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Do Alto da Torre

Velha novidade

Quando a Polícia Civil do DF divulga uma ação para combater fraudes em licitações, a reação geral é uma mistura de “eu já sabia” com “por que não estamos surpresos?”. O exemplo mais recente foi na última sexta-feira, com a Operação Monopólio, que promoveu uma série de diligências em empresas suspeitas de combinarem resultado de certames para lucrar sobre o Estado. Os alvos de agora teriam movimentado quase R$ 60 milhões, sem prejuízo calculado por enquanto. Se todo mundo já sabia e acontece governo após governo, por que ainda é notícia?

Elo fraco

Em primeiro lugar, a operação de sexta foi apenas parte de uma grande intervenção no setor, iniciada em meados de 2018, e que pode chegar a uma conclusão logo depois do Carnaval. No início, o foco eram concorrências no âmbito de administrações regionais, mas obviamente os fios podres estavam todos conectados e se tornou uma operação de larga escala. Administradores regionais parecem ser os elos mais frágeis e ao mesmo tempo mais passíveis de corrupção quando o assunto é governo. Talvez isso justifique porque os deputados costumam se estapear para indicar um.

Reação

Em diferença a momentos anteriores, desta vez o governo, na figura de Ibaneis Rocha, comentou abertamente sobre o tema, e prometeu aplicar a técnica empresarial de complience em cada setor ligado ao Buriti. Para quem não fala empreendedorês, trata-se de um conjunto de disciplinas e códigos para manter a empresa no rigor da lei. Parece básico, mas em terra de cego quem tem olho é rei. “Sabemos que essa cultura não muda tão rápido”, reconheceu o governador do DF, que ainda prometeu ação. “Onde estou encontrando (irregularidades), estou abrindo processos e encaminhando para a Polícia. Ainda teremos muitas novidades em relação a isso no DF”, frisou.

Novo no front

A ascensão de Ibaneis ao cargo mais alto da hierarquia administrativa do DF aumentou a relevância política de posições que, até então, eram mais conhecidas pela importância em bastidores. Considerando que a grande experiência do atual governador havia sido comandar a OAB-DF, agora todo figurão da Ordem e de entidades com peso parecido ganham holofotes. Portanto, a bola da vez é Délio Lins e Silva Júnior, atual presidente da OAB-DF.

Aperto de mãos

Na última semana, Délio participou do protocolar encontro entre o representante de sua categoria e o presidente do Tribunal de Justiça do DF e Territórios (TJDFT), que hoje em dia é o desembargador Romão Oliveira. Jogaram conversa fora, trataram de acordos e frivolidades, mas o importante mesmo, para os dois, é o registro de que o encontro aconteceu e que, especialmente para Délio, eles estão na pista.

Dois de nós

Por falar em TJDFT, dois representantes do tribunal candango estiveram presentes na primeira reunião técnica promovida pelo ministro da Justiça, Sérgio Moro, para tratar da recém-anunciada Lei Anticrime. Estiveram lá Fabrício Castagna Lunardi, titular do Tribunal do Júri de Samambaia e vice-coordenador da Escola de Formação Judiciária do TJDFT, e Newton de Aragão Filho, em atuação na 7ª Vara Criminal de Brasília.

Na letra da lei

Sob a promessa e premissa de endurecer o combate ao crime organizado, com reforço a medidas como execução da pena após a condenação em segunda instância e o cumprimento imediato da sentença do júri, o projeto deve ser encaminhado ao Congresso ainda esta semana. No que depender das bancadas do DF, tanto na Câmara quanto no Senado, já passou.

Para o mesmo lado

Diferenças políticas não são empecilho para que o ex-secretário de Desenvolvimento Econômico, Valdir Oliveira, e o atual ocupante do cargo, Ruy Coutinho, estejam em convergência e tenham afinidade. Tanto nos bastidores quanto publicamente, ambos têm trocado muitos elogios e, recentemente, estiveram juntos em um evento com participação do Sebrae-DF, cujo superintendente é o próprio Valdir.

Segue o fluxo

Valdir, que nunca escondeu a amizade com o ex-governador Rodrigo Rollemberg (PSB), foi um dos motivos pelos quais o setor produtivo se aproximou do último governo mesmo em momentos de baixa popularidade junto ao eleitorado. Ele também tem se colocado à disposição para fazer a mesma ponte na atual gestão, desta vez como representante do Sebrae, claro.

Mais médicos

Ruy Coutinho manteve toda a equipe que trabalhou com Valdir – subsecretários e corpo técnico – por reconhecer que algo de bom estava em movimento, e já começou a explicitar um pouco mais de sua visão como gestor. Coutinho apresentou, por exemplo, uma proposta para atrair grandes redes hospitalares para o DF, como forma de melhorar Saúde e Economia numa cajadada só.

Camisa rasgada

Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) se voltou para o Campeonato Candango – alguém tinha que fazer isso, né? Mesmo se tratando de uma liga com média de público abaixo da crítica, os mesmos problemas de outros lugares com torcidas organizadas existe. Assim, o órgão público recomendou a proibição das T.O.’s Ira Jovem, da Sociedade Esportiva Gama, e Facção Brasiliense, do Brasiliense Futebol Clube. Isso significa que ninguém caracterizado com as siglas das torcidas pode ir aos estádios. Já morreu gente nessa brincadeira e a ideia é evitar esse tipo de idiotice.

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