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Do Alto da TorreEduardo Brito

Publicação: Quarta-feira, 22/10/2014
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Uma presidência suprapartidária

 

O Distrito Federal poderá ter, pela primeira vez em sua história, um presidente do Senado. O senador eleito José Antônio Reguffe prepara-se para lançar a candidatura a presidência do brasiliense Cristovam Buarque. Tem dois argumentos principais para isso. Primeiro, seria politicamente positivo organizar um movimento suprapartidário para a condução das Casas do Congresso na legislatura — e no governo — que se inicia. Seria interessante também, afirma Reguffe, “promover o resgate da instituição”. Cristovam, em sua opinião, é o nome certo para isso. 

 

Dá para confundir o eleitor

 

A confusão entre alianças locais e nacionais, no Distrito Federal, basta para confundir a cabeça de qualquer eleitor. A última novidade é um adesivo de camisa onde aparece a foto da candidata à reeleição Dilma Rousseff ao lado da foto do candidato ao Buriti, Jofran Frejat. De acordo com o material, a produção é de autoria do comitê central da candidata petista, que tem o PR, partido de Frejat, como um dos integrantes da coligação nacional encabeçada pelo PT.

 

Campo fértil

 

O próprio PT tem uma explicação para isso. Importante cacique petista constata que, em função dos ataques do senador Rodrigo Rollemberg ao partido e a Agnelo Queiroz, a equipe de Frejat achou campo fértil para buscar acesso aos eleitores do governador no primeiro turno. “Estão fazendo uma dobradinha branca por conta deles, de olho em 300 mil votos”, explica. De acordo com ele, ninguém no PT contestará iniciativas como essas. 

 

Para todos os gostos

 

Já em bottons onde aparece o nome do tucano Aécio Neves com o de Frejat, uma rápida pesquisa na Receita Federal revela um fato interessante: o CNPJ que assina o material publicitário da dobradinha não foi do PSDB, tampouco do PR. O partido que se responsabiliza pelo material é o Partido Ecológico Nacional, que em Brasília é comandado pelo deputado Alírio Neto. 

 

Salto alto

 

Ainda no capítulo do salto alto, dirigentes do PT acompanharam de perto uma sequência de incidentes envolvendo a direção do Sinpro, o sindicato dos professores, que pediu encontro com os dois candidatos para expor suas teses. Frejat interrompeu a agenda na segunda-feira e recebeu os sindicalistas em casa, na mesma hora. A equipe de Rollemberg respondeu por e-mail que marcaria  reunião com assessores da área. Os professores reagiram, avisando que a conversa era com os candidatos. Novo e-mail, recomendando que os sindicalistas comparecessem a uma roda de conversa de Rollemberg no Guará. Foi preciso que a direção do Sinpro informasse que não lhe interessava participar de um grupo de apoiadores para que o encontro fosse marcado. Para as 18h de hoje. 

 

Raad no carro de som

 

Comício marcado para Sobradinho, ontem à tarde, cabos eleitorais ativados, gente chegando e nada de aparecer o ex-secretário Jofran Frejat. O tempo correndo, informou-se enfim que Frejat precisara ir até a gravadora de campanha fazer, com urgência, uma nova mensagem para o horário eleitoral. Povão agitado, o ex-deputado Raad Massouh, ele mesmo, sobe no carro de som, digita um número no celular e consegue enfim falar com o candidato, que passou mensagem ao público. Raad não teve dúvidas. Avisou ao microfone que a gravação era mesmo muito importante, que Frejat voltaria outro dia e colocou um ponto final: “Podem deixar, que a gente marca”.

 

Ofensiva para rever lei que amplia poder do Buriti

 

Começou na Câmara Legislativa uma ofensiva para retirar três dispositivos de uma lei de 1999 que amplia poderes do Executivo em detrimento da própria Câmara. O primeiro signatário de um projeto que elimina esses dispositivos é o distrital Alírio Neto, ex-secretário de Justiça, secundado pelo também deputado Joe Valle. Graças a essa lei, o governador tem — desde 15 anos atrás — poderes para modificar vinculação e competência de unidades administrativas, aí incluídas empresas públicas. Pode também criar ou remanejar cargos, desde que não haja aumento de despesas. Bastará que comunique as alterações à Câmara Legislativa. O projeto de Alírio acaba de chegar à Comissão de Assuntos Sociais. 

 

Herança de Roriz

 

Quem fez aprovar a lei e a promulgou 21 dias após sua posse foi o então governador Joaquim Roriz. Ele voltava ao Buriti após vencer o antecessor Cristovam Buarque no segundo turno. Roriz era notório crítico da Lei Orgânica do Distrito Federal, que qualificava como “parlamentarista”, por condicionar qualquer remanejamento de verba a autorização prévia do plenário. É uma crítica feita, a propósito, por sucessivos governadores. 

 

Para todos os gostos

 

Autora de proposta de emenda à Lei Orgânica que tem praticamente o mesmo teor, a distrital Celina Leão espera que seu texto seja votado antes.

 

Pressão para rever maioridade penal

 

Andou fazendo contas o presidente regional do DEM, Alberto Fraga. Constatou que na nova Câmara dos Deputados há pelo menos 21 deputados identificados com a chamada “bancada da bala”. São nomes como Delegado Waldir (PSDB-GO), Jair Bolsonaro (PP-RJ), Delegado Eder Mauro (PSD-PA) e Moroni Torgan (DEM-CE), todos eles  os mais votados nos seus estados — como o próprio Fraga no Distrito Federal. Todos devem integrar a Frente Parlamentar da Redução da Maioridade Penal, registrada em setembro de 2013 por outro integrante da bancada da bala que se reelegeu, Fernando Francischini (SD-PR). Só para lembrar, o Distrito Federal elegeu também o delegado aposentado Laerte Bessa (PR), outro defensor da redução da maioridade. 

 

Tá falado


 
 
"Pesquisas recentes mostram que a maioria dos crimes tem o envolvimento de um menor de idade. Esses jovens após cometer o ato infracional cumprem medidas socioeducativas que podem durar no máximo três anos.  Em pouco tempo esses bandidos mirins já estão nas ruas matando, roubando, estuprando. Isso tem que acabar.", Alberto Fraga, deputado federal eleito pelo DEM-DF
 
 

 

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