Lutador brasiliense se prepara para luta em Las Vegas

Foto: Ariadne Marçal

Pedro Marra
torcida@jornaldebrasilia.com.br
Com um cartel invicto no MMA, o lutador brasiliense Renato Carneiro, de 28 anos, conhecido como Moicano, estará no UFC 214, no próximo dia 29, em Las Vegas-EUA. Na semana passada, ele ganhou um combustível extra ao assumir a nona posição do ranking do peso pena. E, se tudo ocorrer como ele espera, a tendência é subir ainda mais. Isso porque ele encara em Vegas o 8º melhor da categoria, o norte-americano Brian Ortega.

O brasiliense possui 11 vitórias e um empate no cartel e vem de dois triunfos na decisão dos juízes. No próximo dia 29, ele espera um desfecho um pouco menos demorado. “Estou bem esperançoso quanto a essa luta e feliz assim como na minha estreia”, diz Moicano. “Acredito que pode sair até uma finalização, estou bem motivado para vencer”, prevê.

Especialista em jiu-jitsu, Moicano terá que impressionar no octógono se quiser ganhar um dos prêmios individuais da noite. Em Vegas, ele irá concorrer contra algumas lendas do MMA. O combate principal, por exemplo, envolve a disputa do cinturão do peso meio-pesado entre Daniel Cormier e Jon Jones. Além deles, outras duas lutas envolverão disputa por cinturões. No peso-meio-médio, o norte-americano Tyron Woodley defende seu título de campeão diante do brasileiro Demian Maia. Já no peso-pena feminino, a brasileira Cris Cyborg luta com a norte-americana Tonya Evinger para ficar com o cinturão.

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O brasiliense possui 11 vitórias e um empate no cartel e vem de dois triunfos na decisão dos juízes

Para garantir o espetáculo ao público, Moicano se inspira exatamente em Jon Jones. Ele declara ser muito fã do astro norte-americano. “Eu acho ele completo. Apesar das condutas apresentadas fora do esporte (Jon Jones foi suspenso pela Agência Antidoping dos EUA (USADA) por um ano, em junho do ano passado, por consumo de drogas). Vai ser muito bom participar de um evento com ele”, comemora.

O início
Moicano começou a treinar jiu-jitsu em 2000, com apenas 11 anos. O MMA entrou na vida dele bem mais tarde, em 2009. “As coisas foram acontecendo. Há oito anos eu comecei a lutar, mas competir mesmo foi só em 2010 pelo Jungle Fight”, conta.

Para chegar até o atual 9º lugar do ranking do UFC na categoria pena, Moicano passou por preconceito de dentro da própria família. Ele confessa que decidiu se arriscar no meio da luta de forma “não oficial”. “Eu treinava escondido da minha mãe, porque a minha cabeça já estava longe, nos campeonatos. Ela achava que eu tinha de estar na faculdade, queria que eu fosse um advogado com uma posição estável. Muita gente vive uma vida que não quer”, comenta o lutador. Ele dividia o mundo das lutas com as aulas de direito, numa faculdade particular de Brasília.

Empenhado em continuar subindo no ranking, Moicano mira a médio prazo o cinturão da categoria pena, hoje do norte-americano Max Holloway. Para subir os degraus até lá, porém, há alguns outros bons nomes, como o do brasileiro José Aldo e Frankie Edgar.

Apesar de o apelido “Moicano” o acompanhar desde o início do mundo das lutas, ele foi “batizado” bem antes disso. E a família teve papel fundamental nisso. “Por volta da 4ª série, eu fiz uma aposta com o meu pai se fazia ou não o corte. Aí o pessoal da rua começou a me chamar de Moicano e eram os mesmos da academia de luta. Aí pegou”.

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