A Polícia ouviu nesta quinta-feira (22) a mãe do bebê internado em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal do Hospital Regional de Ceilândia (HRC), depois de ter nascido sem auxílio médico, na manhã da última segunda-feira (20).
Izabel Cristina Ferreira da Silva, de 33 anos, prestou depoimento na 15ª Delegacia de Polícia (Ceilândia). O marido de Izabel, Welis Rosa de Santana, 33 anos, conversou informalmente com o delegado-adjunto que investiga o caso.
De acordo com o delegado-chefe responsável pelas investigações, Onofre José de Moraes, o inquérito deve ser encerrado em trinta dias. Para ele, o principal ponto a ser esclarecido é a questão da ausência do médico que iria fazer o parto da criança. Segundo Onofre, o que mais chamou a atenção no depoimento da mãe foi a informação que o médico teria dado no momento do atendimento de que não dormia há cinco dias.
Para o delegado, a punição dos envolvidos no caso depende ainda do depoimento dos médicos e enfermeiros que prestaram o atendimento à Izabel no dia do nascimento da criança. Caso comprovada a omissão de socorro, o médico pode ser indiciado por homicídio (em caso de morte) ou lesão corporal. Ambos os crimes caracterizados como dolosos, com intenção de matar.
Na próxima segunda-feira (26) a polícia deve ouvir o médico que se ausentou no momento no parto, as enfermeiras que atenderam Izabel e ainda a médica que ressuscitou o bebê.