de uma chaga que se chama desigualdade, que humilha toda a sociedade.

 

 

Na mesma sessão foram divulgados os trailers dos filmes Pedra do Mal e Mudança Capital, da diretora Nubia Santana.

 


O deputado federal Romário afirmou de seu orgulho em dizer que veio da favela, tendo presenciado muitos amigos de sua juventude ser mortos ou se aliado ao tráfico, sendo necessário que existam políticas públicas para combater o crack.

 

A produtora do filme Mudança Capital, Mariana Fagundes, disse que o filme é resultado de anos de trabalho de pesquisa, por isso o filme mostrará todos os lados da cidade. Para a produção de Mudança Capital a equipe está em fase de captação de recursos.

 

Também participaram do encontro o representante do Ministério da Justiça, Merival Castro, a diretora do filme e a atriz Maria Flor. A sessão foi encerrada com a apresentação da cantora Danila. A atriz que é presidiária teve permissão para estar no evento por participar do Projeto “Crack to Fora”.

 

Danila entoou duas canções. A primeira com letra relacionada à campanha contra o uso do crack. A segunda foi uma composição de inspiração gospel, com conteúdo de elevação espiritual e religiosa.

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22
Maio de 2013
MinC é forçado a suspender editais para afrodescendentes

 

 

Fonte: O Globo



A ministra Suplicy, por meio de nota publicada pela assessoria, avisou que vai recorrer da decisão

Foto: Divulgação 

 

 

A Justiça Federal suspendeu os editais de incentivo à cultura negra lançados pelo Ministério da Cultura (MinC) em novembro de 2012, por entender que eles representam uma prática racista. Com um valor total de R$ 9 milhões, os editais foram, até agora, a principal novidade da gestão de Marta Suplicy à frente da pasta, que assumiu há cerca de nove meses prometendo políticas de inclusão.

 

 

A decisão, do juiz José Carlos do Vale Madeira, da 5ª Vara da Seção Judiciária do Maranhão, foi publicada no Diário Oficial de segunda-feira. Ele escreveu que o MinC “não poderia excluir sumariamente as demais etnias” e que os editais “destinados exclusivamente aos negros abrem um acintoso e perigoso espectro de desigualdade racial”.

 

A assessoria da ministra Marta Suplicty publico nota informando que vai apresentar recurso à decisão: “O edital da SAv é legal, constitucional e há segurança na regularidade da política. O mesmo entendimento têm as áreas jurídicas da Funarte e Fundação Biblioteca Nacional, que também entrarão com recurso”.

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22
Maio de 2013
Obama prosaico

 

Imagens do presidente dos EUA, Barack Obama, em momentos informais estão provocando interesse na internet. Resta saber até que ponto elas são fruto de uma espontaneidade ou se foram pensados pelos marketeiros dele.

 

 

 

Foto: Dviulgação

 

 

 

Foto: Divulgação

 

 

 

Foto: Divulgação

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22
Maio de 2013
Valor Econômico realiza seminário sobre África

 

O evento vai debater sobre os 50 anos de Cooperação Sul-Sul, oportunidades na África, perspectivas para investimentos e negócios, demandas de infraestrutura e integração continental e vai apresentar o case Southern African Development Community - SADC.

 

 

Mais informações:
valor.com.br/africa

 


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21
Maio de 2013
Em recessão, desemprego na França cresce e preocupa comunidade européia

 

 

 

 

Por Mário Pinheiro

 

 

Crise econômica, mudança de governo, PIB negativo, impopularidade de François Hollande 24% e de seu primeiro ministro, alta no desemprego, mentiras, sonegação de impostos são alguns problemas que tiram o sono do presidente francês. O partido socialista até tentou romper com o sistema alemão de Angela Merkel para distribuir as cartas à francesa, mas Hollande se esbarra na austeridade, na falta de crescimento e falta de iniciativa. O divorcio não funcionou. Para a esquerda radical Hollande é desanimado e murcho. 

