Mundial Sub-20, que começa nesse sábado, revelou Maradona ao mundo

Reprodução

Grandes craques do futebol já passaram pelo Mundial Sub-20. E essa tradição da competição que se inicia na madrugada dessa sexta para sábado começou logo cedo, em sua segunda edição, em 1979. Ninguém nada menos do que Diego Maradona brilhou no torneio daquele ano e ainda levou a Argentina ao seu primeiro título. A partir dali, Maradona se apresentou ao mundo e viveu uma ascensão meteórica rumo ao estrelato que o consagraria como um dos maiores de todos tempos no esporte.

Confira o resumo de cada edição do Mundial Sub-20:

1977
O primeiro Mundial Sub-20 foi disputado no ano de 1977 e teve a Tunísia como sede, num esforço claro da Fifa de promover o continente africano. O torneio, porém, ainda não era valorizado e os times disputaram com jogadores desconhecidos, sem pouca expressão. Os jogos sequer eram televisionados para a maioria dos participantes. A União Soviética, com um futebol de força, prevaleceu e ficou com o título. Muito também pelo fato de boa parte de seus atletas terem estourado a idade-limite. Porém como o regime socialista não forçava a certidão de nascimento exata, os atletas se inscreviam apresentando a idade que bem entendessem.

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O BRASIL: A Seleção Brasileira foi dirigida por Evaristo de Macedo, que não contou com nenhuma estrela em seu plantel. Mesmo assim o time conseguiu chegar às semifinais, onde caiu para o México na disputa de pênaltis. Como consolo o terceiro lugar, alcançado com uma goleada de 4 a 0 sobre o rival Uruguai. O destaque ficou por conta do meia Quina, que terminou na artilharia com quatro gols.

1979
A Ásia foi o continente escolhido para o Mundial Sub-20 de 1979 e o Japão recebeu o torneio, que dessa vez não contou com a participação da Seleção Brasileira, que não se classificou nas preliminares sul-americanas. Porém os latinos se fizeram bem representar com a Argentina, liderada por um jovem meia que anos mais tarde encantaria o mundo com um grande futebol: Diego Armando Maradona. Dieguito liderou os platinos à conquista do título, que veio numa final contra a União Soviética, então campeã. Os argentinos ganharam por 3 a 1 e ainda fizeram o artilheiro, Ramon Diaz, com oito gols.

O BRASIL: Não disputou

1981
Dando sequência a um rodízio de continentes, a Oceania, por intermédio da Austrália, recebeu o Mundial Sub-20 de 1981. O torneio foi feio tecnicamente e vencido, com certa facilidade, pela Alemanha Ocidental, que na final goleou o surpreendente Catar por 4 a 0. O time asiático, que fez história, tinha um brasileiro como técnico, Evaristo de Macedo. Outra surpresa foi o oportunista atacante australiano Mark Koussas, que ficou com a artilharia, com quatro gols.

O BRASIL: Foi justamente o Catar de Evaristo de Macedo que eliminou a Seleção Brasileira nas quartas-de-final com uma vitória por 3 a 2. O time canarinho porém saía com um saldo positivo, pois revelava um grande zagueiro, Mauro Galvão. O destaque do time foi o meia Geovani, do Vasco.

1983
Em 1983 o México recebeu o Mundial Sub-20 e pela primeira vez na história a Seleção Brasileira, liderada pelo técnico Jair Pereira, conquistava um título. O torneio contou com uma média de público superior a 36 mil pagantes por jogo, recorde até hoje. Além dos brasileiros se destacaram alguns nomes, sendo o principal deles o atacante holandês Van Basten.

