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Especial Halloween: o terror dos anos 1960 e 1970

Há certa singularidade no mês de outubro para Hollywood. Culturalmente, pelo menos nos Estados Unidos (e no cinema), é o mês mais rentável para gênero terror. Por isso, montei esse especial em formato de linha do tempo dos filmes mais relevantes para o cinema dea terror.

Esse segmento sempre foi de extrema expansão. É um nicho que ramifica-se em diversos sub-gêneros. Porém, existem os que funcionaram como maiores precursores da sétima arte. Anterior a década que escolhi, o cinema de terror era dividido sumamente em duas áreas: o de arte e o trash. A segunda subdivisão pode ser justificada pela ausência de efeitos especiais e/ou conceito convicto de despretensão.

Neste primeiro momento, separei apenas dois títulos para década de 1960. Porém, minimamente, são os mais influentes da época. Ou seja, apresentaram técnicas que perduraram durante anos em Hollywood.

Os anos 1960

Psicose, de Alfred Hitchcock (1960)

Poucos são os casos desta época em que o terror resolvia abraçar o gore nato com o psicológico. Baseado no romance homônimo de Robert Bloch, que foi influenciado pela história real do serial killer Ed Gein, com Psicose, Hitchcock provou há anos que a persona humana é infinitamente mais apavorante do que qualquer adereço sobrenatural.

O psicológico o e terror: um dos maiores casamentos de Hollywood pós-1950

A Tortura do Medo, de Michael Powell (1960)

Não é a primeira vez que Michael Powell flerta com movimentos psicológicos dentro do cinema. O momento inaugural de suas técnicas ficou evidente em Os Sapatinhos Vermelhos. Plena década de 1940, um diretor unia três vertentes: o musical, o terror e o psicológico. Quase trinta anos depois, Powell deixa de herança o método de câmera subjetiva, um modo de filmagem em que a percepção do assassino é a mesma do espectador. Com A Tortura do Medo, essa herança ao cinema pode ser considerada a “mãe” dos filmes found-footage.

Os anos 1970

Com alguns resquícios da década anterior, os anos 1970, assim como qualquer recurso da arte, sofreu uma mutação espetacular, tanto por conta de mais adereços técnicos quanto às agregações de narrativa.

Halloween – A Noite de Terror, de John Carpenter (1978)

Primeira prova de que o método de Michael Powell foi reconhecido foi com esta película de John Carpenter. Como falei, o empenho de manter novidades no terror era tão intenso que o diretor automaticamente instalou um novo subgênero, o slasher. Neste ano de 2018, Halloween finalmente ganhou uma sequência oficial com produção de Carpenter e por isso, conseguiu honrar todos os elementos que fizeram de Halloween um clássico.

O nascimento do slasher film com Halloween (1978)

O Massacre da Serra Elétrica, de Tobe Hooper (1973)

Outro caso em que Michael Powell foi o influenciador direto. Porém, Tobe Hooper soube adicionar os elementos mais importantes para um terror quase documental. Câmera tremida, porém subjetiva, atores desconhecidos e edição quase nula fizeram de O Massacre da Serra Elétrica um dos filmes mais revolucionários do cinema.

O terror realista com O Massacre da Serra Elétrica

 

Alien – O Oitavo Passageiro, de Ridley Scott (1979)

Começa aqui, com Ridley Scott, as fusões de gênero. O slogan era bem claro e parecia ter saído de um slasher movie: “No espaço ninguém consegue te ouvir gritar” Alien – O Oitavo Passageiro também foi percursor do space horror, ou seja, ficção cientifica aliada ao terror. Vale pesquisar a quantidade de filmes em que equipes de astronautas são jogados no vazio com extraterrestres hostis e afins.  Tão incrível que nem o próprio Scott consegue superar sua obra-prima, como foi o caso do sepultador Alien Covenant.

Alien – O Oitavo Passageiro e a nova estância do terror

O Exorcista, de Willam Friedkin (1974)

Enquanto Scott funde a ficção e o terror, Willam Friedkin agregou o drama familiar. Ao mesmo tempo que descobriu que exorcismos era apavorante, ele conseguiu dar ao cinema de terror a formula de personagens mais críveis e com problemas tridimensionais. Essa mistura resultou em mais um sub-gênero: o de exorcismos.

Terror além do paranormal com O Exorcista

Infelizmente, não há espaço o suficiente para destacar vários clássicos que o cinema apresentou neste período. Porém, na próxima semana entrarei com as décadas 1980 e 1990.

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