 

 

Ja para a direita catolica o governo socialista é incapaz e põe peso em questões sem interesse para a nação como o casamento gay aprovado. Mas os radicais de direita invocam o nacionalismo como solução, contrôle radical das fronteiras, da politica de imigração e que ainda seria preciso retomar a antiga moeda. Por ano a França expulsa aproximadamente 29 mil imigrantes ilegais, mas para a extrema direita é preciso devolver a França aos franceses, o que favorisa o aumento de grupos antissemitas, homofobicos e de skin-heads. 

 

 

O poder de compra dos franceses esta doente desde 2008 quando a crise bateu à porta e uma ma noticia sempre acompanha outra. A crise esta presente em outros paises europeus.

 

 

No Reino Unido  o crescimento do PIB estacionou em 0,3%

 

Alemanha 0,1%

 

França – 0,1 % 

 

Zona euro – 0,2%

 

Portugal – 0,%5

 

Italia – 0,5% 

 

Espanha – 0,5%  (dados jornal Le Parisien, 18/05/13)

 

 

 

A França esta distante ainda da mega crise espanhola e grega que assola nos 27% de desemprego, mas ela não conhecia tamanha situação critica desde o fim da segunda guerra. A espiral da divida publica também cresce e corresponde a mais de 90% do PIB. Com tamanha discredibilidade os projetos teriam dificuldade em ser aprovados, mas a França é também o pais do paradoxo. 

 

 

O governo anterior, aquele do Sarkozy, fez reformas importantes e aumentou a idade para aposentar ja que os franceses estão vivendo mais, mas o atual governo prometeu que desfaria alguns itens ja aprovados e contrataria a maior parte dos professores também dispensados pela direita (cerca de 60 mil). Enquanto movimentos sociais ganham ruas e boulervards, a base governista na Assembléia Legislativa defende o poder e promete sempre que a situção vai mudar. 

 

 

 

Crise moral  

 

Tudo vai mal. Ha um ano o partido sofreu um baque terrivel com a prisão dos ex-chefe do FMI, Dominique Strauss-Kahn (DSK), então principal candidato com bom suporte em economia pra vencer as eleições. Pensava-se que o partido socialista morreria. Com a eliminação de DSK, Hollande se impôs como opção e criou mais de 50 promessas para colocar o pais no eixo do crescimento, com esperança sobretudo de emprego. Mas é justamente no emprego que a França patina e encalha. 

 

 

 

Os numeros do instituto nacional de ciências sociais e econômicas apontam 3 milhões e 200 mil desempregados, o que corresponde à quase 10,8% da população. A equipe governamental quis dar lição ao governo precedente ao criar “o compromisso de ontologia” para ser transparente o maximo possivel. No entanto, o ministro da fazenda Jérôme Cahuzac foi obrigado a se desligar do governo quando um organismo de imprensa investigativa descobriu uma conta de 600 mil euros num paraiso fiscal. 

 

 

 

 

Grécia

 

“A imagem dos paises do sul da Europa, a Grécia se afunda. Son PIB conhece o maior recuo com baixa de 7,14% no primeiro trimestre de 2013 e a Austria se encontra também em recessão com – 0,1%”. De acordo com o documentario “Goldman Sachs: o banco que dirige o mundo” de Jérôme Fritel e Marc Roche, este banco possui 700 bilhões de dolares. Em 2007 este banco provocou a ruina de seus proprios clientes e especulou contra a Grécia depois de ter ajudado este pais a dissimular a amplitude de sua divida quando ela entrou na zona euro. Goldman Sachs se tornou o “deus” do financiamento mundial. A elite politica e economica grega teve de mentir sobre os reais numeros de seus pais para que fosse aceita pela zona do euro. Em outros paises europeus o desemprego esta assim: Noruega 3,5%; Austria 4,8%; Alemanha 5,4%; Luxemburgo 5,5%; Portugal 14,8% e França 10,8%. 

 

 

 

 

A crise favorece o crescimento da ultra direita, de grupos nacionalistas que inquietam o poder de força dos governos. Na França, por exemplo, o partido Front National, que tem como presidente de honra Jean-Marie Le Pen, abriga grupos radicais contra arabes e africanos. A palavra de ordem é “devolver o emprego aos franceses”, mas o problema é que quase todo trabalho da construção civil, segurança e limpeza, o trabalho duro, é feito por imigrantes porque o frances rejeita.  

