Com investimento menor, Brasília Vôlei aposta em elenco modesto

Shizuo Alves/Luan Comunicação

Pedro Marra
torcida@jornaldebrasilia.com.br

Depois de uma temporada em que conseguiu sua melhor campanha na história da Superliga – chegou a vencer uma partida nos playoffs –, o Brasília Vôlei encara a temporada 2017/18 com os pés bem mais colados ao chão. De volta ao comando técnico da equipe, Sérgio Negrão admite que um 10º lugar, entre as 12 participantes, não seria uma má campanha.

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  • Da equipe da temporada anterior, treinada por Anderson Rodrigues, saíram Paula Pequeno, Amanda Campos, Macrís, Andréia, Vivian Pellegrino, Sabrina, Silvana, Fernanda, Roberta e Larissa.
  • “A vantagem é o nosso projeto de 2016, incentivado da categoria de base e adulta, que permite aos empresários nos patrocinarem com o Imposto de Renda (IR), e não mais com verba de marketing”, comemora Negrão. Por meio da Lei de Incentivo ao Esporte (nº 11.438/2006), o Ministério do Esporte publicou no Diário Oficial da União o apoio de quase R$ 3 mi à equipe em 23 de março.

Com um investimento consideravelmente inferior – a Terracap, que no ano passado aplicou o patrocínio de R$ 1,4 milhão, deixou o time –, o elenco está quase totalmente reformado. Somente quatro jogadoras permaneceram e outras 14 chegaram.

“Claro que montei o time com uma expectativa. Se vai precisar de mais reforço, eu vou ter um pouco mais de tempo para observar como as jogadoras mais novas vão encarar a competição”, avalia Sérgio Negrão.

As 18 jogadoras do elenco –, entre remanescentes, contratadas e promessas da base –, se reuniram pela primeira vez em 1º de agosto. Como a primeira etapa de trabalhos é mais física do que técnica, o técnico Sérgio Negrão ainda não pode ter uma ideia mais real da qualidade que terá à disposição. Ainda assim, traça uma meta realista.

“Times como o Pinheiros (SP) montaram um grande elenco, o que não impede de ganharmos. Mas dificilmente a gente ganha de um Minas Tenis Clube e Praia Clube. Eu sou realista, acho que conseguimos ficar de 8º a 10º lugar. Seria sensacional se a gente conseguisse ir para os playoffs”, projeta.

Agarrada à esperança

Experiente e uma das referências para a equipe, a central Mari Helen, 33 anos, vê muita qualidade nas colegas. “Com a volta do Sérgio eu vejo o time em boas mãos, até mesmo porque temos atletas com muito potencial”, confia a jogadora, mas sem deixar de lamentar. “É muito triste perder um patrocínio depois de cinco anos de um projeto como o Brasília Vôlei.”

Promovida ao elenco principal, a jovem levantadora Vivian Lima, 17 anos, bastante elogiada pelo técnico Sérgio Negrão, avisa que brigará por uma posição entre as titulares.

Ela pretende aprimorar a performance em relação à temporada passada. “Acho que posso melhorar a minha atitude dentro de quadra”, diz ela. A brasiliense treinou no Centro de Desenvolvimento de Voleibol (CDV) em Saquarema (RJ) junto da seleção juvenil em torno de um mês, no começo do ano.

Das 8 contratadas, Aline Santos, 31 anos, se anima com o time. “Vim para mostrar que um grupo jovem pode surpreender”, aposta a ex-central do Rio do Sul.

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