Siga o Jornal de Brasília

Cidades

Policiamento nas escolas será reforçado no Distrito Federal

Beatriz Castilho
redacao@grupojbr.com

Em meio à crise de segurança nas escolas, Ibaneis Rocha decidiu que forças militares ajudarão na seguridade de unidades de ensino. A decisão foi tomada na tarde de ontem, no Palácio do Buriti, em reunião com os secretários Anderson Torres, de Segurança Pública, e Rafael Parente, da Educação.

A conferência tratou tanto a questão das escolas compartilhadas, tanto a questão da violência nas outras escolas. “O resultado é de que vamos reforçar a inteligência e rondas”, contou Parente.

Leia também: Escolas do DF já têm projetos de ação preventiva contra a violência

Não integrando o projeto de escolas compartilhadas, o reforço da PM se posiciona como um braço do batalhão escolar. “Antigamente tinham PMs que ficavam dentro das escolas, então o governador Ibaneis determinou que praticamente de imediato a gente já tenha mais ou menos 150 a 180 PMs atuando”, afirmou.

Sem definição do funcionamento, Rafael afirmou que a estratégia do programa fica à cargo da Inteligência. “Irão falar para onde esses policiais vão e quanto tempo irão ficar. Se precisarem ficar um ano dentro das escolas, vão ficar. Se puderem ser movimentados entre as escolas, então vamos atuar junto da Inteligência, olhando para as redes sociais, identificando possíveis ameaças”.

Dessa forma, o que define característica do batalhão é a ameaça da instituição. Cerca de 40 escolas do Distrito Federal são consideradas como problemáticas. Áreas como Gama, Planaltina, Ceilândia e São Sebastião são as mais afetadas. Em alguns casos, serão encaminhados batalhões escolares permanentes, em outros, os grupos se revezam entre até três unidades.

Apesar de pontuar o caráter de urgência do projeto, o secretário não prevê uma data para a inauguração do modelo pois depende de uma resposta da Polícia Militar. “Não sei será amanhã ou depois de amanhã, mas assim que esses policiais forem liberados, eles serão encaminhados às escolas”.

Formada por policiais regulares, a frota militar será unida ao batalhão escolar, não sendo retirados agentes da reserva ou adaptação de outras áreas.

Gestão compartilhada

Desde o início do ano, o DF conta com quatro centros educacionais de gestão compartilhada. Apesar da semelhança com o modelo, Parente assegura que a inserção dos batalhões seja uma estrutura independente. Enquanto a nova medida interfere unicamente na força tática, escolas que aderiram ao projeto têm a Secretaria de Educação responsável pela parte pedagógica, e militares coordenando questões disciplinares, administrativas e de atividades.

Ameaça recente

Uma ameaça de bomba no Centro Educacional Gisno, na Asa Norte, mobilizou forças policiais na manhã da última segunda-feira (18). As investigações começaram quando o delegado-chefe da 2ª Delegacia de Polícia (Asa Norte) recebeu informação de que quatro alunos teriam colocado artefatos explosivos no prédio da instituição. A denúncia era de que o grupo planejava, pelas redes sociais, um atentado nos moldes do ocorrido em Suzano, na Grande São Paulo.

 

Publicidade
Clique para comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Publicidade
Publicidade
  • CHARGE DO DIA

Mais lidas