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21
Maio de 2013
Comissão da Verdade da UnB promove audiência pública

 

A Comissão Anísio Teixeria de Memória da Verdade da Universidade de Brasília (UnB) promove hoje, terça-feira, às 14h30, a sua primeira audiência pública, no prédio da reitoria. Estão previstos os depoimentos do ex-presidente do Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal, Romário Schetino e do ex-reitor da universidade, Antonio Ibañez Ruiz o evento é aberto ao público e ocorre no Auditório da Reitoria da Universidade de Brasília.

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20
Maio de 2013
Etiópia é um dos maiores exportadores de flores do mundo

 

Fonte: India Daily News

 

 

Foto: Divulgação

 

 

Por Ivair Alves Dos Santos 

 

 

As empresas com capital indiano na Etiópia estão produzindo flores e transformando-se no terceiro maior produto de exportação do país após o café e khat, uma espécie de cannabis para mastigar.

 

Nos últimos cinco anos, a indústria da floricultura etíope tornou-se a segunda maior exportadora de flores na África (após o Quênia) e quarto maior exportador de flores do mundo. De acordo com uma estimativa, o valor das exportações auferidas pelo país deverá subir até $ 550 milhões até 2016.

 

A Etiópia tem uma vantagem comparativa na produção de rosas, especialmente com as condições climáticas favoráveis e disponibilidade de mão de obra. O Governo etíope também oferece incentivos aos investidores.

Em conversa com a Embaixada fomos informada que a empresa entra com 65% do capital e o Governo da Etiópia com 35%.

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20
Maio de 2013
The Isley Brothers: What you do?

 

 

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20
Maio de 2013
PGR opina pela validade de parecer do CNE que orienta para educação antirracista

 

 

Fonte: Notícias da Procuradoria Geral da República 

 

 

A Procuradoria Geral da República opinou pelo indeferimento do pedido de medida liminar solicitado no Mandado de Segurança (MS) 30.952 pelo Instituto de Advocacia Racial e Ambiental (IARA). O mandado de segurança pediu a suspensão de parecer do Conselho Nacional de Educação (CNE) que orienta escolas e educadores para uma educação antirracista.

 

 

O Parecer 06/2011 do CNE reexamina outro parecer (15/2010), e dá orientações para que o material utilizado na educação básica se coadune com as políticas públicas para uma educação antirracista. O reexame surgiu a partir de uma denúncia de um técnico em gestão educacional da Secretaria de Educação do Distrito Federal em razão de utilização do livro intitulado "Caçadas de Pedrinho", de Monteiro Lobato, referência em escola da Rede Particular de Ensino do Distrito Federal.

 

 

A denúncia critica a estereotipia ao negro e ao universo africano na obra, especificamente da personagem feminina e negra Tia Anastácia e as referências a personagens animais, tais como urubu, macaco e feras africanas. Para o denunciante, é necessária um trabalho com uma literatura antirracista na escola, superando a adoção de obras que fazem referência ao negro com estereótipos fortemente carregados de elementos racistas.

 

Mais informações:

Fone: (61) 3105-6404 - 6408

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20
Maio de 2013
História de um sobrevivente Treblinka

 

 

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20
Maio de 2013
Unicamp promove semana da África

 

A Universidade de Campinas (Unicamp) promove entre os dias 20 e 24, deste mês, a Semana África e Diáspora, das 14h às 15h30, no Espaço Cultural Casa do Lago. Segundo os organizadores, o objetivo  é discutir e atualizar informações sobre o desenvolvimento cultural e social no daquele continente e as relações raciais no Brasil.

 

 

 

Programação: 


20 de maio (hoje) - Projeto Afreaka - Lado Cool e descolado da África.  Flora Pereira da Silva e Natan de Aquino Giuliano

 

 

21 de maio - A Primavera Árabe e as influências no continente africano - Mohamed Habib (IB). Os dilemas da sociedade egípcia reinventados em “O Edifício Yacubian” – MSc. Anselma Garcia de Sales (APN-Mocambo Campinas).

 

 

22 de maio - Convênio Técnico de Cooperação Internacional entre Hospital Josina Machel (Luanda - Angola) e a Unicamp, extensível ao MInSA (Angola). Pio do Amaral Gourgel e Oscar Alfredo Paulo

 

 

23 de maio -  Crowdfunding e as Entidades Negras - Silvana Santos (Soul Social Ideias e Projetos) e  David Campos  (Liga Humanitária de Assistência  Afrobrasileira).

