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A febre dos universos expandidos em Hollywood

É inevitável. Hollywood conseguiu lançar uma nova tendência: universos estendidos. Método em que um filme gera derivados do mesmo mundo. A percursora desse movimento foi a Marvel em que Homem de Ferro (2008) destrinchou em diversas obras que se passavam no mesmo meio cinematográfico. Foi apenas questão de tempo para que outros estúdios considerassem o método como a galinha do ovo de ouro.  Por isso, decidi falar sobre os melhores (e piores) exemplos de tal movimento que dificilmente se ausentará.

Universo Marvel 

Como citado, o primeiro estúdio que fez acontecer. Em 2008, Homem de Ferro derivou sequências e filmes de personagens de um mesmo ambiente, introduzindo um a um. Como Thor (2011), Capitão América – O Primeiro Vingador (2011) e por fim o mais compartilhado de todos: Os Vingadores (2012). Após essa expansão, o universo não parou de crescer tanto com as sequências do títulos ditos acima quanto novas franquias como Homem-Formiga, Guardiões da Galáxia, Doutor Estranho, entre outros. Filmes que também são conhecidos como spin-offs. Sem dúvidas, esse segmento lançado pela Marvel se tornou a receita difinitiva para o lucro.

 

Universo Star Wars

No lançamento do primeiro Star Wars, em 1977, George Lucas conseguiu criar uma metagaláxia  com inúmeros personagens e mundos mostrando que somente um orçamento gigantesco poderia ampliar o Universo Star Wars.  Mesmo que tenha demorado muitos anos, os direitos autorais cairam nas mãos da Disney. Estúdio que conseguiu o feito espantoso com o Universo Estendido da Marvel. E após o lançamento de Star Wars – O Despertar da Força como gancho de vindouros filmes como Rogue One – Uma História Star Wars e Solo – Uma História Star Wars, a Disney tem focado com muita rigidez a linha do tempo Star Wars.

 

Universo Invocação do Mal 

No âmbito comercial, Invocação do Mal (2012) surpreendeu muitos e consolidou-se como um terror autêntico. Sustendados pelos relatos dos demologistas Ed e Lorraine Warren, o Universo Invocação do Mal conseguiu a prova de ser rentável com o primeiro e segundo Annabelle. Mesmo com certa queda de qualidade com Invocação do Mal 2, o criador James Wan ainda obtém resultados satisfatórios. O novo do Universo, A Freira, no entanto, conseguiu degringolar a franquia.

 

Os mal-sucedidos

Universo Dc Comics

De todos citados, é o que mais apresenta contéudo denso. Criado sem intenções de reformular o mercado, o Universo DC surgiu no meio do desespero da Warner Bros em tentar alcançar o patamar dos Estúdios Marvel. Ato arriscado devido aos tons de cada linha editorial. Enquanto a Marvel concentra em personagens bidimensionais, as publicações da DC sempre foram acompanhadas por um alto téor de psicologia. Apesar do prelúdio interessante com O Homem de Aço e um pico surpreendente de Mulher-Maravilha, a memória dos fãs ainda é muito vívida quando se trata de Esquadrão Suicida, Liga da Justiça e Batman V Superman – A Origem da Justiça. Felizmente, Shazam! e Aquaman são vindouros lançamentos que podem inverter o jogo. Muitas tentativas, poucos acertos. Infelizmente é um Universo que a estatística condena.

 

Universo de Monstros

Previsto pelos expectadores como uma bomba em formato de longas-metragens, o Universo Monstros focaria nos clássicos monstros do cinema como Drácula, Lobisomen, Frankenstein, entre outros. Iniciando o Universo com o pavoroso A Múmia, o presságio dos cinéfilos foi concretizado, deixando essa nova linhagem de películas em estado nebuloso. Se nem o carisma de Tom Cruise conseguiu erguer tal franquia, pode se dizer que a Universal Studios esteja apostando em algo mediócre.

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