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Testemunha dá detalhes do homicídio cometido por filho de ex-BBB

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Rafaella Panceri
rafaella.panceri@grupojbr.com

Uma testemunha do homicídio cometido pelo filho de uma ex-BBB em Brazlândia conversou com o assassino minutos antes do crime. Palloma Patrícia de Oliveira, 23, estava no local e presenciou a situação antes de Jhefferson Gonçalves Nunes, de 22 anos, golpear André de Ataídes (foto acima), 28, com pelo menos cinco facadas pelo corpo. O crime ocorreu no último sábado (9).

“O suspeito e um amigo estavam muito alterados, sob efeito de drogas. E bebendo uísque. Eles discutiram com um grupo dentro da festa e foram levados para fora, para amenizar a confusão. Foi aí que ele disse que, como não era de Brazlândia, caso visse alguém olhando torto, ia matar”, relata a jovem.

Pouco depois, ela viu quando André de Ataídes chegou ao local e perguntou quanto custava o ingresso para a festa. “Vi de longe quando ele sentou no meio-fio. Os dois partiram para cima. A primeira facada foi perto da costela direita. O outro segurou André, e Jhefferson continuou”, narra.

Palloma de Oliveira tentou prestar os primeiros socorros. “Rasguei a camisa dele, vi que ele piscava e olhava para mim, chorava, mas não conseguia falar. Fiquei com ele o tempo todo e senti quando o coração parou de bater. Pouco tempo depois o Corpo de Bombeiros chegou, mas não tinha mais o que fazer”, lamenta. A jovem é amiga de infância de André de Ataídes. “Entrei em pânico”, admite.

Assassino está preso

Jhefferson Golçalves Nunes, 23, confessou o crime à Polícia Militar ao ser preso ontem (10), às 18h, no Setor Tradicional de Brazlândia. O soldado Everton Leite capturou o jovem em uma casa. “Uma viatura descaracterizada estava monitorando a região quando confirmou que ele estava na casa. Quando nos viu, ele pulou o muro e subiu em um telhado da casa vizinha. Mas caiu”, conta.

Ao ser pego, Jhefferson Nunes pediu que os policiais militares não fizessem nada contra ele e afirmou ser filho de uma ex-participante do Big Brother Brasil 17, Elis Nair. O soldado Everton Leite dá detalhes sobre a conversa com o rapaz. “Ele disse que vivia aqui há um mês e já tinha ligado para a mãe, pedindo um advogado”, conta.

O rapaz levou a polícia até a arma do crime, deixada onde ele passou a noite. “A faca estava no meio do mato, na região do Incra 8, bem perto de onde a festa aconteceu”, relata o soldado da PM. Outras testemunhas afirmaram que Jhefferson Nunes trabalhava como tatuador em Brazlândia há cerca de um mês, o que contraria a versão da mãe, Elis Nair, de que ele estaria internado em uma clínica de reabilitação.

Há um mandado de prisão contra Jhefferson Nunes expedido pela Polícia Civil de Goiás. Segundo a PM, o crime envolve cárcere privado mediante sequestro, mas o processo corre em segredo de justiça.

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