 

 

24 de maio - Sofrimento psíquico e a questão racial - Cinthia Vilas Boas (ITCP) - Lançamento da Campanha "É Racismo. Não é mal entendido."  Carlos Roberto de Oliveira (Câmara Municipal de Campinas)

 

 

Mais informações:

www.tatibuffet.wordpress.com

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19
Maio de 2013
Paris Match - Summer Breeze

 

 

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19
Maio de 2013
Imagens do Fórum sobre educação e diversidade em Águas Lindas (GO)

 

Imagens do Fórum sobre educação e diversidade realizado ontem, sábado (18), em Águas Lindas (GO), sob a coordenação da professora Márcia Severino.  

 

 

 

Foto: Divulgação

 

 

Foto: Divulgação

 

 

Foto: Divulgação

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17
Maio de 2013
Prêmio Abdias Nascimento abre inscrições


Estão abertas até 31 de julho de 2013 as inscrições para a 3ª edição do Prêmio Nacional Jornalista Abdias Nascimento. Podem concorrer jornalistas profissionais de todo o país. Serão distribuídos R$ 35 mil em prêmios, em sete categorias.

 

 

Criado para valorizar o conteúdo jornalístico capaz de tornar visível o racismo como fator estrutural das desigualdades socioeconômicas do Brasil, o Prêmio simboliza a busca por um jornalismo plural, que valorize a diversidade brasileira. Em 2013, para facilitar as adesões, serão recebidas somente inscrições pela internet.

 

 

Segundo a coordenadora desta edição, Sandra Martins, um dos objetivos este ano é aumentar os inscritos nas categorias Mídia Alternativa/Comunitária e Especial de Gênero Jornalista Antonieta de Barros, além de mobilizar mais profissionais do Norte, do Nordeste, do Centro-oeste e do Sul, sensibilizando para temas que são foco do Prêmio.

 

 

“Dar visibilidade aos problemas da população negra brasileira, em especial das mulheres negras, de forma equilibrada e positiva na mídia, rompendo com o ciclo de repetição de estereótipos, é um desafio para ao jornalismo no país”, afirmou Sandra, que também coordena a Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial (Cojira-Rio), organizadora da iniciativa.

 

 

Serão aceitas reportagens inéditas, publicadas ou veiculadas na imprensa brasileira entre 1 de agosto de 2012 e 31 de julho de 2013. Saiba mais no Regulamento.


 
Lançado em 2011 pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro (SJPMRJ), por meio da Cojira-Rio, o Prêmio homenageia o ex-senador Abdias Nascimento, ícone da luta contra o racismo e defensor dos direitos humanos, falecido naquele ano.

 


 
Categoria Formato Prêmio


Mídia Impressa   PDF e/ou link.   R$ 5 mil

 


Televisão   Link da reportagem + roteiro em PDF. Também serão aceitos vídeos hospedados no site Youtube.   R$ 5 mil

 


Rádio    Link da reportagem + roteiro em PDF. Também serão aceitos áudios hospedados nos sites Youtube e Radiotube.  R$ 5 mil

 


Mídia Alternativa/Comunitária  Ver as orientações de cada categoria.  R$ 5 mil


Internet   PDF e/ou link.  R$ 5 mil

 


Fotografia   Até 900 pixels em formato JPEG    R$ 5 mil

 


Especial de Gênero Jornalista Antonieta de Barros   Ver as orientações de cada categoria.  R$ 5 mil 

 


A iniciativa conta com apoio das Cojiras de Alagoas, do Distrito Federal, de São Paulo e da Paraíba, além do Núcleo de Jornalistas Afro-Brasileiros e da Diretoria de Relações de Gênero e Promoção da Igualdade Racial dos Sindicatos do Rio Grande do Sul e da Bahia, respectivamente. As entidades integram a Comissão Nacional de Jornalistas pela Igualdade Étnico-racial (Conajira), da Federação Nacional de Jornalistas (Fenaj).