O BRASIL: A Seleção Brasileira não teve problemas para passar por um grupo com Holanda, Nigéria e União Soviética na primeira fase. Depois goleou a Tchecoslováquia nas quartas-de-final com uma goleada por 4 a 1 e superou a zebra Coréia do Sul nas semifinais. Na grande decisão um adversário sob medida: a Argentina, que sucumbiu por 1 a 0 graças a um gol de Geovani, novamente o astro da companhia e artilheiro com seis gols. Outros destaques do time eram o volante Dunga e o lateral Jorginho. O time-base do Brasil tinha: Duarte, Jorginho, Bagatini, Camarin e Bonifácio; Dunga, Gilmar Popoca, Geovani e Vilela; Santos e Ferreira.

1985
Dois anos depois, quando a Europa sediou o Mundial Sub-20 pela primeira vez, tendo a União Soviética como palco, a Seleção Brasileira conquistou seu bicampeonato. A edição ficaria marcada porque pela primeira vez os países passaram a levar o torneio a sério, as emissoras de televisão compraram com mais empenho os direitos de transmissão e atletas de mais nível foram relacionados. Alguns se destacaram depois pelas seleções principais de seus países, casos do goleiro colombiano Higuita, do mexicano García Aspe e dos búlgaros Balakov e Kostadinov. O torneio teve três artilheiros: Sebastian Losada e Fernando Gómez (Espanha) e Monday Odiaka (Nigéria), porém estes carregam a marca de goleadores com menos número de gols em toda a história da competição.

O BRASIL: A Seleção Brasileira era dirigida pelo técnico Gilson Nunes, que pouco antes do torneio cortou o atacante Romário, então desconhecido, por indisciplina. O time brasileiro venceu com tranqüilidade, passando sem sustos na primeira fase por um grupo composto por Espanha, Arábia Saudita e Eire. Nas quartas-de-final o Brasil goleou a Colômbia por 6 a 0 e fez o goleiro Eduardo Niño (que depois defenderia o Botafogo) cansar de ir buscar bolas em sua rede. Nas semifinais vitória sobre a surpreendente Nigéria. Por fim a decisão, que terminou com vitória de 1 a 0 sobre a Espanha, com um gol do zagueiro Henrique. O time canarinho contava ainda com alguns destaques, como o goleiro Taffarel, o meia Silas (eleito o melhor do torneio) e o atacante Müller. O time-base tinha: Taffarel, Luciano, Luis Carlos, Henrique e Dida; João Antônio, Balalo, Tosin e Silas; Müller e Gérson.

1987
Em 1987 o Chile recebeu o Mundial Sub-20, o primeiro disputado na América do Sul. Porém os europeus levaram a melhor e ficaram com o título tendo a Iugoslávia como campeã. Um vencedor sem contestação, que até hoje ostenta o título de melhor ataque de toda a história do torneio, com média de 2,44 gols por jogo. O time contava com astros como Robert Prosinecki (eleito o melhor do torneio), Zvonimir Boban, Davor Suker e Predrag Mijatovic. Porém o título só veio nas cobranças de pênaltis, após empate por 1 a 1 no tempo normal com a poderosa Alemanha.

O BRASIL: A Seleção Brasileira novamente teve Gilson Nunes como técnico, só que dessa vez sem o mesmo brilhantismo de antes. Apesar disso a equipe chegou às quartas-de-final e caiu de pé, por 2 a 1, para a Iugoslávia, que ficaria com o título. Os destaques do time canarinho foram o zagueiro André Cruz, o volante César Sampaio e o meia Bismarck.

1989
Em 1989 a Ásia voltou a sediar um torneio, dessa vez com a Arábia Saudita. O título novamente foi dos europeus, ficando com Portugal, que foi o campeão com menos gols marcados em toda a história, apenas seis ao longo da edição, sendo dois neles na final contra a Nigéria (2 a 0). O russo Oleg Salenko e o português Fernando Couto foram alguns dos poucos destaques de um torneio fraco tecnicamente.

