ENTRETENIMENTO E CRÍTICA

O beijo entre Renato (Fábio Assunção) e Maria Clara (Malu Mader) foi uma das cenas mais esperadas e, no fim, ele passou pelo colchonete

Na reta final da trama, Ricardo Linhares, um dos colaboradores de Gilberto Braga, é só elogios para a novela. “Foi entretenimento com crítica nacional. Conseguiu entrar no cotidiano”, baba o co-autor.

Para Mauro Alencar, Hugo (Henri Castelli) teve mais presença do que Fernando (Marcos Palmeira) na trama. “Até já defendi o Fernando. Mas depois passei a achar que o outro estava melhor”, diz.

Os personagens Nelito (Taumaturgo Ferreira), Ana Paula (Ana Beatriz), Vladimir (Marcelo Faria) e Eliete (Isabela Garcia), a volta por cima de Cristiano (Alexandre Borges) pós-alcoolismo e o núcleo do Andaraí foram os bons momentos da novela na opinião de Mauro Alencar. “Gostei muito da socialite falida Yolanda (Nathália Timberg), do humor especial de Jaqueline Joy (Juliana Paes) e Darlene (Deborah Secco)”, enumera Mauro.

O desempenho de Corina (Nívea Maria) – que perdeu fôlego com a morte de Lineu – é um dos pontos lamentados pelo público. “Ela foi bem até ali, depois perdeu a função”, reparou a advogada Gabriela Senna, de 30 anos. “Mas o Gracindo Jr., como Ubaldo, foi sensacional desde que apareceu”, acrescenta.

Leda Nagle destaca o impacto das roupas de Darlene nas meninas. “No Carnaval, vi várias Darlenes. Vendiam que a moda seria o lencinho da Cláudia Abreu e não aconteceu. A Darlene ganhou a parada com as meias coloridas e a sainha curta. Vi mulheres imensamente gordas usando aquilo”, conta a jornalista.

Tem quem julgue o excesso de violência na relação entre Laura e Renato como dispensável. “Não precisava mandar capangas baterem. Gente mais mau caráter. A violência está ali, mas não gosto”, reclama Leda Nagle.

Os tapas de Maria Clara em Laura, as palavras em inglês deslumbradas de Nelito, as cenas de sexo entre Marcos (Márcio Garcia) e Laura – a Cachorra e o Michê – e as cenas de nudez de Jaqueline Joy são as mais lembradas pelo público cativo da novela. “A Cachorra e o Michê desbancaram muitos casais sensuais das novelas”, opina Gabriela Senna. A administradora de empresas Renata dos Santos, 33 anos, diz ter adotado – de brincadeira – as gírias de Nelito. “É um sem-noção engraçadíssimo”, elogia Renata.

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