 

 

Sobre Abdias Nascimento:

O ex-senador Abdias Nascimento se tornou ícone da defesa dos direitos humanos e do combate ao racismo. Desenvolveu vasta produção intelectual como ativista, político, artista plástico, escritor, poeta e dramaturgo. Natural de São Paulo, participou dos primeiros congressos de negros. No Rio, criou o Teatro Experimental do Negro (TEN).

 

Como jornalista, foi repórter do Jornal Diário e trabalhou em vários periódicos. Fundou o Jornal Quilombo e  foi filiado ao Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio. Acumulou vários títulos, entre eles, o de professor emérito da Universidade de Nova York e Doutor Honoris Causa da Universidade de Brasília e da Universidade Estadual do Rio de Janeiro.

 

Acesse o regulamento:

www.premioabdiasnascimento.org.br

 

Realização: Cojira-Rio /SJPMRJ
Patrocínio: Ford Foundation, Fundo Baobá, Oi
Parceria: Fenaj, Ipeafro, UNIC-Rio, Cultne, Sated
Apoio: W. K. Kellogg Foundation, Fundação Palmares

 

Informações:

(21) 3906-2450
Fale conosco: premioabdiasnascimento@gmail.com

 


 

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17
Maio de 2013
Tribalistas: Velha Infancia

 

 

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17
Maio de 2013
Águas Lindas promove fórum sobre educação e diversidade

 

 

Fórum Municipal de Educação de Águas Lindas de Goiás, no município de Águas Lindas de Goias, na Escola Municipal Vereador Érico de Sousa Ferreira - Setor Jardim Brasília, sábado (18) manhã e tarde


EIXOS TEMÁTICOS NOS GRUPOS  - Das 13h30 às 15h30 - Eixo Temático II - Sobre - EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE : Justiça Social, Inclusão e Direitos Humanos

 

9h Abertura com as Autoridades Local.


Almoço : 12h às 13h30

 

APRESENTAÇÃO EM PLENÁRIA

 

FINAL - 17h

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17
Maio de 2013
Ébano

 

 

 

 

 

 

Foto: Agência Ébano

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17
Maio de 2013
Tributo literário a Achebe

 

Foto: Divulgação

 

 

Fonte: alaiONline

 

 

 

Por Ana Alakija*

 

 

A Africa World Press, uma das maiores editoras afro-americanas incluindo os países africanos localizados no Oriente Médio, está homenageando um dos mais mais grandiosos escritores africanos, Chinua Achebe, que faleceu em março deste ano aos 82 anos de idade.

 

 

Através de uma listagem de títulos disponível em seu website, a AWP está orientando e disponibilizando a aquisição de obras sobre esse gigante africano da literatura. 

 

 

O Tributo a Chinua Achebe, como é chamada a iniciativa, é uma forma de lamentar e ao mesmo tempo celebrar a vida do grande escritor, cujo pensamento e obra tem ancorado a publicação dos livros pela AWP nos últimos trinta anos, conforme informa seu publisher e compatriota do autor, Kassahun Checole.

 

 

“Ele serviu de exemplo para nós como um grande mentor não só da sua reconhecida mundialmente habilidade como um contador de histórias, mas também, como um dos pioneiros da publicação africana”, disse Checole.

 

 

“Foi Achebe que, em sua associação como primeiro editor da Heinemann African Writers Series [série de livros escritos por aficanos publicados pela editora inglesa Heinemann desde 1962, famosa também por publicar o popular W.Somerset Maugham], puxou uma longa lista de jovens escritores africanos, a maioria integrante da galeria de escritores contemporâneos de gabarito internacional que conquistaram seu próprio espaço”, complementa.

 

 

Os títulos e autores disponíveis nessa primeira edicão da listagem de títulos publicados pela AWP são: Chinua Achebe: Teacher of Light (Professor da Luz), por Tijan M. Sallah & Ngozi Okonjo-Iweala, biografia de Achebe (2003); Achebe’s Women (As mulheres de Achebe), por Helen Chukwuma, uma re-visita do retrato de personagens femininas de Achebe (2012); Achebe & the Politics of Representation (Achebe e as Políticas de Representação), por Ode Ogede, análise crítica do romancista e sua obra, redefinindo o conceito de nacionalismo cultural (2010).