O BRASIL: A Seleção Brasileira teve Renê Simões como técnico e fez uma boa campanha, com 100% de aproveitamento na primeira fase e uma vitória sobre a Argentina nas quartas-de-final. Novamente o Brasil caiu para o campeão, Portugal, nas semifinais, por 1 a 0. O meia Bismark foi eleito o melhor jogador do torneio, que contou ainda com alguns destaques como o goleiro Carlos Germano, o lateral-esquerdo Leonardo e o atacante Sonny Anderson.

1991
Foi no Mundial Sub-20 de 1991 que Portugal, jogando em casa, viu nascer uma de suas maiores gerações, com jogadores do nível de Luis Figo, Jorge Costa e Rui Costa. Porém o grande destaque do torneio foi outro lusitano, Peixe, que jamais brilhou pela seleção principal. O torneio foi marcado também pelas decepções protagonizadas por argentinos e uruguaios, que sequer passaram para a segunda fase. Dentre as revelações da competição estavam o inglês Andy Cole e o sueco Patrik Andersson. Com sua geração de ouro Portugal ficou com o título, superando o Brasil na final por 4 a 2 nas cobranças de pênaltis, após empate sem gols no tempo normal.

O BRASIL: O time que ficou com o vice-campeonato em território português era comandado pelo técnico Ernesto Paulo e tinha como uma de suas principais atrações o lateral-esquerdo Roberto Carlos, então no União São João-SP. Outros atletas revelados nesta edição foram o meia Djair e o atacante Paulo Nunes.

1993
Em 1993 a Austrália sediou o evento, que teve bom nível técnico. Assim como os profissionais conseguiram em 1970, os juniores da Seleção Brasileira fizeram do país o primeiro a conquistar o título mundial pela terceira vez. Além dos brasileiros se destacaram individualmente o camaronês Marc-Vivien Foe, que viria a falecer dez anos depois durante uma Copa das Confederações, e o alemão Dietmar Hamann.

O BRASIL: A Seleção Brasileira esteve longe de empolgar na primeira fase, quando empatou sem gols com Arábia Saudita e derrotou Noruega e México com muita dificuldade. Porém a sorte cruzou o caminho do time canarinho, que encontrou adversários fracos tecnicamente nas fases seguintes. Dessa forma o Brasil passou por Estados Unidos e Austrália, antes de bater a surpreendente e habilidosa Gana na final por 2 a 1. Dentre os destaques da equipe dirigida pelo técnico Júlio César Leal estavam o goleiro Dida, o volante Marcelinho Paulista e o meia Adriano. O time-base era composto por: Dida, Bruno, Gelson Baresi, Juarez e Hermes; Marcelinho Paulista, Pereira, Adriano e Yan; Gean e Catê.

1995
O Qatar sediou o Mundial Sub-20 de 1995 que teve a Argentina como campeã pela segunda vez. O time platino ficou com o título após bater o Brasil na final por 2 a 0. Os argentinos tinham como destaque o lateral-esquerdo Sorín, que depois brilharia no futebol brasileiro com a camisa do Cruzeiro. Outros atletas que se destacaram na competição foram Paulo Wanchope, da Costa Rica, Hidetoshi Nakata, do Japão, além dos espanhóis Fernando Morientes, Iván de la Peña e Joseba Etxeberria, este último que ficou com a artilharia com sete gols.

O BRASIL: A Seleção Brasileira que foi superada na decisão pela Argentina tinha novamente o técnico Júlio César Leal no comando. O time teve como grande destaque em campo o atacante Caio, que depois rodou vários clubes de ponta do Brasil como São Paulo, Santos, Botafogo, Flamengo e Fluminense. Outros atletas que se destacaram foi o goleiro Fábio, hoje no Cruzeiro, e o volante Zé Elias.

1997
O Mundial Sub-20 continuou na Ásia em 1997, dessa vez tendo a Malásia como sede. O histórico envolvendo o campeão também se repetiu, com a Argentina chegando ao seu terceiro título mundial após superar o Uruguai na grande final. Os argentinos contaram com uma geração brilhante, composta, dentre outros por Riquelme, Aimar, Cambiasso e Samuel. Além deles o Mundial revelou outros grandes astros, como o inglês Michael Owen, os franceses Nicolas Anelka, Thierry Henry e David Trezeguet e os uruguaios Nicolás Olivera (eleito o melhor jogador do torneio) e Marcelo Zalayeta.

