Pela porta dos fundos

Desde a eclosão da crise provocada pelas delações JBS, em 17 de maio, a equipe presidencial no Palácio do Planalto tem encomendado pesquisas semanais a um grande instituto para avaliar cenários políticos e econômicos do Governo e a popularidade do presidente Michel Temer (foto). Os resultados, bancados com dinheiro público, mostram que são cada vez mais escassas as chances de Temer concluir o mandato-tampão, e sair pela porta dos fundos do Planalto.

Recuou
Acuado pelo mau momento, o presidente Temer confirmou a líderes sindicais que vai vetar o artigo da reforma trabalhista – já aprovada na Câmara e em tramitação no Senado – que acaba com o imposto sindical.

Devagar
Se seguir na Presidência, Temer enviará ao Congresso uma proposta que acabe gradualmente com a contribuição compulsória.

Dois em baixa
O Brasil vai ferver nesta semana, com o camburão da PF nas portas de Aécio Neves (foto), e Lula da Silva. Delcídio do Amaral foi preso por muito menos.

Dançou
Nos bastidores da toga: a maioria dos ministros da 1ª Turma do STF vai decretar a prisão de Aécio. O placar está em 4 a 1, ou no melhor dos cenários, 3 a 2. Contra ele.
Giroflex ligado
Vem coisa grande. Mais de 100 policiais federais estão mobilizados desde a tarde de ontem.

MPF pediu
Quem conhece a paciência do juiz Sérgio Moro crava que ele não vai decretar a prisão de Lula no caso do Triplex, por falta de mais provas. Mas o sítio pode levar Lula à cela.

Impunidade yankee
Quase 11 anos após o acidente que vitimou 154 pessoas no Boeing da GOL, o piloto americano Joseph Lepore até hoje não teve qualquer punição na Justiça americana por violar regras do jato Legacy que pilotava (ele desligara o transponder). A AGU cobrou à OACI (Conselho da Organização da Aviação Civil) junto à ONU que tome providências

Lá e cá
Por aqui, controladores de voo militares foram detidos e condenados (também falharam na comunicação com os pilotos do Legacy). Mas nada aconteceu aos americanos. Foram recebidos nos EUA como heróis. E continuam a pilotar por lá. O OACI analisa a admissibilidade da denúncia do Governo do Brasil através do Itamaraty.

Loteria
No País que cambaleia para recuperar a economia, o Governo terá de botar a mão no bolso para pagar 565 funcionários do Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados) por desvios de função na década de 90. O caso segue no TST e o acordo coletivo está em R$ 1,1 bilhão – cada servidor vai sair com R$ 1,9 milhão no bolso.

Do seu, do nosso
Com a maioria das prefeituras com dívidas milionárias, prefeitos pagaram R$ 1.800 só de inscrição, cada, para participar da XX Marcha em Brasília. E não foram sozinhos.

Merenda
O escândalo bilionário das empresas de Marco Antônio de Luca, da Milano, preso pela PF, pega em cheio um secretário municipal do Rio se ele decidir delatar

Imagem
O BNDES busca associar a imagem a ações de combate à corrupção. A marca é parceira do 3ª Hackfest, evento da Transparência e CGU, de 9 e 11 de junho em João Pessoa.

Tem mais
O diretor de Relações Institucionais da J&F, Ricardo Saud, que vazou para os EUA, afirmou em delação premiada que o Ibope teria sido usado para “esquentar” notas para dissimular propinas à cúpula do PMDB. O instituto nega.

Fala, Janot
Parte do trecho do pedido de prisão de Aécio feito pelo procurador-geral Rodrigo Janot que fez brilhar os olhos de alguns ministros do Supremo: “É imprescindível (a prisão) para a garantia da ordem pública e da instrução criminal, diante dos fatos gravíssimos imputados aos congressistas e do flagrante por crime inafiançável”.

Show do bilhão
Uma história cinematográfica com mistério deixa o Governo em apuros, em especial um banco estatal. Empresário brasileiro do setor de mineração repatriou ano passado, acredite, R$ 44 bilhões e fez tratativas com a cúpula do banco na gestão Dilma Rousseff. O problema é que o dinheiro sumiu. O minerador procurou um deputado e advogados, mostrou o cartão da conta, o extrato, e houve uma primeira reunião na instituição há dias. Os advogados não autorizam a divulgação do cliente e do banco.
Alô, patrulha
Os diretores do banco não deram argumentos satisfatórios, segundo o minerador, que não descarta acionar a Polícia Federal em breve.

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