Portador de paralisia cerebral, Samuel Bartolin vem a Brasília para completar pela 1ª vez um triatlo

Ariadne Marçal

Rosana Jesus
rosana.jesus@jornaldebrasilia.com.br
“Sei que vim ao mundo com um propósito”. É com essa frase que Samuel Bartolin explica a paixão pelo esporte. A paralisia cerebral não impediu o atleta de 28 anos de superar o auto-preconceito e conquistar o pódio da superação. Formado em direito e em educação física, o corredor conta que o próximo sonho é concluir, com sucesso, a prova de triatlo da Challenge Cerrado, que ocorre amanhã, na Prainha do Lago Sul, às 6h.

Samuel veio de Barreiras, na Bahia, para participar da competição. Para completar o percurso de 750m de natação, 20km de bicileta e 5km de corrida, ele deve levar cerca de duas horas a mais do que os demais competidores.

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Samuel treina duas horas por dia e folga apenas uma vez na semana. A rotina pesada, porém, é o que o motiva. “Não imagino minha vida sem o esporte. Para falar a verdade, eu não posso e nem quero parar de treinar. Mas é uma dependência que me faz bem e me incentiva a querer ser melhor cada vez mais”, enaltece.

Prematuro, o triatleta dividiu a barriga da mãe por seis meses com o irmão gêmeo, que morreu logo depois do parto. De acordo com o diagnóstico dos médicos, a paralisia de Samuel o impediria de andar e isso seria irreversível. Mesmo assim, a mãe do pequeno ‘Samuca’ não desistiu. Com algumas orientações fisioterapêuticas, ela mesmo começou a fazer os exercício no filho, que conseguiu andar aos sete anos de idade. “A deficiência não me impediu de ter uma infância alegre e com muitos amigos. O dia mais feliz foi aos quando andei pela primeira vez”, lembra Samuel, emocionado.

Tempo difícil

Mas a fase ruim ainda estaria para chegar. Foi na adolescência que Samuel começou a se menosprezar e pensar em desistir. Foram quatro meses de depressão que fizeram um jovem de 16 anos se sentir inferior. O auto-preconceito levou Samuel a notar que ele seria o único capaz de mudar sua história. “Eu me achava incapaz e me dava por derrotado antes mesmo de tentar. Então, comecei a culpar a paralisia pelo meu baixo rendimento escolar e por qualquer coisa”, conta o atleta.

No esporte desde os 11 anos, Samuel foi morar sozinho aos 19.. Foi em Fernandópolis (SP) que o jovem começou correr por incentivo do personal trainer. Hoje, ele corre 10 km. Na mesma época ele conclui as duas faculdades de direito e educação física.

Serviço

Interdição do Trânsito em Brasília durante as provas
Sábado: o fechamento será na via L4, da PGR até a Unieuro. A Segunda Ponte também ficará interditada. (bloqueado até as 9h).A Segunda Ponte será fechada nas duas faixas sentido Lago Sul / Plano Piloto.
Domingo: as vias serão fechadas de 4h às 14h30. Uma faixa da L4 estará interditada da Segunda Ponte até a Unieuro. O acesso à entrada do Pontão também será fechado.

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