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Publicação: Terça-feira, 18/02/2014 às 07:12:00     Atualização: 18/02/2014 às 07:33:19
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Coleta seletiva: Ainda falta informação para a população

Caminhões específicos já percorrem o DF, mas muitos moradores não sabem como proceder

Com atraso, dúvidas e cidadãos ainda   desorientados, o primeiro dia da coleta seletiva  pode ser o início de uma realidade promissora no quesito tratamento de lixo no DF – mas ainda falta muito para isso. Os caminhões verdes do Serviço de Limpeza Urbano (SLU) rodaram em algumas partes da capital, seguindo o cronograma divulgado no site do órgão, e   continuam o trabalho durante toda a semana, quando o governo deve divulgar um balanço inicial do programa.

Um dos problemas que o SLU admite enfrentar nas etapas iniciais é a falta de engajamento  da população, muitas vezes por desconhecimento. No Guará I, por exemplo, enquanto a mãe,   Janete de Sousa, afirmou ter ciência da nova modalidade de coleta, apesar de ainda não ter se adequado, a filha, Dayse Mendes, que mora na mesma residência, revelou não saber do que se tratava.

“Não teve nenhuma circular aqui no prédio e eu não ando assistindo   muito a TV”, admitiu Dayse. Janete escutou sobre o assunto pelo rádio, mas confessa ainda não ter começado a separar o lixo. “A síndica ainda vai marcar uma reunião para esclarecer a questão”, disse a professora. “Sei que haverá horário alternado para deixar o lixo seco e o orgânico”, completou.

“Não estamos   preparados”

Outra preocupação de Janete foi quanto a efeitos diretos dessa mudança de comportamento do dia a dia das pessoas. “Não estamos ainda preparados. É um assunto importantíssimo, mas acho que, no início, a maior parte das pessoas vai se confundir. E tem outras questões, como gasto a mais com saco de lixo”, salientou.

Essa e outras questões devem ser tratadas na campanha de conscientização do GDF acerca do assunto. Por enquanto, a estratégia é fazer anúncios nas rádios, jornais e emissoras de TV locais e contratar uma empresa   para distribuir panfletos informativos. Os folhetos serão deixados nas caixas de correio ou com os síndicos.

Recomendações
Para participar da ação, o cidadão  deve, basicamente, separar o lixo orgânico do seco (reciclável) em sacolas diferentes. Não é preciso identificá-las. 
O lixo não reciclável (orgânico) corresponde aos restos de alimentos e papel higiênico, por exemplo. Estes resíduos    são recolhidos na coleta regular. Já o lixo seco (papel, plástico, vidro e metais) deve  ser colocado  na lixeira nos dias em que passarão os caminhões da coleta seletiva. 
 
 Do contêiner para o caminhão
A equipe do Jornal de Brasília acompanhou o trajeto dos caminhões da coleta seletiva em alguns pontos do Plano Piloto. Ali, foi possível perceber que na área central do DF já existe uma certa rotina de separar o lixo reciclável.
 
Estrutura de espaço chama a atenção
A ideia inicial era que o material seco recolhido pelos caminhões da coleta seletiva fosse deixado em uma cooperativa que funciona dentro da sede do SLU, na L4 Sul. Lá, ele passaria por triagem e seria entregue a outras 32 cooperativas de catadores, que fariam a reciclagem. Isso aconteceu ontem, mas as condições desse local, dentro do órgão, deixam incógnitas.
Um dos motores da campanha é, a longo prazo, fechar o chamado Lixão da Estrutural. Mas, conforme apurou a reportagem, os galpões que abrigam o lixo seco reunido ao longo do dia apresentam características físicas   parecidas com as registradas na Estrutural. O SLU garante que as condições dos catadores são dignas, mas é quase impossível não relacionar as imagens.
 
Saiba Mais
Para saber a periodicidade dos caminhões de coleta seletiva, basta acessar o site do SLU: http://www.slu.df.gov.br.
O DF produz atualmente cerca de 2,5 mil toneladas de lixo por dia, sendo que uma pequena parte desse número é reciclado. A meta do governo é chegar a 15% de reaproveitamento desses resíduos.
 
Funciona melhor no Plano
O SLU confirmou “pequenos atrasos” na passagem dos caminhões da coleta seletiva, principalmente devido ao maior trabalho dos funcionários para recolher o lixo onde não há contêineres diferenciados. Nesses casos, porém, zeladores dos próprios condomínios facilitam o trabalho do SLU.
Ilza Nogueira, por exemplo, trabalha há seis meses no Bloco C da   102 Norte e já estava habituada a separar o lixo. “O melhor era que os moradores já separassem em casa, pois isso toma muito do nosso tempo”, contou. Mas ela avaliou como positivo, ao menos no local onde presta serviços, o primeiro dia de coleta. “Deu certo. Nem precisamos separar muita coisa. O pessoal aqui já fazia isso antes”, exaltou.
Ela, que mora em Valparaíso (GO), gostaria que a iniciativa se estendesse para a Região Metropolitana do DF. “É bom para a natureza”, afirmou.
 
 

Fonte: Da redação do Jornal de Brasília

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