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Sem Firula

Será?

Há uma semana o Rio de Janeiro parou por conta de fortes chuvas.
Um jogo de futebol era realizado na cidade, a vitória do Botafogo sobre o Defensa y Justicia, pela Sul Americana.
Felizmente a área do Engenhão não foi das mais atingidas – mas muita gente teve problemas para chegar em casa.
A meteorologia prevê, para esta quarta-feira, chuvas tão intensas e violentas quanto de há uma semana.
Há uma corrente na prefeitura carioca disposta até a decretar ponto facultativo, temendo pelo pior – de novo.
Temos um Vasco x Rezende programado, pelas semifinais da Taça Guanabara (jogo que foi adiado de domingo por conta do problema com o centro de treinamento do Flamengo).
Talvez dê tempo de o jogo começar e terminar, como aconteceu com o Botafogo.
Fica a dúvida, porém, se teremos o Fla-Flu na quinta-feira.
O jeito é levar um papo com São Pedro e pedir para aliviar a mão e não permitir uma tempestade, de novo, sobre a Cidade Maravilhosa.

Que dias…
Anda pesado este 2019.
É muita coisa ruim, de todos os lados, em toda a parte.
Brumadinho, Ninho do Urubu…
Tragédias que provocaram mortes em quantidade.
Nesta segunda-feira, o Jornalismo (assim, com maiúscula) perdeu Ricardo Boechat, que tantos conheciam, num acidente nos ares.
Não só ele, porém.
O Jornalismo Esportivo lamentou a morte do ex-presidente da ABRACE, Aderson Maia.
Cearense, chegando aos 82 anos, não conseguiu vencer a batalha contra uma doença terrível e decidiu descansar.
Egoístas, nós o queríamos aqui, ainda, por muito tempo.
A Aderson, que me acolheu como um filho mais novo e me indicou como representante das Américas na Comissão de Futebol da entidade e, posteriormente, me confiou a responsabilidade de sucedê-lo como dirigente da Associação Internacional de Imprensa Esportiva, dou meu adeus.

Incoerentes
O ser humano é um poço de incoerências.
A seleção brasileira de 1982, que parou na Itália, no Sarriá, e mais exaltada do que a de 1994, campeã nos Estados Unidos.
E ambas eram maravilhosas.
Jogadores que nunca conquistaram uma Copa do Mundo fazem surgir comentários do tipo “azar da Copa”.
No Mundial de 1970, no México, Pelé fez lindos gols.
Incluindo um na final, contra a Itália.
Mas todos lembram do gol perdido contra o Uruguai, quando driblou com o corpo Mazurkiewisk (a grafia não deve estar correta).
E, claro, da defesa de Gordon Banks, no duríssimo jogo contra a Inglaterra, em outro lance de gênio do Rei do Futebol.
Nesta terça-feira, o inglês foi fazer suas defesas no céu.
E nós, daqui, continuamos incoerentes a lembrar da antítese do futebol: o gol que não aconteceu.

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