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Atos a favor da educação param o país

Aline Rocha
redacao@grupojbr.com

Em todos os estados e no Distrito Federal, estudantes, educadores e sindicalistas fazem mobilização nesta quarta-feira (15) contra o bloqueio de verbas para as universidades públicas e institutos federais.

A União Nacional dos Estudantes (UNE) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) convocaram para os atos, que também fazem críticas à possibilidade de extinção da vinculação constitucional que assegura recursos para o setor educacional e a proposta da Reforma da Previdência.

No Distrito Federal (DF), as aulas das escolas da rede pública de ensino foram suspensas. Os manifestantes se reuniram próximo à Biblioteca Nacional, na Esplanada dos Ministérios, e seguiram em direção à Praça dos Três Poderes. No início da tarde, a Polícia Militar estimava que 7 mil manifestantes estavam no local.

Foto: Lucas Valença/Jornal de Brasília

O protesto era pacífico até por volta de 13h30. No momento de dispersão, uma hora depois, um grupo de manifestantes fecharam a Via N1, atearam fogo em pedaços de madeira e soltaram foguetes direcionados à PM. Em seguida, fugiram no sentido da Rodoviária do Plano Piloto. Dois manifestantes que participaram do vandalismo foram presos e algemados.

Em Belo Horizonte, capital de Minas Gerais, alunos do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cefet), da Universidade Estadual de Minas Gerais (UEMG) e da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) participaram da mobilização. Além disso, escolas municipais e estaduais e outras universidades e institutos federais aderiram à paralisação. O ato teve início na Avenida Amazonas, no bairro Nova Suíça, às 7h. Ocorreram protestos em outras partes da cidade, mas o maior público se concentrou no Centro.

No Rio de Janeiro, capital, foram suspensas as aulas de escolas e universidades. A Universidade Estadual da Zona Oeste (UEZO), a Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) aderiram à mobilização. Na região serrana do estado, as paralisações estão concentradas em Nova Friburgo, Petrópolis e Teresópolis.

Já em São Paulo, ruas do bairro nobre da região central da cidade, Higienópolis, abrigaram algumas manifestações durante a manhã. Professores da Universidade de São Paulo (USP), estadual afetada pela suspensão de bolsas de pós-graduação, mantiveram uma das entradas da instituição na Zona Oeste da cidade. As manifestações fecharam a Avenida Paulista na tarde de hoje.

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