O BRASIL: Apesar de ter sido eliminada pela Argentina nas quartas-de-final, a Seleção Brasileira viveu momentos mágicos na Malásia, como as goleadas de 10 a 3 sobre a Coréia do Sul e 10 a 0 sobre a Bélgica, essa a maior de toda a história da competição. O time com vocação ofensiva era comandado pelo técnico Toninho Barroso e tinha alguns destaques como os laterais Paulo César e Athirson, os meias Pedrinho e Alex e o atacante Fernandão. O artilheiro do torneio também foi um brasileiro, Adaílton, que balançou as redes adversárias em dez ocasiões.

1999
A edição de 1999 do Mundial Sub-20, disputada na Nigéria, teve a Espanha como campeã, com um time que tinha Gabri e Xavi como destaques. O torneio contou com algumas zebras, como Mali, que ficou com a terceira posição, e o Japão, que foi finalista, caindo por 2 a 0 diante do espanhóis. O torneio teve poucos destaques individuais, dentre eles o zagueiro mexicano Rafael Márquez e o atacante paraguaio Roque Santa Cruz.

O BRASIL: O time brasileiro esteve longe de apresentar um bom futebol e perdeu para a campeã Espanha logo no jogo de abertura. A eliminação veio diante do Uruguai, nas quartas-de-final. O time, comandado pelo técnico João Carlos, teve como destaques o zagueiro Juan, o lateral-esquerdo Fábio Aurélio e o meia Ronaldinho Gaúcho.

2001
Jogando em casa a Argentina não desperdiçou a oportunidade de ganhar seu quarto título mundial, conquistado de maneira brilhante com um triunfo sobre Gana na grande final. A conquista foi merecida por uma equipe que ganhou seus sete jogos, marcando 27 gols e tendo o artilheiro, Pablo Aimar, com 11 gols. Outros destaques do conjunto argentino foram Javier Saviola e D’Alessandro. Fora os argentinos, outro atleta que se destacou foi o atacante Landon Donovan, dos Estados Unidos.

O BRASIL: A Seleção Brasileira contava com jogadores de excelente nível técnico, como os meias Júlio Baptista e Kaká e o atacante Adriano. O time canarinho, dirigido por Sebastião Rocha, caiu para Gana nas semifinais.

2003
A Seleção Brasileira reencontraria o título em 2003, na edição disputada nos Emirados Árabes Unidos, que foi jogada sob tensão devido à invasão iraquiana por parte dos Estados Unidos. Os sul-americanos mostraram a sua supremacia, pois a Colômbia chegou em terceiro lugar e os argentinos acabaram na quarta colocação.

O BRASIL: A Seleção Brasileira conquistaria o título na final contra a Espanha, com um gol de Fernandinho aos 42 minutos do segundo tempo. O time porém começou mal o torneio, terminando a primeira fase com apenas quatro pontos. Porém a equipe do técnico Marcos Paquetá, que contava com destaques como Nilmar, Dagoberto e Daniel Carvalho, foi crescendo até à final. O time-base tinha: Jefferson, Daniel Alves, Alcides, Adaílton e Adriano; Jardel, Dudu Cearense, Juninho e Daniel Carvalho; Dagoberto e Nilmar.

2005
Tendo Lionel Messi, que terminou na artilharia com seis gols, como grande destaque, a Argentina chegou ao seu quinto título mundial sub-20 superando a Nigéria por 2 a 1 na grande final. A competição em 2005 foi realizada na Holanda e teve baixo nível técnico segundo os observadores da final, na maioria treinadores de seleções principais.

