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Sem Firula

Tempos modernos

A estreia de Paulo Henrique Ganso, no Fluminense, aconteceu numa sexta-feira à noite.
Pelo menos o Bangu, rival do tricolor, teve o bom senso de aceitar a transferência da partida – seria em Moça Bonita, à tarde, passou para o Maracanã.
Ganso pode não estar no topo, mas é um craque.
Em outros tempos, sua estreia seria motivo de orgulho para o futebol carioca – e levaria umas 50 mil pessoas ao Maracanã (não custa lembrar que, em 1975, num sábado de carnaval, Rivelino vestiu pela primeira vez a camisa do mesmo Fluminense e o Maracanã recebeu mais de 40 mil torcedores).
E por que tão longa introdução?
Porque neste fim de semana, os clássicos, como vem se tornando hábito, serão jogados neste sábado.
No Rio, o Botafogo receberá o Vasco, campeão da Taça Guanabara, no Engenhão.
O horário? Inacreditavelmente 19h30, ótimo para promover brigas entre casais.
E em São Paulo? Bem, a situação não é melhor.
Palmeiras e Santos também se enfrentam neste sábado. Às 19h.
Para o domingo, no Rio, temos Flamengo x Americano, no Maracanã.
Pensam que a situação em São Paulo é melhor?
Nada disso. A capital paulista não terá futebol no domingo.

Sábias palavras
Emerson Fittipaldi, dizem, está quebrado financeiramente.
O ex-piloto, porém, garante que seus bens são suficientes para pagar todas as dívidas.
Nosso primeiro campeão mundial de Fórmula 1, pode ser acusado de muitas coisas, mas ninguém pode negar que ele ajudou o Brasil a gostar de esportes de velocidade.
Foi por causa dele, o Rato, que começamos a incluir a manhã de domingo no nosso calendário esportivo.
Depois vieram José Carlos Pace, Nelson Piquet, Ayrton Senna, Rubens Barrichello, Felipe Massa…
Tudo, porém, começou com Emerson – que quando deixou a Fórmula 1 foi brilhar nos Estados Unidos, na Fórmula Indy, onde também foi campeão – além de vencer as míticas 500 milhas de Indianápolis.
Nesta semana, na entrega de um prêmio internacional, Emerson falou sobre a atual situação do Brasil na Fórmula 1.
Não temos piloto na categoria.
Sem falar que há tempos não temos ninguém se destacando.
Emerson, então, falou que a nossa principal empresa petrolífera, que nos últimos anos se notabilizou por escândalos de corrupção, anda patrocinando equipes na categoria, mas não apoia pilotos brasileiros.
E sabem de uma coisa?
Emmo está certíssimo.
Quando as empresas francesas apoiam um time na Fórmula 1, exigem a presença de um piloto da casa.
A petrolífera venezuelana, quando tinha condições para isso, também.
Se não é um piloto “nacional”, indicam alguém que lhes interessa.
A brasileira, não.
E estamos sem um só piloto “made in Brazil” na categoria. Apesar de termos excelentes nomes surgindo.

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