Em alerta

O Palmeiras tem como principal objetivo da temporada a conquista do título da Libertadores de América. Ninguém no Parque Antarctica (agora, na Allianz Arena) esconde isso.
Só que, pelo elenco que possui, e pelos gastos com o departamento de futebol, as outras competições entram de aperitivo desejado. E bota desejado nisso.
O Campeonato Paulista, claro, é objeto do desejo dos palmeirenses que mantêm aquele hábito de provocar o colega de trabalho na segunda-feira, mexer com o vizinho ou cunhado… Estadual é, antes de tudo, provocação.
Ontem, no primeiro jogo semifinal do Paulista, em Campinas, contra a Ponte Preta, o Verdão entrou em campo com o pecado da soberba. Tão pecaminoso que, com menos de 40 segundos de bola em jogo já perdia por 1 a 0. E não se encontrou mais até o final da partida. O primeiro tempo terminou 3 a 0 para a Macaca que, se não tivesse tirado o pé no segundo tempo, teria todas as condições de ampliar o placar, tornando ainda mais complicada a tarefa da partida da volta, no próximo sábado, em São Paulo
Até ontem, já haviam sido vendidos mais de 13 mil ingressos para a partida da Allianz Arena (o público de ontem no Moisés Lucarelli), mas depois do resultado de ontem…
E a situação só não está pior porque, aos 39 do segundo tempo, a vergonhosa arbitragem deixou de marcar um pênalti claro de Fernando Prass em Potker.
Como berrou a galera campineira… Vergonha, vergonha, vergonha…
As zebras
URT e América Mineiro surpreenderam os favoritos Atlético Mineiro e Cruzeiro.
Não quero dizer que teremos uma final inesperada no Campeonato Mineiro. Acho difícil. Mas se Galo e Raposa entrarem, nos jogos de volta, com a mesma (falta de) disposição exibidas ontem (o Atlético Mineiro pela manhã, o Cruzeiro à tarde), tudo poderá acontecer.
E já que falo do Campeonato Mineiro, pouca gente comentou que a URT entregou o mando de seu jogo, o primeiro, o de ontem, para o Atlético Mineiro – exatamente como fizera a Linense, em São Paulo, atuando as duas partidas contra o São Paulo no Morumbi.
A CBF, que havia proibido a venda de mandos no Brasileiro já voltou atrás. Parece que é algo irreversível. E aí, se a URT eliminar o Galo, a vergonha vai ser ainda maior.
Casaca
O Vasco derrotou o Botafogo na final da Taça Rio. Um Botafogo desfigurado, muito mais preocupado com o jogo contra o Barcelona de Guaiaquil do que com partida realizada no Engenhão. A equipe de São Januário levou o troféu e mais R$ 1 milhão para casa. Não faz mal a ninguém.
A brincadeira, porém, agora, acabou. E a partir do próximo fim de semana, com o Botafogo ainda pensando na Libertadores; com o Flamengo também; com o Fluminense preocupado em virar o resultado contra o Goiás pela Copa do Brasil e o Vasco pensando apenas no Carioca, teremos o início da decisão do Estadual do Rio de Janeiro. As chances vascaínas são amplas. Resta saber se esta possível conquista é importante o suficiente para apagar os problemas da equipe para o Brasileiro.
E as declarações de Rodrigo, no fim do jogo, provam que a equipe vive, aparentemente, uma ilusão a partir do Estadual. Pena. A torcida poderá sofrer.
O inimigo
Este colunista tem acompanhado, normalmente no domingo pela manhã, os jogos do Celtic, o time verde e branco da Escócia – não nego minha simpatia pela equipe do trevo de quatro folhas.
Como já comentei aqui, o time já conquistou o título de campeão escocês da temporada (na realidade, hexacampeão), e agora quer apenas (se é que se pode falar em apenas…) terminar o torneio invicto, para coroar a campanha. Até ontem eram 32 jogos, com 29 vitórias e três empates.
Jogando fora de casa, o Celtic enfrentou o Ross County, fora de casa. Fez um a zero, levou o empate, marcou 2 a 1. Nos últimos minutos, um atacante do Ross se jogou dentro da área e o apitador deu pênalti, para revolta dos jogadores do Celtic. Empate.
Pouco depois, irritado, o capitão do Celtic entrou pesado no artilheiro do Ross. Foi expulso. A partida terminou empatada, mas era visível a alegria de todos os rivais ao perceberem que, sim, com a ajuda da arbitragem é possível derrubar o campeão.
Pelo visto, como no Brasil, a arbitragem é horrorosa.

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