Do Alto da TorreEduardo Brito

Publicação: Segunda-feira, 26/01/2015
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Valle deve ser novo xerife da Câmara 

No arranjo original da Mesa Diretora reservou-se a Corregedoria da Câmara Legislativa para um novato, o distrital Lira. No primeiro momento, o deputado aceitou. Depois pensou melhor. A Corregedoria é conhecida como uma faca de dois gumes, por funcionar como uma espécie de promotoria interna. De um lado, garante visibilidade ao titular, pois lhe cabe investigar e recomendar punições em caso de malfeitos de colegas. Pode aparecer como um xerifão. De outro, a posição causa desgaste entre os colegas, o que pode prejudicar seu desempenho no Legislativo. Lira recuou, mas já se estabeleceu um consenso. A Corregedoria deve ir agora para o distrital reeleito Joe Valle (foto), que já desempenhou com eficiência a função de relator em processos por quebra de decoro parlamentar. 

 

 

Com os cangurus

A propósito, Joe Valle não tem participado das últimas negociações na Câmara. Costuma explorar iniciativas de agricultura sustentável. Por essas e outras, está na Austrália.

 

 

Mais um na fila da CAF

Fora da Corregedoria, o distrital Lira está sendo impulsionado pelos companheiros do bloco evangélico rumo à presidência da Comissão de Assuntos Fundiários. Existe compromisso de entregar o posto a Telma Rufino, mas os aliados de Lira afirmam que o bloco de Telma já terá a vice-presidência, a primeira secretaria e ainda a presidência da Comissão de Economia, Orçamento e Finanças, a mais cobiçada de todas.

 

 

Só uma certeza

A bancada do Distrito Federal na Câmara dos Deputados deve rachar na escolha do futuro presidente. Pela contabilidade da turma, o petista Arlindo Chinaglia tem dois votos assegurados, o peemedebista Eduardo Cunha leva outros três e Júlio Delgado ganhará um. Dois votos ainda estão indefinidos. Sobre eles só há uma certeza: não irão para Chinaglia de jeito nenhum.

 

 

 

Até esse espaço ameaçado

Sem a Secretaria de Habitação, sem sua cadeira na Câmara dos Deputados e derrotado na eleição para o Senado, o deputado federal brasiliense Geraldo Magela corre o risco de perder também a Secretaria-Geral da executiva nacional do PT. Dentro do sistema de rodízio adotado pelo partido, está previsto que Romênio Pereira assuma o cargo. Mineiro, Romênio foi secretário de Assuntos Institucionais do PT.

 

 

Marcando espaço

A deputada distrital Telma Rufino, que assume sua influência sobre a região, e a administradora de Águas Claras, Patricia Fleury, organizam hoje à noite uma reunião com as entidades organizadas da cidade sobre as necessidades de melhorias na área da segurança pública em Águas Claras. De acordo com a parlamentar, que é moradora da região, já existe uma área destinada para a construção de uma delegacia e o projeto para a implementação do Batalhão do Corpo de Bombeiros está pronto.

 

 

Para manter em evidência

A sanção no último dia 13 de janeiro pelo governador Rodrigo Rollemberg da lei que cria o Programa Afroempreendedor foi um reforço ao movimento "Cláudio Abrantes de novo", que busca manter as atividades politicas do ex-distrital, agora primeiro suplente do PT na Câmara Legislativa e autor do projeto que gerou a legislação. Os seguidores, na maior parte cidadãos planaltinenses, se articulam nas mídias sociais com o propósito de manter a chama política acesa. Eles acreditam que sua saída impôs grande prejuízo a Planaltina que não elegeu nenhum distrital no último pleito. Daí uma das razões de fazer o possível para que Abrantes continue em evidência.

 

 

Deputados andando em círculos

A sinalização adotada na Câmara Legislativa tem mesmo indicações curiosas. Como na garagem usada pelos distritais. A sinalização horizontal, no piso, indica o sentido obrigatório, rumo à saída. Já a placa colocada bem avisa que esse mesmo sentido é contra-mão. Quem seguir as instruções (foto) provavelmente ficará circulando indefinidamente pela garagem, por toda a eternidade.

 

 

Informações nos pontos de ônibus

O distrital Chico Leite passou a cobrar do governo Rollemberg o cumprimento de lei, originária de projeto de sua autoria, que determina instalação, nos pontos de ônibus, dos quadros informativos sobre as linhas de ônibus. A lei fez aniversário em dezembro, mas até hoje não saiu do papel. Caso fosse aplicada, cada ponto teria afixado um painel informando quais as linhas de ônibus que o atendem, seu itinerário, a hora em que passa pelo local e o valor da tarifa. Além de aprovar o projeto, Chico Leite destinou R$ 800 mil para confeccionar e instalar os quadros. Não se sabe para onde foi o dinheiro, mas até agora não há painéis com as informações.

 

 

Não basta estar no papel

“Não basta estar no papel, não basta ter sido sancionada, é preciso vê-la funcionando de verdade no dia-a-dia da população”, reivindica Chico Leite. A lei, explica, pretende acabar com a desinformação e a falta de respeito para com os usuários do transporte coletivo, tornando obrigatória a afixação de quadro. “Informar à população os horários e itinerários dos ônibus é algo tão óbvio que pode parecer um absurdo ter que instituir essa prática por meio de lei”, reclama. Desde a promulgação se passou um ano, um mês e uma semana. Mudou o governo. A cobrança permanece.

 

 

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