Do Alto da TorreRedação JBr

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Publicação: Quinta-feira, 28/04/2016
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Tudo muito limpo 

Nada como um governo precavido. A Secretaria de Educação acaba de fazer contrato emergencial – exatos R$ 17.927.116,02 – para a prestação de serviços de limpeza, asseio, conservação e higienização. Ficou com a empresa Juiz de Fora Serviços Gerais. Contrato emergencial só se justifica se um serviço essencial for interrompido. E como as autoridades não sabiam que escolas e demais unidades de ensino precisam estar limpas e asseadas, e não havendo tempo de fazer um processo de licitação normal, a secretaria usou da emergência para fechar contrato de quase R$ 18 milhões, válido por seis meses – ou seja, a empresa vai faturar R$ 3 milhões mensais.  O que ninguém vai conseguir explicar é a necessidade daqueles dois centavos do final. 

 

Mais limpeza 

Mas não é só. A Juiz de Fora está dentro de mais dois contratos emergenciais da Secretaria de Educação. Um no valor de R$ 14.790.643,56 e outro de R$ 16.194.136,38. Ou seja: sem licitação, uma emergência, a empresa vai faturar R$ 48.821.895,96.


Ainda não deu

Gorou a primeira tentativa de garantir a reeleição para a presidência da Câmara Legislativa. A presidente Celina Leão achou melhor não arriscar, no que fez muito bem porque havia pelo menos 10 votos contrários no plenário. Há poucos deputados querendo botar tanta azeitona na empadinha da presidente, tantos meses antes do fim da atual legislatura.


De olho

Uma curiosidade da sessão: o presidente do PMDB, Tadeu Filippelli, que está dando expediente no Palácio do Jaburu com a turma de Michel Temer, acompanhou todos os movimentos na Câmara Legislativa. Ligou várias vezes para a presidente do PTB, Liliane Roriz, para medir a pressão no plenário.

 

Fona 

O governador Rodrigo Rollemberg tem tido conversas frequentes com o jornalista Paulo Fona, ex-assessor de imprensa do ex-governador Joaquim Roriz. Além da experiência com comunicação, Fona é reconhecido pelas capacidades de articulação e leitura política.

 

Entre santos e beatos 

Durante seus votos na reunião final da CPI dos Transportes, os deputados Ricardo Vale (PT) e Rafael Prudente (PMDB) declararam não ter visto atos duvidosos por parte do advogado Sacha Reck, apontado como um dos pivôs das supostas irregularidades na licitação de ônibus. O jurista teria prestado consultoria para o GDF, tendo laços com empresas que participaram do certame. Diante dessas falas, Raimundo Ribeiro (PPS) e Bispo Renato (PR) não deixaram o momento passar em branco e sugeriram que os colegas estariam tentando “canonizar” o advogado.  


Livros no lixo 

“Me perdoem. Sou advogado há mais de 30 anos. Se não há um conflito de interesse na atuação de Sacha Reck então temos que jogar fora todos os livros de direito. Essa tentativa de canonização do advogado não tem como prosperar. Falece logo na primeira análise”, alfinetou Ribeiro. Vale e Prudente revidaram, declarando que não estariam defendendo ninguém. Raimundo e Bispo Renato colocaram panos quentes, interrompendo a troca de farpas. Em tempo: em todos os depoimentos prestados à CPI, Sacha se declarou inocente e defendeu a licitação.  


Destinos 

O relatório final da CPI também será enviado para a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) do Paraná e para o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Segundo Raimundo Ribeiro, a instituição precisa ter conhecimento das empresas envolvidas neste caso.

 

É o amor 

Alguém no Banco de Brasília deve ser muito fã de música sertaneja. Só isso explicaria o fato do banco oficial do GDF investir R$ 90 mil, como patrocinador do show da dupla Zezé di Camargo e Luciano, conforme contrato assinado no último dia 19.

 

Sentindo o pulso 

A concessão do Centro Internacional de Convenções Ulysses Guimarães à iniciativa privada vai começar a ser debatida às 10 horas do próximo dia 5 de maio, em audiência pública. Os empresários interessados neste e em outros próprios do GDF já estão com as antenas ligadas para acompanhar os primeiros passos das Parcerias Público Privadas (PPPs) prometidas pelo GDF e os inevitáveis protestos. Querem sentir o pulso do governo para decidirem se vale a pena investir.

 

Mais dois personagens para a CPI da Saúde  

Além do deputado Cristiano Araújo (PSD), a CPI da Saúde também deverá ter os nomes de Wellington Luiz (PMDB) e, para surpresa geral da nação, Lira (PHS) - o autor do requerimento da comissão, que hesitou em levar os trabalhos à frente por razões, até o momento, confusas. Mas é tudo passado. Lira pediu o voto de confiança dos colegas e chegou a pleitear a presidência da comissão. Os distritais concordaram com a participação dele, afinal  é o pai da criança. Mas ficar com a presidência é um tanto improvável, diante da instabilidade do parlamentar na questão.           

Pedofilia na mira  

Martelo batido. Se a Câmara for levar uma CPI paralela à da Saúde, será para investigar a pedofilia. O requerimento é do deputado Rodrigo Delmasso (PTN).

 

Gestão na pauta

A expectativa é grande para a apresentação do Relatório de Gestão 2015 da Secretaria de Fazenda, hoje, às 10 horas, na Câmara Legislativa. “Gestão de quê?”, perguntam os oposicionistas.

 

Desafinando

Os deputados, aliás, poderiam  aproveitar a ocasião para perguntar por que o GDF cancelou os recursos orçamentários destinados à compra de instrumentos musicais para a Escola de Música, conforme está publicado no Diário Oficial. O dinheiro - R$ 1,6 milhão - foi realocado para a reforma de escolas de Ensino Fundamental, o que mostra, no mínimo, falta de planejamento.

 

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