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Festivais mundiais como termômetro para premiações

Há menos de 24 horas, O Palazzo del Cinema di Veneza, na Itália, se tornou palco do Festival de Veneza 2018. Mostra cinematográfica que moldará o cenário de premiações hollywoodianas. É obvio que não existe exclusividade pois vindouros lançamentos também terão relevância para o Globo de Ouro, Oscar, Bafta, entre outros.

Entretanto, este formato empírico serve como sinal para saber o que vem por ai nas premiações.  Devido aos argumentos citados aqui, resolvi escrever o porquê dos festivais funcionarem como teste para os grandes prêmios.

A Academia também assiste

A Academia de Ciências Cinematográficas (leia-se Oscar) tem um papel fundamental nos bastidores de análise. Nos anos anteriores, Steven Speilberg – que também é membro da Academia –  foi presidente do Festival de Cannes. Ou seja, um fator que colabora com a importação dos longas-metragens de festivais para Los Angeles. Vale lembrar que Speilberg tem um trófeu Palma de Ouro de Melhor Roteiro pelo filme Louca Escapada (1974). Ironicamente, é um título sem qualquer indicação ao Oscar.

A linguagem colabora

Pode ter configuração indie, de arte, cult ou experimental, para a temporada de premiações, caso um filme seja composto por estes elementos e ainda ser produzido em Inglês (seja americano ou britânico), a relevância é dobrada. Por isso, a categoria Melhor Filme Estrangeiro existe. Se fossem prêmios democraticamente mundiais, filmes de todas as nacionalidades estariam concorrendo às estatuetas principais. Poucas excessões são aparentes, tais como Amor (2012), de Michael Haneke, que venceu o Palma de Ouro de Melhor filme e recebeu indicações ao Oscar de Melhor Filme, Diretor, Atriz e Roteiro Original.

Reduz a credibilidade

Em 2016,  Paul Verhoeven (Robocop – O Policial do Futuro e O Vingador do Futuro) reergueu sua carreira com Elle (2016), suspense dramático estrelado por Isabelle Huppert aclamadíssimo em Cannes. Mesmo com todo o prestígio, Elle recebeu uma indicação de  Melhor Atriz no Oscar 2017.

Em sua origem, o Oscar foi feito para enaltecer suas produções, mas quando o cinema mundial ganhou mais relevância, a Academia precisou reformular.  Mesmo assim, ignorar as produções mundiais é uma falha grotesca em categorias principais, reduzindo sua credibilidade e enfatizando ainda mais como os demais países produzem em qualidade estupenda.

 

 

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