 

 

Early Achebe (O começo), por Bernth Lindfors – ensaios, contos e romances inovadores de Achebe publicados  durante a primeira fase do escritor de longa e distinta carreira literária (1951-1966)  - o livro conclui com uma palestra inédita de Achebe intitulado “O Escritor e a Revolução Africana” (2009); Emerging Perspective on Chinua Achebe Vol. I, por Ernest N. Emenyonue e Vol. II, por Emenyonue e Iniobong I.Uko, primeiro trabalho no século 21 de crítica dos escritos ficcionais de Achebe até o fim do século 20 e da sua proposta de estética; e God, Oracles & Divination, a exegese cultural de quatro romances de Chinua Achebe, por Kalu Ogbaa (1992).

 

 

A listagem é prefaciada por um texto intitulado Tribute to Chinua Achebe (1930-2013) (Tributo a Chinua Achebe), de autoria do escritor Dr. Toyin Falola, professor de História do Frances Higginbotham Nalle Centennial e da Universidade do Texas em Austin, membro da Historical Society of Nigeria & the Nigerian  Academy of Letters (Academia de Letras da Nigéria) e com mais de 30 livros publicados pela AWP.

 

 

Em seu texto sobre Achebe, Falola diz que talvez nenhuma outra figura representa o orgulho da Nigéria melhor do que Chinua Achebe. Como escritor, estudioso e ativista, Achebe trouxe à tona tanto a realidade colonial quanto a pós-colonial da Nigéria, através de seus escritos de renome mundial, expondo o mundo para a África de uma forma que ninguém tem acompanhado antes ou depois.

 

 

Ele ainda rebate críticas sobre Achebe por seu uso do idioma Inglês em seus escritos, por causa da sua lingua nativa Igbo (Albert Chinualumogu Achebe nasceu em 16 de novembro de 1930, na cidade de Igbo Ogidi, Nigéria Oriental). Falola diz que é preciso enxergar o inglês de Achebe como o de uso em sua terra natal, e não o inglês britânico de colonizadores da Nigéria.

 

 

 “Ao escrever no seu inglês, Achebe foi capaz de tornar o seu trabalho disponível para um público muito mais amplo, bem como demonstrar plenamente as complexidades da experiência colonial nigeriana”, diz Falola.

 

 

Um dos mais famosos romances de Achebe e o romance africano mais lido, dentro e fora do continente africano – Things Fall Apart  (Quando as coisas desmoranam, 1958) – publicado em mais de 55 idiomas e com mais de 8 milhões de cópias, está em seu pós-quinquagésimo aniversário da publicação assim como o fazer da moderna literatura africana.

 

 

Nele, Achebe une o tão antigo ao tão moderno, o conflito imemorial entre o indivíduo e a sociedade,  com a  queda da graça de Okonkwo (um homem de poder e influência em sua aldeia Igbo) com o “mundo tribal”; e o choque de culturas, com a destruição do mundo de Okonkwo após a chegada de missionários europeus agressivos. Estes dramas individuais perfeitamente harmonizados são informados por uma consciência capaz de englobar ao mesmo tempo a vida da natureza, a história humana, e as misteriosas compulsividades da alma.

 

 

O tributo literário a este “vivo” africano tem a intenção de continuar a tradição que Achebe deixou. “O legado de Achebe é duradouro, e marcará para sempre a história e a prática da literatura africana”, como assinala  Kassahun Checole .

 

 


*Ana Alakija é editora geral e internacional da alaiONline

 

 

 

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17
Maio de 2013
Abrigo Nosso Lar promove "arraiá" em Junho

 

 

 

 


 
No próximo dia 2, de junho, acontece a Festa Junina do Nosso Lar, em Brasília, das 12 às 22h. Neste ano, a renda obtida com a Festa será para reforma das casas lares. A organização do evento, avisa que há vagas para quem quiser, na condição de voluntário, contribuir com a preparação do evento em atividades como cozinha e decoração das barracas.


