Presentes

Com o mais velho repleto de questões existenciais sobre a existência ou não de Papai Noel, e com um problema de saúde na família que acabou com a véspera do Natal, verifiquei nas chamadas redes sociais que o Vasco anunciou, lá pela uma da manhã de ontem, finalmente, o tal “presente de Natal” para a sua torcida. O nome, que muitos especulavam que seria do atacante Luís Fabiano, acabou sendo do meia Damian Escudero, que estava no México.

Pergunto: fosse você, leitor, um ser que mantém vivo o espirito natalino, acreditando em Papai Noel, consideraria que o Bom Velhinho fora legal contigo trazendo este presente? Seja sincero. Ou, como disse um amigo, consideraria que seu comportamento durante o ano não fora muito bom e, por isso, Papai Noel decidiu dar um castigo e trocando o desejado autorama por um carrinho de plástico, daqueles encontrados nos camelôs?

Não estou, por favor, desdenhando das qualidades de Escudero. Pelo contrário. Estou certo de que, no time do Vasco que sofreu até a última rodada da Série B para garantir seu acesso à elite do futebol nacional, ele escolhe vaga e camisa, mas… Sinceramente, a galera esperava algo mais. Claro que todos sabemos das dificuldades financeiras dos clubes brasileiros (e o Vasco, como falou o próprio presidente Eurico Miranda, não está fora do grupo, pelo contrário), mas com um pouquinho de criatividade dá para pensar em algum nome nome mais… Impactante.

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Comparando-se com o Botafogo, por exemplo, que já anunciou Montillo, o Vasco ficou para trás. E a situação financeira do Fogão não é muito melhor do que a do Vasco. Apenas (e vejam como isso faz diferença), a equipe de General Severiano está com vaga na pré-pré Libertadores e, com isso, possui uma previsão, um desejo, uma possibilidade de faturar uma grana maior em 2017 – e foi atrás de um jogador com mais cara de presente, efetivamente, do que Escudero no Vasco.

Pré-temporadas

Há uns dois anos alguns clubes brasileiros vão para os Estados Unidos disputar a tal Florida Cup (assim mesmo, sem acento, como se escreve por lá). Na realidade, menos do que efetivamente uma pré-temporada, jogar a tal competição acaba se transformando num prolongamento das férias – até pelas exigências de marketing dos organizadores, que colocam alguns jogadores para participarem das paradas dos personagens da Disney.

Quem já esteve por lá sabe como é legal – mas em termos de preparação para uma longa e cansativa temporada esportiva…
Para 2017, de novo, vários clubes brasileiros já declinaram do convite. O Internacional, mais preocupado agora com sua passagem pela Série B (que os colorados esperam sejam a mais breve possível), já disse que não vai. O Flamengo também disse não. Vai ficar no seu novo Centro de Treinamento, preparando-se para a Primeira Liga, o Campeonato Carioca, a Libertadores, a Copa do Brasil e o Brasileiro. O Fluminense, pelo visto, desta vez nem foi chamado – e vai usar, pela primeira vez, seu novo CT para preparar-se. Outros clubes irão. Vão faturar uma graninha e… Será que irão mesmo preparar-se?

Reta final

Última semana do ano e as perspectivas do futebol brasileiro em 2017 não são nada boas. Com exceção da seleção brasileira (quem diria…), os ventos para nossos clubes não parecem ser dos melhores. Esperemos que quando a bola rolar Palmeiras, Flamengo, Corinthians, Grêmio e todos os demais queimem a língua do colunista. Até agora, porém, as perspectivas não são das melhores.

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