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Marcelo Chaves

Bate-papo com Rodrigo Trussardi

Nascido e criado em São Paulo, o empresário da moda Rodrigo Trussardi,  integrante de uma das famílias mais tradicionais do Brasil, carrega consigo desde pequeno uma grande paixão pelo universo da moda. Com pouco mais de 17 anos, ele começou a criar e confeccionar roupas.

Alguns anos depois, mudou-se para Milão, onde criou a marca Super Suite Seventy Seven, que lançou sua primeira coleção no ano de 2005, em Nova York. Conversamos com o estilista sobre carreira e as principais diferenças entre o mercado brasileiro e o internacional.

Você começou a confeccionar roupas cedo, aos 17 anos de idade. De onde surgiu a paixão pela moda?

Convivi com a moda desde muito cedo, pois nasci dentro de uma fábrica de tecidos e desde garoto frequentava a FENIT (Feira Nacional da Indústria Têxtil), que era onde meu pai expunha. A FENIT era uma feira de tecidos onde todas as grandes empresas expunham, isso na década de 60 e 80. Lá era o grande lugar da moda brasileira.

Após receber um prêmio de melhor loja e ganhar grande reconhecimento no cenário da moda brasileira, você decidiu se mudar para Milão. O que motivou essa escolha?

Foi uma mudança profunda quando decidi ir para Milão. A minha origem é italiana e tenho passaporte italiano, sempre trabalhei muito comprando matéria prima na Itália e já tinha bons amigos por lá. Tinha uma empresa aqui no Brasil, que havia vendido, e foi um pouco assim, tudo me levando para lá.

Como nasceu a Super Suite Seventy Seven?

A Super Suite Seventy Seven nasceu em Milão, nessa minha mudança de ir morar lá. Foi quando iniciei os estudos moda no IED. Comecei a trabalhar com 17 anos e nunca tinha estudado moda. Havia feito anteriormente Administração. Morava e trabalhava no mesmo lugar, em um hotel, e foi daí que surgiu o nome da marca. Sempre existe a super suíte. O número sete começou a aparecer e virou uma coisa sonora que combinava, achei que ficava melhor.

No que você se inspira para montar as suas coleções?

Acho que a grande motivação para você criar uma coleção é a sua curiosidade, que está a cada momento em um diferente assunto. A curiosidade por um país, a curiosidade pela arte, a curiosidade pelo cinema, a curiosidade por qualquer coisa. O meu foco ele vai para diferentes direções. A grande gasolina da moda é a curiosidade.

Você já trabalhou com o mercado da moda internacional e o brasileiro, quais são as principais diferenças?

Trabalhei muitos anos no mercado internacional e acho que, o mercado de fora tem uma liberdade maior de expressão. O Brasil ainda segue muitos modismos e essa é uma das diferenças mais representativas. A mulher brasileira tem uma característica de ser mais feminina, então ela prefere essa moda mais feminina. Esse é um ponto muito forte e a moda brasileira tem essa característica bem acentuada.

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