Fim de linha?

Dez jogos, uma rodada completa.
Esta véspera de feriado pode praticamente definir os destinos da Série B do Brasileiro em 2017.
Digo praticamente porque o futebol não respeita a matemática e alguma zebra ainda pode acontecer nas duas últimas rodadas, mas…
Com o América Mineiro já garantido na Série A em 2018, restam três vagas para o acesso.
É quase impossível (perceberam o cuidado do colunista com o uso do quase?) que o Internacional não ocupe uma das três vagas ainda em aberto.
E, para que isso aconteça hoje, o Colorado praticamente (olha o colunista indo para cima do muro, de novo) tirará as chances do Oeste, seu rival desta noite, em São Paulo.
Torcendo, muito, para que o Internacional faça uma grande partida e saia de campo com os três pontos estarão o Paraná e o Ceará, diretamente interessados num tropeço do time paulista.
O Vozão, hoje, recebe o Paysandu. Uma vitória o deixará às portas do paraíso – dependendo da combinação dos resultados, o colocará no paraíso.
E este acesso, para o Ceará, é algo que está pulsando nas veias.
Seu maior rival, o Fortaleza, completa 100 anos em 2018 e subiu para a Série B – nada melhor do que “festejar” permanecendo acima do maior adversário, não é mesmo?
E o Paraná, que andou vacilando para cá e para lá, pode, também, na combinação de resultados, ver seu retorno à Série A ser fechado esta noite.
Precisa bater o desmoralizado e desmotivado Santa Cruz (se bem que ainda restam algumas gotas de esperança para escapar do rebaixamento), em Recife, e torcer.
Em sexto lugar e precisando de uma quase improvável combinação de resultados para continuar sonhando vem o Londrina, que receberá o Guarani (que ainda corre riscos de cair).
Se o acesso tem boas chances de terminar hoje, o rebaixamento dificilmente deixará mais do que uma vaga aberta.
Sobre ABC, Náutico e Santa Cruz pouco se pode falar. Milagre é o mínimo que se espera.
Já a Luverdense…
O time de Lucas do Rio Verde recebe o Boa sabendo que, com uma vitória, pelo menos troca de lugar com o adversário mineiro. Vai jogar a vida, claro.
Principalmente lembrando-se que, em caso de derrota, ficará numa situação para lá de complicada.
Torcendo, muito, pelo Boa, estarão CRB, Guarani e Figueirense. É a tal combinação de resultados.
Os torcedores terão uma noite de muitas emoções, sem dúvida alguma.
Pura emoção
A cada partida das eliminatórias para a Copa do Mundo que se encerra, mais e mais se pode verificar o quanto este tal de futebol mexe com as pessoas.
Se para nós, brasileiros, jogar um Mundial é coisa habitual (se bem que não queremos apenas jogar, queremos o título, sempre), para outros países a situação é mais complicada.
A classificação da Croácia, por exemplo, na noite de domingo.
Os gregos, que tinham perdido o primeiro jogo da repescagem por 4 a 1, entraram em campo praticamente eliminados – mas a torcida estava lá, presente, cantando, empurrando seu time.
O 0 a 0 garantiu a vaga da Croácia. E o que fizeram os gregos? Aplaudiram seus jogadores pela dedicação – no gramado, choro de alegria para os croatas, de decepção para os gregos.
Na repescagem entre Suíça e Irlanda do Norte, outro exemplo de como a Copa é importante.
Os suíços quase se classificaram direto. Caíram para Portugal. Os irlandeses, de novo, podem protestar contra um erro de arbitragem (já sofreram com isso contra a França, em outra repescagem).
Alegria total para os “frios” suíços e muitas lágrimas para os irlandeses, que mais uma vez verão o Mundial apenas pela televisão.
Ideal
O Brasil joga hoje. Dizem que Tite escalará o que considera o time ideal para disputar a Copa do Mundo.
Importante será ver as reações de Neymar diante das provocações que certamente sofrerá.
O resultado não importa, muito. Mas ninguém quer perder, estejam certos.

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