Mais informações:
Fone: (61) 9176-3284 - 9679-2792 - 3301-1120 

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16
Maio de 2013
Deputados pedem suspensão dos processos de demarcações de terras indígenas

 

 

 

Fotos: Divulgação

 


 
Em uma reunião que durou mais de três horas, deputados e senadores cobraram nesta quinta-feira (16), do vice-presidente da República, Michel Temer, a imediata suspensão dos processos de demarcação de terras indígenas no país movidos pela Fundação Nacional do Índio - Funai. No encontro estavam presentes o presidente da Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB/RN), 14 deputados federais, um senador, o advogado Geral da União, Luís Inácio Adams e representantes do Ministério da Justiça e de produtores rurais de vários estados brasileiros.

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16
Maio de 2013
A Reforma pelo jornal

 

 

Foto: Divulgação

 

 

Fonte: Obra Completa, Machado de Assis,
Rio de Janeiro: Nova Aguilar, V.III, 1994. 
Publicado originalmente em O Espelho , Rio de Janeiro, 23/10/1859

 

 

Machado de Assis 

 


 
Houve uma coisa que fez tremer as aristocracias, mais do que os movimentos populares; foi o jornal. Devia ser curioso vê-las quando um século despertou ao clarão deste fiat humano; era a cúpula de seu edifício que se desmoronava.


 
Com o jornal eram incompatíveis esses parasitas da humanidade, essas fofas individualidades de pergaminho alçado e leitos de brasões. O jornal que tende à unidade humana, ao abraço comum, não era um inimigo vulgar, era uma barreira...  de papel, não, mas de inteligências, de aspirações.


 
É fácil prever um resultado favorável ao pensamento democrático. A imprensa, que encarnava a idéia no livro, expendi eu em outra parte, sentia-se ainda assim presa por um obstáculo qualquer; sentia-se cerrada naquela esfera larga mas ainda não infinita; abriu pois uma represa que a impedia, e lançou-se uma noite aquele oceano ao novo leito aberto: o pergaminho será a Atlântida submergida.


 
Por que não?


 
Todas as coisas estão em gérmen na palavra, diz um poeta oriental. Não é assim? O verbo é a origem de todas as reformas.


 
Os hebreus, narrando a lenda do Gênesis, dão à criação da luz a precedência da palavra de Deus. É palpitante o símbolo. O fiat repe­tiu-se em todos caos, e, coisa admirável! sempre nasceu dele alguma luz.


 
A história é a crônica da palavra. Moisés, no deserto; Demóstenes, nas guerras helênicas; Cristo, nas sinagogas da Galiléia; Huss, no púlpito cristão; Mirabeau, na tribuna republicana; todas essas bocas eloqüentes, todas essas cabeças salientes do passado, não são senão o fiat multiplicado levantado em todas asconfusões da humanidade. A história não é um simples quadro de acontecimentos; é mais, é o verbo feito livro.


 
Ora pois, a palavra, esse dom divino que fez do homem simples matéria organizada, um ente superior na criação, a palavra foi sem­pre uma reforma. Falada na tribuna é prodigiosa, é criadora, mas é o monólogo; escrita no livro, é ainda criadora, é ainda prodigiosa, mas é ainda o monólogo; esculpida no jornal, é prodigiosa e cria­dora, mas não é o monólogo, é a discussão.


 
E o que é a discussão?


 
A sentença de morte de todo o status quo, de todos os falsos princípios dominantes. Desde que uma coisa é trazida à discussão, não tem legitimidade evidente, e nesse caso o choque da argumentação é uma probabilidade de queda.


 
Ora, a discussão, que é a feição mais especial, o cunho mais vivo do jornal, é o que não convém exatamente à organização desigual e sinuosa da sociedade.


 
Examinemos.


 
A primeira propriedade do jornal é a reprodução amiudada, é o derramamento fácil em todos os membros do corpo social. Assim, o operário que se retira ao lar, fatigado pelo labor quotidiano, vai lá encontrar ao lado do pão do corpo, aquele pão do espírito, hóstia social da comunhão pública. A propaganda assim é fácil; a discussão do jornal reproduz-se também naquele espírito rude, com a diferença que vai lá achar o terreno preparado. A alma torturada da individualidade ínfima recebe, aceita, absorve sem labor, sem obstá­culo aquelas impressões, aquela argumentação de princípios, aquela argüição de fatos. Depois uma reflexão, depois um braço que se ergue, um palácio que se invade, um sistema que cai, um princípio que se levanta, uma reforma que se coroa.


