Do Alto da TorreEduardo Brito

Publicação: Quarta-feira, 26/08/2015
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Expectativa de polarização na corrida ao Buriti

O deputado federal Alberto Fraga (foto) é candidato ao Buriti em 2018. Claro, ele sabe muito bem que ainda é cedo para se consolidar a escolha de nomes. E existem outros nomes em sua vertente política. Mesmo assim, as conversas já se intensificaram e existe uma costura política em curso. Fraga acredita em uma tendência para a polarização na próxima campanha, entre o governador Rodrigo Rollemberg, de um lado, e o que ele chama de direita, de outra. Mas a esquerda não está fechada com o atual governador, antes muito pelo contrário. Fraga acredita que o PT lançará candidatura própria, assim como o PSOL e, eventualmente, até a Rede da ex-senadora Marina Silva.

Candidato competitivo

Embora o atual governo não esteja bem avaliado, Fraga aposta que Rodrigo Rollemberg será um candidato muito competitivo na próxima eleição. Respeita o talento político do governador e acha que  saberá construir uma aliança sólida. Mais, o deputado espera que Rollemberg se conecte com forças nacionais, de modo a reforçar-se. O PSDB, por exemplo, deve estar no palanque do atual governador. Isso garantirá a Rollemberg tempo significativo, talvez mesmo a fatia maior, na televisão e no rádio. 

Sete partidos e espaço na mídia

Pelas negociações já em curso, Fraga aposta que seu lado na corrida sucessória contará ao menos com sete partidos. Estarão nesse palanque DEM, PP, PMDB, PTB, PR, PPS e PRN. Com partidos menores, também dá para pensar em ter o maior tempo do horário eleitoral. O deputado duvida que PT e PMDB fiquem juntos para a sucessão, no Distrito Federal como no País. Nesse caso, o PT ficará isolado, ou com apenas o PCdoB e um ou outro nanico, à esquerda de Rollemberg.

Uma esfinge sucessória

Em tempo: após conversas longas com o senador José Antônio Reguffe, que se queixou amargamente do governador Rollemberg, Fraga não se convenceu de que Reguffe abra mão de se candidatar. Nem de que Reguffe será candidato. 

Cai desemprego no DF

Dados oficiais mostram uma queda no desemprego no Distrito Federal. Em junho, chegava a 14,2% da população economicamente ativa. Caiu em julho para 13,6%. Os números são da Pesquisa de Emprego e Desemprego, feita mensalmente. 

Lula e Dilma no alvo

Na CPI da Petrobras, ontem, o deputado federal brasiliense Izalci Lucas fez seis perguntas ao doleiro Alberto Youssef e ao ex-diretor Paulo Roberto Costa. As seis perguntas tinham os mesmos alvos. Eles mesmos: o ex-presidente Lula e a presidente Dilma Rousseff. Em todos os casos, Izalci apoiou-se em depoimentos feitos por eles no regime de delação premiada. Tanto Youssef quanto Costa esquivaram-se. Confirmaram os depoimentos, mas evitaram envolver Dilma e Lula.

Aprovada a Zona Franca

A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados aprovou ontem a admissibilidade da proposta de emenda à constituição do deputado brasiliense Rogério Rosso que cria a Zona Franca do Entorno do Distrito Federal, com estímulos fiscais pelo prazo de 50 anos. A zona se estende pelos municípios localizados a até 30 quilômetros da divisa do Distrito Federal. Indústrias  já instaladas poderão usufruir dos incentivos da ZFE. 

Projeto antiderrubada morre na praia

Pelo jeito, morreu na praia a tentativa de votar, na Câmara, um projeto de decreto legislativo que pretendia limitar as derrubadas empreendidas pela Agefis. O objetivo inicial seria proteger moradores de Vicente Pires, mas a coisa logo evoluiu, por motivos óbvios, para a orla do Lago Paranoá. O projeto chegou a ser assinado por 13 distritais, mas deve ser engavetado. Tem gente malvada assegurando que isso se deve ao apoio da opinião pública à retirada das “invasões de ricos”.

Fechado até para os colegas

Técnicos de empresas de águas e saneamento vinculados à Associação Brasileira das Empresas Estaduais de Saneamento, que faz convenção em Brasília, foram impedidos de visitar, ontem à tarde, a Estação de Tratamento de Esgotos Norte e a Estação de Tratamento de Água de Brasília. Era uma visita técnica, previamente programada. Só que o Sindágua — o sindicato que representa os empregados da Caesb — impediu a entrada dos técnicos, segundo eles até com  violência. A Polícia Militar chegou, mas preferiu não intervir. A associação fez um protesto público.

 

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