O BRASIL: A Seleção Brasileira em nenhum momento apresentou um grande futebol e foi até muito ter conseguido chegar às semifinais, onde caiu para a Argentina com uma derrota por 2 a 1. Mesmo placar que o Brasil fez para bater Marrocos e assegurar a terceira posição. O time, dirigido pelo técnico Renê Weber, era fraco tecnicamente e dentre os que se salvaram estavam o volante Arouca e o atacante Rafael Sóbis.

2007
O Canadá se credenciou a receber o Mundial Sub-20 de 2007 e a organização foi considerada exemplar, apesar da pouca tradição do país anfitrião no futebol. Curiosamente a Argentina decidiu o título contra a República Tcheca numa reedição do jogo de abertura do torneio, que terminou empatado sem gols. Na grande decisão, porém, os sul-americanos fizeram 2 a 1, confirmando a soberania na categoria.

O BRASIL: A Seleção Brasileira foi um verdadeiro fiasco no Mundial Sub-20 do Canadá. Após sofrer para garantir a classificação para a segunda fase, o escrete canarinho foi eliminado pela Espanha nas oitavas de final. O time dirigido pelo desconhecido Nelson Rodrigues tinha como principal estrela da companhia o atacante Alexandre Pato, que tinha despontado no ano anterior pelo Internacional.

2009
No último Mundial, em 2009, no Egito, a seleção de Gana deu ao continente africano o primeiro título. Os ganeses mostraram um futebol envolvente e mereceram o título em uma final contra a Seleção Brasileira. A conquista veio nas penalidades, após empate sem gols no tempo normal e na prorrogação. A grande surpresa do torneio foi a Costa Rica, que ficou nas semifinais, sendo eliminada pelo Brasil.

O BRASIL: A Seleção Brasileira, dirigida pelo técnico Rogério Lourenço, tinha um time de muita qualidade técnica. O meio-de-campo era o ponto forte, com uma dupla de apoiadores composta por Paulo Henrique Ganso, do Santos, e Giuliano, do Internacional. Os dois tinham a responsabilidade de municiar uma dupla de frente composta por Alex Teixeira e Alan Kardec. O Brasil passou sem maiores sustos da primeira fase e despachou o Uruguai nas oitavas de final com um triunfo por 3 a 1. As quartas de final reservaram um emocionante confronto com a Alemanha, vencido por 2 a 1 na prorrogação. Contra a zebra Costa Rica, nas semifinais, uma suada vitória por 1 a 0. Já no jogo final, contra Gana, nada de gols e, nos pênaltis, os africanos levaram a melhor.

2011
O Mundial de 2011 chegou à Colômbia com a promessa de uma competição muito equilibrada e de fato aconteceu. Os europeus se fizeram representar com bons times, como Portugal, que chegaria ao segundo lugar, e a França. O México começava a despontar como potência das categorias de base e tinha ali o time que um ano depois derrotaria a Seleção Brasileira na final dos Jogos Olímpicos de Londres. O Brasil, porém, acabou fazendo prevalecer seu bom futebol e derrotou Portugal na final, por 3 a 2, na prorrogação.

O BRASIL: A Seleção Brasileira, dirigida pelo técnico Ney Franco, chegou a este torneio com um bom time em valores individuais, que contavam com peças como o lateral-direito Danilo, o volante Casemiro e os meias Oscar e Philippe Coutinho, todos hoje destacados em seus clubes na Europa. Oscar, por sinal, foi o grande nome da decisão contra Portugal, marcando os três gols canarinhos. Porém, o artilheiro do torneio e que ganhou os prêmios de chuteira de ouro e craque do Mundial foi o atacante Henrique, então no São Paulo, e que depois nunca conseguiu se firmar. Hoje ele forma o elenco do Botafogo, mas é tratado como reserva

2013
A Turquia recebeu a edição de 2013, uma das mais fracas da história tecnicamente falando. Talvez, muito pelo fato de Brasil e Argentina não terem conseguido sequer a classificação. O nível do torneio foi criticado pelos observadores da final e a final não poderia ter tido um resultado mais expressivo: 0 a 0. Melhor para a França, que bateu o Uruguai nos pênaltis e conquistou seu primeiro caneco da categoria.

