Futebol Candango: situação do Gama provoca incômodo

Até então alugado, o CT Ninho do Periquito passará à gestão do clube. Foto: Rafaela Felicciano/Cedoc

Pedro Marra
torcida@jornaldebrasilia.com.br

O fundo do poço do patrimônio gamense – relatado ontem no Jornal de Brasília – provoca incômodo não só no presente, como também no futuro. A perda de mais de R$ 3 milhões, materializadas na venda de mais de 40 apartamentos do edifício Flex Gama para quitar dívida com antigos dirigentes, fará com que o time trabalhe com orçamento reduzido para a temporada de 2018.

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Se serve de consolo para os torcedores, ainda há ao que se apegar. O diretor financeiro Arilson Machado esclarece que, ao final das vendas dos imóveis, sobraram ao clube, o Centro de Treinamento, um ônibus (comprado com a venda de um apartamento) e um hotel (de hospedagem do elenco).

Como o JBr divulgou, o Gama possuía como patrimônio 56 apartamentos do residencial Flex Gama, ao lado do Estádio Bezerrão – frutos da venda do terreno, em 2011. Ontem, Arilson esclareceu que, na verdade, apenas 42 foram repassados ao clube. Isso porque 14 unidades teriam sido negociadas em ações trabalhistas durante a gestão de Paulo Goyaz e Carlos Macedo.

“Tínhamos 42 apartamentos. Oito foram destinados a Gol Publicidade e Eventos Esportivos na ação judicial”, conta. Com isso, o clube ainda vendeu os 19 apartamentos restantes. Um deles, avaliado em R$ 250 mil, serviu para comprar um ônibus em 2015. “Os demais 18 apartamentos foram vendidos para investir no futebol e no hotel (onde o elenco se hospeda). Agora temos a garantia do Centro de Treinamento e a Timemania. Vamos fazer um time com pés no chão”, afirma Arilson.

Segundo o diretor financeiro, o acordo na Justiça entre clube e o ex-presidente Wagner Marques está apalavrado há cerca de um mês, faltando apenas a homologação do juiz para sancionar a sentença e pagar os 8 imóveis penhorados (destinados a Gol publicidade e eventos esportivos), no valor de R$ 2 mi. No processo consta o repasse de nove apartamentos.

“Na negociação, conseguimos convencê-los que 9 apartamentos era muito para o clube pagar. Então, o Wagner aceitou o pagamento de oito”, explica Arilson. O diretor confirmou o repasse de 15 apartamentos para ex-dirigentes – conforme consta no segundo processo, em que 11 foram para Wagner Marques e 4 para Agrício Filho. Com isso, o clube conseguiu garantir a aquisição do CT (até então em nome de Wagner).

Em reunião com a torcida no último dia 18 de junho, foi prometida a criação de um Portal da Transparência no site do clube “A gente pretende colocar um esclarecimento no site”, diz Arilson.

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