Itaú seleciona projetos para apoio e patrocínio

Foto: Gabriela Bilá/Divulgação

Marina Cardozo
marina.cardozo@jornaldebrasilia.com.br

Projetos culturais do Distrito Federal e de todo o País podem se inscrever no programa Rumos, iniciativa do Instituto Itaú Cultural que apoia as mais variadas formas de expressão artística. Nesta edição, inclusive, a diversidade dá o tom, o que acontece desde a comissão julgadora – composta por profissionais de diferentes frentes – aos formatos dos projetos. A instituição espera receber cerca de 20 mil inscrições até 3 de novembro. E a disputa é acirrada: na última edição, foram contemplados 117 trabalhos Brasil afora.

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A expectativa é investir cerca de R$ 15 milhões ao longo do biênio 2017/2018, e não há valor mínimo ou máximo para cada trabalho. A organização pondera, no entanto, que se trata mais de um apoio ou parceria do que um patrocínio. “Muito além do suporte financeiro, nós acompanhamos o processo de produção do início ao fim e oferecemos todo o suporte necessário, como na parte jurídica”, salienta Eduardo Saron, diretor do Itaú Cultural.

Artes cênicas, fotografia, artes plásticas, música, audiovisual… Embora o edital abranja essas e outras manifestações artísticas, não é preciso necessariamente rotular o projeto em uma única definição. Porém, é importante munir a comissão de detalhes que facilitem a compreensão da ideia e aumentem as chances de o inscrito ser escolhido. Para isso, o certame traz cerca de 30 perguntas. “É um edital menos burocrático, que abrange diferentes matizes e atende desde jovens artistas aos mais experientes”, encoraja Karla Martins, atriz, produtora e gestora pública, integrante da comissão.

Saiba mais

  • São contempladas três modalidades de projetos: criação e desenvolvimento, documentação (organização e preservação de acervos) e pesquisa. Não há impedimento quanto a finalidades lucrativas e comercialização. Os trabalhos selecionados deverão ser concluídos em até 24 meses a partir da assinatura do contrato. A comissão poderá propor alterações nas propostas selecionadas.

Arte candanga

Na última edição (2015-2016), o Distrito Federal esteve presente de alguma forma em seis projetos contemplados – seja como região impactada ou onde de fato houve a execução. Entre as iniciativas brasilienses está a instalação Teleport City – A Arte como Veículo do Tempo. De autoria da artista Gabriela Bilá – oriunda da Universidade de Brasília –, a obra especula sobre a forma de transporte do futuro – em massa, ilimitado e instantâneo, na visão dela. Imagens, painéis interativos, diagramas e simulação visual propõem a experiência do que seria a mobilidade instantânea e de como ela afetaria a estrutura e o funcionamento das cidades. O trabalho pode ser conhecido na mostra Narrativas do Invisível – Mostra Rumos 2015-2016, em cartaz no Itaú Cultural em São Paulo até 5 de novembro.

Apesar de a temática do edital em aberto ser livre, a expectativa da organização é de que a demanda acompanhe os assuntos em evidência atualmente. Entre eles, questões de gênero e de etnia, ocupação dos espaços públicos e cultura popular e de rua.

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