Expectativa

Em uma semana a seleção brasileira terá, talvez, seu mais difícil teste desde que Tite assumiu o comando.
Agora líder das eliminatórias continentais para a Copa do Mundo de 2018, depois de seis vitórias consecutivas em seis partidas, o Brasil enfrentará o Uruguai, em Montevidéu, sabendo que em caso vitória garante sua vaga – só que, para os uruguaios, uma vitória deixa a Celeste também a apenas outro triunfo para assegurar seu lugar na Rússia, no ano que vem.

Será uma partida duríssima, principalmente pela pressão da torcida uruguaia.

Tite deve estar torcendo, muito, para que não tenhamos nenhuma contusão nos jogos deste fim de semana entre os convocados. Para os mais afoitos, aviso logo: não esperem um Brasil lançando-se desesperado para ganhar. Um empate no Centenário é resultado muito bem vindo.

Cabe mais um

A notícia de que a Unilever deixará de patrocinar o time de vôlei que tem Bernardinho como treinador mexeu com o vôlei feminino nacional.
Apesar da garantia de Bernardinho de que o investimento, agora do Sesc, manterá o time forte, há grande preocupação sobre o futuro da equipe.
Devo dizer que outros clubes (alguns de “camisa”, como costuma se dizer) já se movimentam para tentar “roubar” jogadoras do atual bicho-papão da Superliga feminina.

Aos que estranham o fato de uma grande empresa deixar, assim de repente, um investimento vencedor, vou contar uma história dos meus tempos de assessor da CBV.

A Nestlé, então, era a principal patrocinadora do esporte nacional – entre equipes, é bom que fique claro. Um belo dia, indo para um jogo da Superliga no interior de São Paulo, o diretor esportivo da empresa me confidenciou que eles sairiam do esporte. Razão? Após oito anos o retorno de imagem atingira seu ponto máximo, não dando mais a visibilidade desejada.

No caso da Unilever, fabricante, entre outros, do Rexona, acredito que tenha acontecido o mesmo.

Falha minha

O colunista, apressado, errou ao informar que o Grêmio jogaria na terça-feira, pela segunda rodada do seu grupo na Libertadores. O tricolor gaúcho jogará terça-feira, sim, mas apenas no dia 11 de abril. Ao ver a partida marcada para terça, o apressado que vos escreve pensou que fosse anteontem. Errei, feio, e peço desculpas.

Sem queixas

O Botafogo não pode reclamar da arbitragem do seu jogo contra o Estudiantes. O segundo gol poderia ser facilmente anulado. Camilo, impedido, atrapalhou a visão do goleiro argentino. Não há patriotada que justifique não registrar o erro.

Desmonte

O título da Libertadores, no ano passado, fez mal ao Atlético Nacional, da Colômbia. Na estreia deste ano, a equipe foi derrotada pelo Barcelona do Guaiaquil (está no grupo do Botafogo). O time foi praticamente desfeito (seu principal jogador, Borja, veio para o Palmeiras, por exemplo) e já se percebe que este ano vai ser complicada a vida do simpático clube – para os mais esquecidos, o Atlético Nacional seria o adversário da Chapecoense se não houvesse acontecido a queda do avião, pedindo depois à Conmebol que declarasse o clube brasileiro campeão da Sul-Americana.

De fora

A contusão de Gustavo Scarpa, do Fluminense, abre velha discussão sobre a questão da punição aos jogadores violentos.
Seu agressor, do Madureira, levou cartão amarelo (deveria ter sido expulso) e continua a jogar. Já o agredido deverá ficar uns dois meses fora dos gramados, prejudicando seu time e, claro, sua carreira – poderia, quem sabe, ter sido convocado por Tite para estes dois jogos da seleção brasileira.

Pelo menos, dirão os mais otimistas, o adversário levou amarelo. Mas… E quando o árbitro nem falta marca?

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