 
Malévola faculdade — a palavra!


 
Será ou não o escolho das aristocracias modernas, este novo molde do pensamento e do verbo?


 
Eu o creio de coração. Graças a Deus, se há alguma coisa a espe­rar é a das inteligências proletárias, das classes ínfimas; das supe­riores, não.


 
As aristocracias dissolvem-se, diz um eloqüente irmão d'armas. É a verdade. A ação democrática parece reagir sobre as castas que se levantam no primeiro plano social. Os próprios brasões já se humanizam mais, e alguns jogam na praça sem notarem que começam a confundir-se com as casacas do agiota.


 
Causa riso.
 


Tremem, pois, tremem com este invento que parece abranger os séculos — e rasgar desde já um horizonte largo às aspirações cívicas, às inteligências populares.


 
E se quisessem suprimi-lo? Não seria mau para eles; o fechamento da imprensa, e a supressão da sua liberdade, é a base atual do pri­meiro trono da Europa.


 
Mas como! cortar as asas de águia que se lança no infinito, seria uma tarefa absurda, e, desculpem a expressão, um cometimento par­vo. Os pergaminhos já não são asas de Ícaro. Mudaram as cenas; o talento tem asas próprias para voar; senso bastante para aquilatar as culpas aristocráticas e as probidades cívicas.


 
Procedem estas idéias entre nós? Parece que sim. É verdade que o jornal aqui não está à altura da sua missão; pesa-lhe ainda o último elo. Às vezes leva a exigência até à letra maiúscula de um título de fidalgo.


 
Cortesania fina, em abono da verdade!


 
Mas, não importa! eu não creio no destino individual, mas aceito o destino coletivo da humanidade. Há um pólo atraente e fases a atravessar. — Cumpre vencer o caminho a todo o custo; no fim há sempre uma tenda para descansar, e uma relva para dormir.


 


Fonte: http://machado.mec.gov.br/images/stories/html/cronica/macr14.htm

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16
Maio de 2013
Hemocentro faz cadastramento de pessoas com anemia falciforme

 

 

 

 

O Hemocentro e a Associação Brasiliense de Pessoas com Doença Falciforme querem identificar quantas são as pessoas que tem anemia falciforme para formular politicas publicas no Distrito Federal. Os relatórios serão entregues à Secretaria de Saúde.

 

 

Os que fizerem o cadastro também farão exames para saber qual o fenótipo e serão encaminhados ao hematologista mais perto de sua residência ou onde já fazem acompanhamento.

 

 

De acordo com o que informou o Hemocentro, o cadastro vai ajudar para que o paciente chegue a uma emergência ou ambulatório, o médico terá acesso as informações que serão importantes no atendimento.

 


 

Mais informações:

Fone: (61) 3327-4352

 

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Perfil - Sionei Ricardo Leão


Atualmente é assessor de imprensa na Câmara Legislativa do Distrito Federal Foi repórter de política do Jornal de Brasilia durante o escândalo da Caixa de Pandora e na cobertura da campanha eleitoral em 2010. Já atuou pelo Jornal do Brasil, Diário da Serra, Folha do Povo, Jornal Correio do Estado, O Progresso e Revista Raça Brasil. Foi assessor de imprensa no Ministério da Cultura, na Presidência da República (Seppir), na Câmara dos Deputados (Mesa Diretora/Suplência) e da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Estudou jornalismo na Pontifícia Universidade Católica de Campinas (Puccamp) e na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). Especializou-se em comportamento político pela UFMS. Lecionou jornalismo na Faculdade Estácio de Sá, Universidade Católica Dom Bosco, no Instituto de Ensino Superior de Brasília (IESB) e Unieuro. É ativista de direitos humanos e igualdade racial, o que lhe valeu o Prêmio Palmares de Comunicação (Ministério da Cultura) pelo Documentário Kamba-Racê, que trata do tema igualdade racial e Forças Armadas, assunto que continua pesquisando. Foi militar do Exército do Brasil, em São Paulo, Bahia, Rio de Janeiro e Mato Grosso do Sul.
E-mail: sionei.leao@gmail.com

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