Justiça carioca

Flamengo e Fluminense decidirão o título carioca de 2017.
Há mais de duas décadas (desde aquele 1995 do gol de barriga…) o maior clássico do futebol do Rio de Janeiro não era decisivo. E, vamos falar a verdade: está sendo feita justiça.
O tricolor ganhou o primeiro turno e só não foi à final do segundo por ter sofrido um gol em que cinco jogadores do Botafogo estavam impedidos; o rubro-negro não ganhou turno, mas foi a equipe que conquistou mais pontos, somando-se a Taça Guanabara e a Taça Rio – sem contar que o Vasco provou que não tem time e o Botafogo só pensa na Libertadores.
Certamente serão duas partidas tensas.
As duas equipes terão jogos de outras competições entre as partidas decisivas, nos dois próximos domingos.
O Flamengo, nesta quarta, por exemplo, irá até Coritiba enfrentar o Atlético Paranaense pela Libertadores; o Fluminense receberá o Brasil de Pelotas, em Edson Passos, pela Primeira Liga. Diferenças de qualidade entre os adversários? Sem dúvida, mas não dá para negar que haverá desgaste dos dois lados. E muita emoção vindo por aí.
Gols elegantes
Existe um protocolo (que o colunista considera desnecessário, que fique claro) nos jogos de futebol pelo Brasil que determina (1) que os clubes devem entrar em campo lado a lado; (2) que os jogadores (e, se presentes, os mascotes) fiquem perfilados para a (3) execução completa do hino nacional; e, finalmente, (4) que os capitães devem posar para foto com os árbitros e auxiliares antes de o jogo começar.
No sábado, na semifinal entre Vasco e Fluminense, no vazio Maracanã, o time de São Januário ignorou a entrada em campo conjunta. Talvez fosse um prenúncio do que aconteceria no jogo: o Vasco não entrou em campo. Levou um chocolate (3 a 0 foi muito pouco) e só terminou o jogo com dez jogadores porque o fraco árbitro não teve peito de expulsar mais uns dois jogadores vascaínos.
À grosseria vascaína o Fluminense respondeu com bom futebol e gols.
E o fair play?
Durante a semana, por conta da discussão do fair play de Rodrigo Caio, semana passada, no jogo de ida da semifinal do Campeonato Paulista, questionei se Jô, que estaria fora da partida de ontem, se acusaria caso “levasse vantagem” em algum lance decisivo da partida de volta. E não é que aconteceu?
Para mim, nas imagens que vi até agora, o atacante corintiano estava impedido no gol corintiano. E ele, acusou-se? Claro que não. Na entrevista no intervalo teve a coragem de dizer que “sentiu que havia alguém atrás, mas não sabia se era companheiro ou adversário”. Perceberam? “havia alguém atrás”… Deveria estar na frente, né?
Bem falou o zagueiro Maicon (sendo muito mal interpretado, diga-se…): para chorar a minha mãe, que chore a mãe do adversário.
E não me venham, por favor, os falsos arautos da moralidade dizer que Rodrigo Caio fez a sua parte e os demais também deveriam fazer as suas. Isso, infelizmente, não existe.
Qual a punição?
Neymar foi punido com quatro jogos de punição por ter aplaudido, ironicamente, sua expulsão no Campeonato Espanhol.
Ontem, num jogo que parecia definido até os 47 do segundo tempo (Messi marcou um golaço garantindo a vitória do Barcelona e embolando de vez o campeonato), Sergio Ramos foi expulso depois de um carrinho criminoso em Messi e também saiu aplaudindo a arbitragem.
Quantos jogos o capitão merengue irá pegar de punição?
Ah… Real Madrid e Barcelona dividem a ponta do Espanhol (o Real tem um jogo a menos) e Messi chegou a 500 gols na carreira. Como o time catalão só tem o campeonato nacional para se preocupar, a torcida madrilenha está preocupada com o que pode acontecer a partir de agora…

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