Política & Poder.

Publicação: Segunda-feira, 18/01/2016 às 07:00:00     Atualização: 18/01/2016 às 07:13:19
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Obras do aterro sanitário estão em ritmo lento

Previsão de entrega no meio do ano está comprometida, pois faltam ainda 43% da construção em Samambaia. Apenas a parte operacional do complexo deverá ser inaugurada em junho

Francisco Dutra
francisco.dutra@jornaldebrasilia.com.br


Fundamental para o fechamento do Lixão da Estrutural, a obra de construção do Aterro Sanitário Oeste, em Samambaia, está  57% concluída. No ritmo e condições atuais, dificilmente o governo entregará todo projeto em junho deste ano, conforme prometido para a população. No entanto, para “manter o prazo”, o Buriti vai inaugurar a parte operacional do complexo. Edificações e a linha de recalque para o escoamento do chorume para tratamento deverão estar prontas a partir do segundo semestre de 2016.

Segundo o Serviço de Limpeza Urbana (SLU), o projeto está orçado em R$ 26.557.065,43. Deste total, foram executados R$ 15.101.475,18. De acordo com o órgão, a operação da unidade depende dos equipamentos contidos na cabine e guarita de controle. Mesmo com a entrega da estrutura operacional do aterro, o Lixão não será fechado imediatamente. Pois, segundo o governo, será necessário um período de transição.

O encerramento do Aterro Controlado do Jóquei, ao lado da Estrutural, está sob responsabilidade de um grupo de trabalho instituído em 2015 com a participação de diversos órgãos e entidades do DF. A lentidão do Buriti preocupa os órgãos de fiscalização, a exemplo do Ministério Público. 

“Sobre a atual gestão, posso falar que ela melhorou substancialmente, em relação às anteriores. Mas ela depende das políticas públicas. Se não eleger como prioridade, não estancará esta sangria que envergonha o DF. O Lixão da Estrutural é o pior da América Latina. Isso não depende do SLU. Depende do Poder Executivo”, criticou o promotor Roberto Carlos Batista, da Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente e do Patrimônio Cultural (Prodema).

Sem respostas

Desde 2007, a Justiça condenou o GDF a fechar o Lixão da Estrutural, reparar os danos ambientais e construir um aterro. Diante da demora, o promotor afirmou estudar outras providências. Batista comentou que não basta construir  o aterro, mas encontrar soluções que sejam eficazes e não paliativas. “Há casos no País que os aterros viraram lixões”, alertou.

Segundo o diretor adjunto do SLU, Silvano Silvério, o novo aterro não se transformará em um lixão. “Com certeza não há esse risco. Contratamos o consórcio GAE/Construban/DBO para operar o aterro. Ele vai ser remunerado em função da quantidade de lixo disposta e processada. Também fará fiscalização e monitoramento ambiental”, explicou. O grupo receberá, aproximadamente, R$ 25 por tonelada de lixo. Hoje o DF produz 2,9 mil toneladas por dia.

População de Samambaia está insegura

Apreensão. Esta palavra define o sentimento da população de Samambaia. Além da preocupação com a qualidade de vida, famílias estão inseguras com o futuro dos filhos matriculados na Escola Classe Guariroba, que deverá ser fechada em função da instalação  do aterro. A contaminação do córrego Melchior é outro receio. Os moradores também temem pela presença de urubus, pois afirmam que aeronaves sobrevoam a região.

“Querem transferir os alunos para uma escola perto da Vila Olímpica, na antiga administração. Depois vieram com a história que vão construir outra escola. Mas até agora não tem nada do que foi prometido. Como fica o futuro de nossos filhos?”, questionou a dona de casa, Vanda Lúcia Martins, 46 anos, mãe do aluno Mateus Martins, 9 anos.

Em nota, o governo disse que está analisando as soluções para os alunos. Afirmou ainda que o aterro terá proteção sanitária e ambiental para o solo e recursos hídricos, tendo monitoramentos quinzenais e mensais. Em relação aos pássaros, argumentou que a obra está a uma distância de mais de 25 km do aeroporto e aviões não voariam baixo sobre o local.

Ponto de vista

Dentre as  obras em andamento, o novo aterro sanitário é uma das principais apostas do governador Rodrigo Rollemberg para este ano. “Ele vai permitir que a gente desative o Lixão.

Eu digo sempre que é um salto civilizatório que nós teremos na cidade com o fim do Lixão da Estrutural”, afirmou o governador ao visitar a Redação do Jornal de Brasília. Na ocasião, o governador foi enfático ao dizer que espera inaugurar o projeto no início do segundo semestre de 2016.

Fonte: Da redação do Jornal de Brasília

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