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Menino é baleado dentro de casa em Santa Maria

Raphaella Sconetto
raphaella.sconetto@grupojbr.com

Um garoto de 11 anos foi baleado no fim da manhã dessa terça-feira (19), em Santa Maria. Segundo as investigações da Polícia Civil, o menino manuseava uma arma de fogo com o namorado da irmã, um adolescente de 15 anos, quando o revólver disparou acidentalmente. O projétil atingiu a criança na boca e acabou alojado no ombro. Por envolver menores de idade, o caso será investigado pela Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA).

Inicialmente, a primeira versão do caso era de que dois homens encapuzados passaram atirando na frente da casa, localizada na Quadra 317 de Santa Maria. O alvo seria P.H.S.C., 15 anos, cunhado do menino ferido. A versão foi confirmada pela irmã da vítima, também de 15 anos.

Após apurações, equipes da 33ª Delegacia de Polícia (Santa Maria) localizaram uma câmera de segurança de um vizinho e passaram a analisar as imagens. “Ao contrário do que havia sido dito, não havia homens encapuzados, não passou nenhum carro atirando”, explica o delegado-chefe da 33ª DP, Rodrigo Têlho.

Na rua, gotas de sangue deixaram um rastro que seguia em direção ao posto de saúde próximo à residência – onde o garoto correu para pedir socorro.

A Polícia Civil divulgou imagens de uma câmera de segurança. É possível ver que o menino de 11 anos abre o portão de casa e segue para o posto. Segundos depois, o cunhado também sai de casa e corre atrás. Nessa hora dois homens entram na casa. O delegado investiga se eles foram responsáveis por pegar a arma. Eles estão foragidos e o revólver não foi localizado.

Depois de correr e procurar ajuda no posto de saúde próximo de casa, o menino foi encaminhado para o Instituto Hospital de Base. O delegada-chefe da 33ª DP ainda não tinha detalhes do paradeiro do garoto de 15 anos até o fechamento desta edição. O que se sabe é que ele não foi mais visto na unidade de saúde do Plano Piloto. Por isso, ele é considerado foragido. O adolescente mora em Valparaíso (GO).

Foto: Vítor Mendonça/Jornal de Brasília.

Movimentação estranha

A reportagem esteve no local e ouviu vizinhos. Com medo de represálias, uma idosa conversou com a equipe, mas não quis se identificar. Ao conversar com a reportagem, relatou que a rua do Conjunto J é tranquila. “Todos os vizinhos se conhecem, moramos há anos aqui”, resume.

De uns tempos para cá, porém, ela afirma que a movimentação passou a ser estranha na casa onde o garoto foi baleado. O lote é dividido em pelo menos quatro quitinetes. “Tem uns rapazinhos  que ficam sempre juntos, mas a gente já sabe para o que é. Não gosto nem de olhar, abaixo a cabeça, porque eles podem fazer alguma coisa”, desabafa.
A mulher chegou a conversar com a dona da residência. “Ela me disse que não estava gostando dos inquilinos, mas disse que não podia fazer nada”, comenta. “Tirando isso, aqui é um ótimo lugar para morar”, acrescenta.

Minutos depois do incidente, o irmão mais velho dos envolvidos chegou na casa. Ao se deparar com o quintal e o quarto sujos de sangue, o homem limpou a residência.
Para o delegado, ele pode ter feito a limpeza por descuido e não para modificar a cena do crime. “Ele só fala que estava sujo e resolveu limpar”, afirma. Quando o Jornal de Brasilia esteve no local, a calçada ainda estava úmida.

O caso será repassado para a DCA. O autor do disparo pode responder por ato análogo a tentativa de homicídio.

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