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Brasil leva mais de 200 medalhas e é campeão dos Jogos Parapan-americanos do Rio

A delegação brasileira tinha um objetivo bastante claro para os Jogos Parapan-americanos do Rio de Janeiro: depois dos dois vices seguidos, liderar pela primeira vez o quadro de medalhas da competição. Finalizada a competição neste domingo, os brasileiros não apenas alcançaram este objetivo, como também conquistaram mais que o dobro de pódios que os vice-campeões canadenses.

No primeiro Parapan disputado na mesma sede dos Jogos Pan-americanos, o Brasil terminou a sua participação, superando todos os recordes das edições anteriores. No total, foram 228 medalhas, sendo 83 de ouro, 68 de prata e 77 de bronze. O Canadá levou apenas 112 medalhas (49 ouros, 37 pratas e 26 bronzes), enquanto os Estados Unidos conquistaram 117 (37 ouros, 44 pratas e 36 bronzes).

No Parapan da Cidade do México-1999, quando a competição passou a ser disputada com o modelo atual, a delegação brasileira garantiu 92 medalhas douradas e subiu ao pódio um total de 180 vezes. Em 2003, na cidade argentina de Mar del Plata, o país não teve o mesmo desempenho e levou para casa 81 de ouro e 165 no total. Nas duas ocasiões, o México foi o campeão geral.

Principal alavanca para o recorde de medalhas brasileiras foi a natação. Nas competições realizadas no Parque Aquático Maria Lenk, o time de atletas, divididos em diversas categorias, garantiu nada menos do que 108 conquistas. Ao todo, foram 39 de ouro, 30 de prata e 39 de bronze. Esse número só foi superado pelo Canadá, que subiu ao lugar mais alto do pódio 40 vezes.

Clodoaldo Silva, principal símbolo do paraesporte brasileiro, deixou o Rio de Janeiro com um retrospecto invejável: sete medalhas douradas e sete recordes mundiais. Já Daniel Dias foi o maior destaque individual, fechando a sua participação com oito ouros nas oito provas que disputou.

Seguindo os passos de Clodoaldo, André Brasil surge como a nova esperança brasileira para a Paraolimpíadas de Pequim-2008. O atleta bateu três recordes mundiais e, de quebra, levou para casa seis ouros, uma prata e um bronze. “Para quem gosta de comparação, tive o mesmo desempenho do Thiago Pereira nos Jogos Pan-americanos”, lembrou o nadador.

Outro esporte que mais garimpou medalhas para o Brasil foi o atletismo. Ao todo, foram 25 douradas, 25 prateadas e 20 de bronze. A competição também marcou a renovação das velocistas brasileiras. A hegemonia de Ádria Santos, atleta nacional com maior número de conquistas paraolímpicas, foi quebrada pelas irmãs Guilhermino. Nos 200m a vencedora foi Terezinha e nos 800m, Sirlene cruzou a linha de chegada em primeiro.

Em entrevista realizada logo após a última prova de atletismo do Parapan, Ádria garantiu que a rivalidade demonstrada entre as brasileiras é importante para o crescimento do esporte nacional. “Estou feliz que o país possui mais corredoras. Desjo que as mulheres passem a competir, que vejam os resultados e tomem iniciativas”, sentenciou.

Também pelas modalidades individuais, a equipe brasileira dominou o torneio de tênis de mesa com 11 medalhas de ouro, sete de prata e oito de bronze. Em seu melhor momento da história da competição, os atletas nacionais confirmaram o favoritismo com 100% de aproveitamento no pódio da competição.

Já pelo torneio de tênis em cadeiras de rodas, realizado nas quadras de saibro do Clube Marapendi, o Brasil garantiu medalhas nas duas disputas de duplas. Pela categoria feminina, Samanta Almeida e Rejane Cândida perderam na final para os Estados Unidos e ficaram com a prata.

Situação contrária vivida por Maurício Pômme e Carlos Santos, que venceram na decisão e conquistaram o título parapan-americano. Carlos Santos, aliás, também foi bronze no individual. Além de ajudar o país na briga acirrada com o Canadá pelo título geral da competição com dez medalhas, o judô brasileiro também garantiu oito vagas para as Paraolimpíadas de Pequim, marcada para agosto de 2008.

Grande nome da modalidade com três títulos paraolímpicos, Antonio Tenório, no entanto, não ficou contente com a atuação da equipe masculina. “As meninas garantiram cinco vagas e nós só conseguimos três. Temos que rever alguns conceitos e pensar no futuro”, declarou o medalhista de ouro no Rio de Janeiro.

Finalizando o esporte individual, o halterofilismo assistiu ao domínio mexicano e cubano na competição. Mesmo assim, a equipe nacional terminou com saldo positivo com o ouro de Alexander Whitaker, mais duas pratas e três bronzes.

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