Cine Brasília: Festival gratuito exibe 185 produções

Divulgação

Ícaro Andrade
icaro.andrade@jornaldebrasilia.com.br

Como um presente em comemoração aos seus 57 anos, Brasília recebe até domingo a 9ª edição do Festival Internacional de Filmes Curtíssimos, o Lobo Fest. O evento leva ao Cine Brasília 185 produções brasileiras e estrangeiras distribuídas em duas mostras competitivas e nove paralelas – recheadas com curtíssimos, curtas e longas-metragens.

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“A nossa intenção é apresentar ao público, no dia do aniversário da cidade, um conjunto de filmes que lancem olhares sobre a Brasilia do Século 21”, explica o jornalista Ulisses de Freitas, um dos integrantes da comissão de seleção dos filmes da mostra internacional.

Sobre os critérios usados pela comissão de seleção, Ulisses explica que a tarefa não foi fácil. “Foram muitos filmes avaliados. A obra pode chamar a atenção pela qualidade técnica ou pela criatividade que o diretor teve para driblar as condições da produção. Às vezes, a inventividade pode superar a falta de experiência. Tivemos que observar isso também, já que há muitos diretores novos”, explica.

Ao falar dos curtas candangos, Ulisses pondera: “Brasília sempre tem algo de diferente. Os curtas brasilienses têm tentado falar desta cidade que completa 57 anos de forma contundente, exprimindo seus problemas, sua busca por identidades e suas contradições, mesmo quando se trata de um filme de gênero (trash, suspense, drama)”.

O festival celebra ainda a estreia de dois longas nacionais. Joaquim, dirigido por Marcelo Gomes, é um dos destaques do festival e tem exibição marcada para hoje, às 17h. Uma dos competidoras da última edição do Festival de Berlim, a produção traz no enredo a trajetória de vida do inconfidente Tiradentes.

Já amanhã é a vez do documentário brasiliense Flor do Moinho, de Erika Bauer, ganhar às telonas. O filme faz um retrato sensível e delicado de Dona Flor, raizeira e parteira que vive no Povoado do Moinho, próximo a Alto Paraíso (GO). O filme pode ser conferido às 18h. A diretora vai aproveitar a ocasião para bater um papo com o público presente.

Segundo a diretora geral e idealizadora do evento, Josiane Osório, a marca do festival é seu caráter democrático. “Os filmes podem ser produzidos em qualquer ano e ter produção independente, portanto há uma expressão libertária no sentido em que todos têm uma dimensão ampla e plural em sintonia com o Lobo Fest”, destaca.

Ao longo do festival, ocupam o foyer do Cine Brasília atividades como lançamentos de livros e bate-papos para discutir assuntos referentes aos curtas visto na tela, além de questões sobre produção, difusão, exibição e as novas possibilidades dos festivais nos dias de hoje. No exterior do cinema há uma área de convivência com a participação de DJs e food trucks.

Saiba mais

Em meio às novidades desta edição estão as mostras Competitiva Curtíssimos de Animação, antiga demanda de participantes do festival; NY Portuguese Short Film Festival, com um recorte do novo cinema português; Veias Abertas, que traz dois longas-metragens colombianos; Do Outro Lado do Espelho, com curtas franceses e argentinos dirigidos por mulheres sobre questões do universo feminino; Magia e Encantamento, de animações francesas para assistir em família; e Mumia – Mostra Udigrudi Mundial de Animação, projeto idealizado em Belo Horizonte.

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