O BRASIL: A Seleção Brasileirão não disputou

2015
O Mundial de 2015 foi marcado por um nível de competição forte e por muitos atletas que já eram titulares em suas equipes pelo mundo. Mais uma vez o continente africano mostrou força, mas Mali e Senegal pararam nas semifinais e a Sérvia decidiu o caneco com o Brasil. Em um duelo dramático, definido no fim da prorrogação, os sérvios ganharam por 2 a 1.

O BRASIL: A competição revelou o técnico Rogério Micale, que um ano depois levaria o Brasil a conquistar a tão sonhada medalha de ouro nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. A Seleção Brasileira sofreu principalmente quando teve que bater Portugal e Uruguai nas oitavas e quartas de final, respectivamente, nos pênaltis. A goleada de 5 a 0 sobre Senegal deu a impressão de que o título viria, mas não foi o que se viu diante dos sérvios. A principal estrela brasileira foi o meia Gabriel Jesus, negociado pelo Palmeiras dois anos depois para o Manchester City.

Todos os campeões:

Ano – Sede – Campeão
1977 – Tunísia – União Soviética
1979 – Japão – Argentina
1981 – Austrália – Alemanha Ocidental
1983 – México – Brasil
1985 – União Soviética – Brasil
1987 – Chile – Iugoslávia
1989 – Arábia Saudita – Portugal
1991 – Portugal – Portugal
1993 – Austrália – Brasil
1995 – Qatar – Argentina
1997 – Malásia – Argentina
1999 – Nigéria – Espanha
2001 – Argentina – Argentina
2003 – Emirados Árabes Unidos – Brasil
2005 – Holanda – Argentina
2007 – Canadá – Argentina
2009 – Egito – Gana
2011 – Colômbia – Brasil
2013 – Turquia – França
2015 – Nova Zelândia – Sérvia

Títulos por país:

ARGENTINA: 6
BRASIL: 5
PORTUGAL: 2
ESPANHA: 1
FRANÇA: 1
IUGOSLÁVIA: 1
SÉRVIA: 1
UNIÃO SOVIÉTICA: 1
ALEMANHA OCIDENTAL: 1
GANA: 1

Artilheiros:

1977 – Quina (Brasil) – 4 gols
1979 – Ramon Diaz (Argentina) – 8 gols
1981 – Mark Koussas (Austrália) – 4 gols
1983 – Geovani (Brasil) – 6 gols
1985 – Sebastian Losada e Fernando Gómez (Espanha) e Monday Odiaka (Nigéria) – 3 gols
1987 – Witczek (Alemanha) – 7 gols
1989 – Oleg Salenko (União Soviética) – 5 gols
1991 – Cherbakov (União Soviética) – 5 gols
1993 – Zambrano (Colômbia), Nieto (México) e Faklaris (Estados Unidos) – 3 gols
1995 – Joseba Etxeberria (Espanha) – 7 gols
1997 – Adaílton (Brasil) – 10 gols
1999 – Pablo (Espanha) e Dissa (Mali) – 5 gols
2001 – Pablo Aimar (Argentina) – 11 gols
2003 – Fernando Cavenaghi (Argentina), Dudu Cearense (Brasil), Ed Johnson (Estados Unidos) e Sakata (Japão) – 4 gols
2005 – Messi (Argentina) – 6 gols
2007 – Agüero (Argentina) – 6 gols
2009 – Dominic Adiyiah (Gana) – 8 gols
2011 – Henrique (Brasil), Álvaro Vázquez (Espanha) e Alexandre Lacazette (França) – 5 gols
2013 – Ebenezer Assifuah (Gana) – 6 gols
2015 – Viktor Kovalenko (Ucrânia) e Mervo Bence (Hungria) – 5 gols

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