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Primeira-dama do DF homenageia garis durante café da manhã

O Dia do Gari é comemorado nesta quinta-feira (16) e a primeira-dama do Distrito Federal e madrinha do concurso de Miss e Mister Gari, Mayara Noronha, participou de cerimônia e café da manhã em homenagem aos profissionais no Salão Nobre do Palácio do Buriti.

Mayara afirmou que “é uma felicidade grande compartilhar esse dia com os garis do DF. Todos que chegam aqui em Brasília admiram a beleza da região e isso é graças a vocês. A cidade não seria tão linda se não fosse o trabalho de vocês”. Além disso, definiu que “ao apadrinhar esse projeto, tive a oportunidade de conhecer mulheres lindas por dentro e por fora. Pessoas que transmitem amor pelo que faz com sorriso no rosto e amor no coração sempre”.

Em um depoimento emocionado, a idealizadora do concurso, a fiscal operacional da Valor Ambiental Maria de Fátima Dias disse que os garis são sua inspiração. “Quando entrei na empresa, há oito anos, havia acabado de perder um filho. Inspirei-me nessas meninas. Esse projeto foi que me fez sair do buraco. Percebi que muita gente jogava a mangueira para elas beberem água e muitos jogavam o copo fora depois disso. Vi que elas precisavam de minha ajuda”, conta Fátima, que projetou o concurso em 2015 com o intuito de valorizar a profissão.

O Dia do Gari surgiu em homenagem ao francês Pedro Aleixo Gary. Foi ele quem firmou o primeiro contrato com o Ministério Imperial, em 11 de outubro de 1876, para realizar a limpeza do Rio de Janeiro. Daí, sempre que havia algum lugar sujo, mandavam chamar a turma do Gary. E o nome se popularizou. No DF, eles exercem o trabalho varrendo, tirando o lixo, fazendo capina e, também, desentupindo bocas-de-lobo, serviços que contribuem para deixar a capital federal mais bela.

Concurso de beleza

A beleza dos garis do Distrito Federal, muitas vezes escondida por trás do macacão laranja e de pás e vassouras, será estampada neste sábado (18), no concurso Miss e Mister Gari 2019, que acontece neste sábado (18), às 20h, no JK Shopping, em Taguatinga.

Morena de cabelos pretos, longos e cacheados, a gari Ana Carolina Gonçalves, 24 anos, moradora de Samambaia Sul, participa pela primeira vez de um concurso de beleza. Segunda ela, o principal objetivo é vencer a timidez. De qualquer forma, ela aprecia a experiência. “Os ensaios são ótimos, estou tranquila. Não há rivalidade entre as concorrentes”, frisa. Para ela, o concurso é importante porque valoriza a profissão.

Loira, cabelos arrumados e cuidadosamente maquiada, Maria Mikaela, 23 anos, moradora de Samambaia Norte, encara o desafio pela segunda vez. Gari há quatro anos, trabalha de segunda a sábado, das 7h às 13h, e diz gostar da profissão. “No começo foi difícil, por causa do preconceito, mas acabei me acostumando. Trabalhamos na rua, ao ar livre, não tem pressão como em um escritório”, relata. O incentivo para participar veio das colegas de trabalho. “Além de ganharmos mais visibilidade, conhecemos pessoas novas e aprendemos a ter mais autoestima. Com o concurso, muitas de nós começaram a se arrumar mais para ir trabalhar, a cuidar dos cabelos, unhas e passar maquiagem”, afirma. Para Mikaela, o mais difícil será encarar a passarela. “As mãos tremem, fico gelada e dá um frio na barriga”, lembra.

Candidato a Mister Gari, Adilson Pereira de Souza, 51 anos, é pai de quatro filhos e participa pela primeira vez de um concurso de beleza. “Na nossa profissão temos muitos desafios, mas somos conhecidos pelos pequenos. Outro dia uma criança me avistou e disse para a mãe: mãe, olha o bombeiro. Daí ela disse: não é bombeiro, é um gari”, brinca, completando: “Tenho muito orgulho da minha profissão”, ressalta.

Com informações de Agência Brasília

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