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Do Alto da TorreEduardo Brito

Publicação: Sexta-feira, 19/09/2014
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Transferência de votos não terminou 

 

Professor da Universidade de Brasília, o cientista político David Fleischer (foto) tirou suas conclusões a respeito da pesquisa Ibope revelada ontem. Acredita que Jofran Frejat tem como subir mais, pois o processo de transferência de votos ainda não se esgotou. As entrevistas do Ibope foram feitas entre segunda e quarta-feira, apenas dois dias depois da saída do ex-governador José Roberto Arruda. A informação mal chegou ao horário eleitoral obrigatório. “Está tudo muito em cima”, constata Fleischer. Ele acredita que, justamente por isso, os adversários poderão tentar manobra jurídica para evitar que Arruda mantenha espaços na televisão,  para deter esse processo.

 

Distância não é confortável

 

A situação melhor, inegavelmente, é de Rodrigo Rollemberg, embora a diferença entre os três principais candidatos esteja longe de ser confortável. Caso se leve em conta a margem de erro, a distância é pequena. Nem por isso, diz David Fleischer, o Ibope trouxe boas notícias para Agnelo Queiroz. Sua rejeição se mantém muito elevada e avaliação do governo, negativa. Fica o registro de que a ofensiva para mostrar trabalho e resultados tem conseguido um avanço nas intenções de voto.

 

Pauta cheia de emoções

 

A próxima terça-feira será de emoções fortes  em Brasília. O Tribunal Superior Eleitoral deve julgar três casos para lá de polêmicos. Começa pela impugnação do deputado Paulo Maluf, que tenta a reeleição. A seguir, vem o ex-prefeito César Maia, candidato ao Senado. Por fim, um caso complicado, o do deputado André Vargas, que não é candidato a nada, mas que sofre processo de perda de mandato movido pelo PT. 

 

De olho em caso semelhante

 

Tem gente da campanha do ex-governador José Roberto Arruda acompanhando a agenda do Tribunal Superior Eleitoral para conferir o julgamento de recurso do ex-deputado Paulo Rocha, do PT paraense. Querem ver, na verdade, se a Lei da Ficha Limpa é, para petistas, usada de forma diferente que para adversários do PT. É que, flagrado no mensalão, Paulo Rocha renunciou ao mandato de deputado para escapar ao processo. Seu caso era complicado: recebera dinheiro de Marcos Valério na boca do caixa do banco, o que fora comprovado. Tentou ser senador na eleição passada, mas escapou graças à decisão de que a Lei da Ficha Limpa só valia a partir das eleições de 2012. Paulo Rocha perdeu, mas quer concorrer de novo. No Tribunal Regional Eleitoral foi impugnado. Recorreu ao TSE. A lei é clara ao punir quem renunciou para fugir ao castigo. Foi por conta disso que o ex-governador Joaquim Roriz desistiu de disputar o Buriti quatro anos atrás.

 

Agenda positiva sub judice

 

Candidato à reeleição Cláudio Abrantes decidiu, como agenda positiva, defender os policiais militares e bombeiros que estão fazendo  sub judice o curso de formação. O distrital acha importante sensibilizar o GDF para garantir a permanência desse grupo nos quadros das instituições. Só no caso da Polícia Militar, 103 pessoas iniciam em 1º de outubro o curso de formação com pendências. Para o parlamentar, essa é uma demanda que deve ser prioritária na área da Segurança Pública e precisa de respaldo político e do apoio da opinião pública.  

 

Para legalizar a maconha

 

O Congresso pode estar às moscas durante estas semanas que antecedem as eleições, mas promete animar-se muito na semana que vem. E bem em uma segunda-feira. É que para esse dia está marcada a quinta audiência pública da Sugestão  8/2014, proposta popular de regulação da maconha no Brasil, que tem como relator o senador brasiliense Cristovam Buarque. Partidários da legalização da maconha prometem reunir-se a partir de 8h30 da manhã na portaria do Senado para acompanhar cada minuto de debate.

 

Nova alternativa de função

 

Pelo jeito, o ex-governador José Roberto Arruda não ficará no cargo, que prometeu aceitar, de motorista da primeira-dama do Distrito Federal. Também parece que ele não está lá com muita convicção de que o tucano Aécio Neves se elegerá presidente da República. Arruda afirmou ontem que a partir de 1º de janeiro começará a viajar por todo o País, em campanha pela candidatura do governador goiano Marconi Perillo, também do PSDB, a presidente da República. 

 

Sumiço de cavaletes cria confronto

 

Rolou um estresse básico ontem entre dois integrantes da mesma chapa, o candidato a governador Luiz Pitiman, do PSDB, e a distrital Eliana Pedrosa, do PPS, que concorre agora a federal. Tudo começou por conta do sumiço de cavaletes da campanha de Pitiman. Pior, parte deles reaparecia, mas nos horários em que é proibida sua exibição. Funcionários da campanha passaram a fiscalizar as peças. Ontem, dizem, flagraram uma caminhonete recolhendo os cavaletes e a seguiram, pedindo cobertura policial. Encontraram o material no Setor de Armazenagem e Abastecimento Norte, o SAAN, em um comitê compartilhado, de Eliana e de seu sobrinho Eduardo Pedrosa, que concorre a distrital.

 

Em barcos diferentes

 

A turma de Pitiman acusa o pessoal do comitê de ter levado os cavaletes — segundo os funcionários, mais de 500 — e tentado, para evitar o flagrante, incendiá-los. Os outros dizem que foi uma armação. Eliana Pedrosa, que fez campanha por todo o dia em Samambaia, diz que nunca deu essa ordem, nem teria qualquer motivo para fazer isso. É verdade que os dois estão em barcos diferentes, apesar da coligação partidária. Eliana apoiava José Roberto Arruda e, agora, Jofran Frejat. Ela assegura, porém, que tem boas relações pessoais com Pitiman e nada teria a ganhar mandando carregar cavaletes.

 

Mais caro fiscalizar que fazer

 

Embora seja difícil apontar responsáveis por isso, é verdade que a desaparição de cavaletes tornou-se generalizada no Distrito Federal. Como eles não andam, apesar de terem quatro perninhas, alguém os está carregando. Parte do sumiço pode ser atribuído ao vandalismo puro e simples. Eliana revela que também os seus cavaletes costumam desaparecer. “Nem por isso vou sair acusando o Pitiman”, diz. Também não parece existir uma saída para isso. A própria Eliana fez as contas. Constatou que custa mais caro fiscalizar as placas, faixas e cavaletes do que fazer novos.

 

Tá falado

 

 

"Agatha Christie está certa: qualquer malfeito precisa ter um motivo. Eu é que não teria nada a ganhar com isso. Pitiman não está fazendo mal a ninguém, muito menos a mim.  Nem é meu concorrente. Nada disso tem a menor lógica. Se eu tiver alguma coisa a ver com isso, podem me internar, colocar no hospício.", Eliana Pedrosa, distrital pelo PPS e candidata a deputada federal

 

 

 

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