Sub-20

Foi um fim de semana animado para as categorias de base no futebol.
Começando na noite de sexta-feira (deveria ter falado antes, mas esperei e fiz bem): o Vasco recebeu o Atlético Mineiro, em São Januário. Poderia até perder por 1 a 0 que passaria à final (contra o Flamengo) da Copa do Brasil sub-20. Esteve classificado até os 49 do segundo tempo. Isso mesmo: ganhava por 1 a 0, por 2 a 1, empatava em 2 a 2… Todos resultados que o levariam à decisão. Só que acabou sofrendo dois gols (o segundo e o terceiro) nos acréscimos do segundo tempo e acabou eliminado.
E, pelo visto, os dias eram mesmo de sofrimento para a colônia portuguesa. Ontem, nas quartas-de-final do Mundial sub-20, que acontece na Coreia do Sul, a seleção portuguesa fez 1 a 0 sobre o Uruguai; sofreu o empate; fez 2 a 1; sofreu o empate de novo e, nos pênaltis, teve pelo menos duas vezes a chance de eliminar a Celeste. Não conseguiu. Agora, vai ver a fase mais forte do Mundial pela televisão.
Provocações
Para quem pensa que as coisas mudam na distante Europa…
A derrota de sábado foi a sétima da Juventus numa final da Liga dos Campeões. Em nove decisões. Decepção tremenda, claro, para Buffon, goleiro da Juventus, que chegou pela terceira vez à final e perdeu.
Pois bem… Torcedores rivais passaram a circular nas redes sociais uma suposta mensagem de Buffon perguntando se, com dez derrotas, a Juventus teria o direito de colocar uma estrela na camisa – explico: na Itália, a cada dez títulos nacionais conquistados o clube pode colocar uma estrela na camisa.
Maldade pura. Ainda que os tifosi (torcedores) da equipe souberam reconhecer o esforço e foram receber o time no aeroporto, dizendo que “estarão sempre com eles” e que “a Liga ganharemos ano que vem”.
Mudança
Várias mudanças vêm sendo estudadas no futebol. Auxílio eletrônico, mais árbitros… Ontem, na decisão por pênaltis entre Uruguai e Portugal, houve a novidade da alteração na ordem das cobranças. No lugar do habitual time a, time b, time a, time, as cobranças, na série de cinco, passaram a ser time a, time b, time b, time a, time a… E essa sequência de duas cobranças seguidas foi até à etapa do “perdeu, acabou”. se é que me entendem.
Dá mais emoção, sem dúvida, mas também aumenta muito – e bota muito nisso – a agonia dos goleiros, que precisam ficar duas cobranças seguidas esperando, sob a trave. E isso enquanto o time adversário vai e vem com seus batedores.
Desgaste
O Fluminense realizou um duro jogo contra o Grêmio, quarta-feira, pela Copa do Brasil. Mais difícil ficou a partida porque um de seus jogadores foi expulso aos 4 do primeiro tempo, ou seja, por todo o jogo, praticamente, o tricolor carioca atuou com dez homens. No jogo contra o Vitória, sábado, pelo Brasileiro, o time venceu, mas acabou a partida morto, enquanto a equipe baiana voava em campo. Para piorar, o Fluminense voltará a campo terça-feira, para enfrentar o Atlético Paranaense, de novo pelo Brasileiro.
Ontem, o Botafogo, que também jogou no meio da semana pela Copa do Brasil (foi a Recife enfrentar o Sport), entrou em campo, em Volta Redonda, às 11h, para o clássico contra o Flamengo, pelo Brasileiro. Era visível o desgaste dos jogadores – é bom lembrar que o Fogão vem “decidindo” na Libertadores desde fevereiro, pois participou da pré-pré Libertadores. Os jogadores estão sentindo. Menos mal que conseguiram segurar o 0 a 0, mantendo a equipe numa posição intermediária na tabela neste início de Brasileiro.

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