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Do Alto da Torre

Briga de cachorro grande

A falta de consenso do grupo que terá como candidato ao Palácio do Buriti Izalci Lucas (PSDB), Alírio Neto (PTB) ou Wanderley Tavares (PRB) levará a decisão da chapa majoritária até o último minuto. Adiado pela segunda vez, o anúncio emperra no cabo de guerra entre Izalci e Alírio, empatados tecnicamente nos quesitos de escolha do melhor nome, mas incapazes de ceder em prol da unidade. De cima para baixo, a pressão do presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, em cima do presidenciável tucano, Geraldo Alckmin, também não tem ajudado. Durante uma reunião em Brasília na semana passada, um recado dado anteriormente foi reforçado: a aliança nacional entre PSDB e PTB está condicionada ao apoio a Alírio.

Vídeo em clima de amenidades

Depois de passarem o dia reunidos, o vice-governador do DF, Renato Santana (PSD), o deputado federal Izalci Lucas, o ex-deputado Alírio Neto, o senador Cristovam Buarque (PPL), os presidentes regionais do PSD, Rogério Rosso, e do PRB, Wanderley Tavares os caciques gravaram um vídeo para explicar o motivo do adiamento do anúncio da chapa. Cristovam ficou com a tarefa de convencer. O senador afirma na gravação que o grupo chegou, sim, ao nome de frente, mas que optou por escutar outros partidos e lideranças que gostariam de participar da decisão. “Espero que daqui saia uma nova Brasilia.” Rede, PPL, PDT, PCdoB estariam interessados em se juntar ao grupo.

Gabinete na cobertura

No mês de março, o deputado distrital Robério Negreiros (PSD) foi um dos parlamentares que renderam mais despesa para a Casa, quando o assunto é restituição com verba indenizatória. Os gastos do distrital alcançaram cerca de R$ 16,4 mil, a maior parte com serviço especializado para divulgação dos seus trabalhos na internet. O gasto é comum entre os deputados. O que chamou atenção mesmo foi o custo do gabinete de apoio: uma cobertura, no Edifício Venâncio III, pela qual ele paga R$ 2,3 mil de aluguel por mês. Fora as contas de luz (R$ 253,44) e de telefone (R$ 196,70).

Investigação para peça teatral

A CPI da Pedofilia fará uma sessão extraordinária amanhã para ouvir a direção do Centro de Ensino Fundamental (CEF) 03 de Planaltina, após a escola apresentar aos alunos uma peça teatral sobre sexualidade. A iniciativa foi tomada pelo presidente da CPI, deputado Rodrigo Delmasso (PRB), depois que um vídeo da peça circulou pela internet e mostra um dos atores vestindo uma roupa de palhaço e um “pênis gigante” de plástico amarrado à cintura. A encenação foi para adolescentes de 14 a 16 anos. “Foi palco de uma encenação no mínimo pornográfica e irresponsável.”, justifica a convocação feita pelo parlamentar.

Ensino podado

Delmasso tenta aprovar ainda na Câmara Legislativa projetos que proíbem a discussão de temas semelhantes nas escolas do DF, como qualquer reconhecimento da diversidade sexual dentro das formações familiares. O distrital também espera a aprovação de uma proposta que cria a Semana da Difusão da Cultura Heterossexual.

Corte decide rever contas do Instituto Candango

O Ministério Público de Contas do Distrito Federal (MPC/DF) decidiu rever as decisões sobre as prestações de contas do Instituto Candango de Solidariedade (ICS). As análises feitas tanto pelo Controle Interno do DF quanto pelo Corpo Técnico do Tribunal de Contas do DF (TCDF) e pelo MPC mostraram que as prestações de contas apresentam irregularidades e ilegalidades, como a não apresentação da prestação de contas, incompletude de informações, serviços não contabilizados, serviços superfaturados, divergências de informações.

Devolução ao erário

O TCDF decidiu, em sessão do dia 08/05/18, considerar iliquidável a grande maioria dos processos relativos aos contratos do GDF com o ICS. Em suas manifestações, o MPC/DF opinou pela continuidade do processo de tomadas de contas e, nos casos de contas não prestadas e sem comprovação, opinou pelo julgamento irregular das contas, multa aos seus responsáveis e devolução dos valores repassados.

Inversão de regras

A Polícia Civil do DF abriu mais uma contratação emergencial para serviços continuados de limpeza e conservação predial com a Dinâmica Administração Serviços e Obras. A empresa também fornecerá todo o material de consumo e equipamentos necessários para todas as unidades da PCDF. O valor do contrato é de R$ 6, 7 milhões. Já é segundo contrato sem licitação em cerca de dois meses.

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