Largaram

E começou o Brasileiro.
O leitor que acompanha a coluna sabe que este titular é contrário é esta procissão de sete meses. Está distante de nossa realidade. Dizem que premia efetivamente o melhor. Não sei. Talvez. Pode ser. Mas que costuma ter uma reta final chata e desinteressante, lá isso costuma. Na maioria dos casos a grande empolgação é para saber quem não vai cair. Convenhamos que é muito pouco.
Nos jogos de sábado, dois empates. E em partidas envolvendo três das maiores torcidas do país, curiosamente três campeãs estaduais (Flamengo, Atlético Mineiro e Corinthians).
Ontem, estreia vitoriosa do Fluminense pela manhã (Dorival Junior, correndo o risco de perder o emprego, criticou justamente o gramado do Maracanã). À tarde, em São Paulo, o Palmeiras comprovou duas coisas que se esperam deste Brasileiro: (1) que ele, Verdão, está mesmo na luta pelo título nacional se nada de anormal acontecer (e Cuca vibrou muito com a goleada em seu retorno à casa alviverde) e (2) o Vasco, infelizmente, parece que vai precisar de muita luta para não ser rebaixado de novo. A única coisa que pode servir de alento à torcida vascaína é o fato de o seu time ter apenas o Brasileiro até o fim do ano, ou seja, enquanto os outros estiverem jogando, o Vasco poderá treinar e aprimorar-se. Precisa muito.
Outras duas goleadas marcaram a rodada: a do Bahia sobre o Atlético Paranaense (um jogo muito doido, onde o tricolor baiano saiu atrás e precisou virar duas vezes até chegar aos 6 a 2) e da Ponte Preta sobre o Sport, em Campinas (vale lembrar que o Leão pernambucano não atuou com todos os titulares por estar se preparando para a final da Copa do Nordeste).
Resumindo: os favoritos estão confirmando, os ameaçados, também.
Agora, é Brasileiro até dezembro.
Torcida
No sábado, na estreia do Flamengo, mais de 50 mil pagantes (o adversário era o Atlético Mineiro). No domingo, primeiro jogo do Fluminense, 10 mil pagantes. Diferença grande, não é mesmo?
Algumas questões, porém devem ser analisadas.
O rubro-negro vem da conquista de um título – o tal Estadual que muitos desvalorizam. Sua torcida está empolgada e, claro, é bem maior do que a do tricolor. No lado do time de Abel Braga, duas derrotas seguidas (contra o Flamengo, na decisão do Carioca, e no meio da semana para o Liverpool, pela Sul-Americana).
Além do mais, era domingo, Dia das Mães e o jogo foi às 11h, hora do almoço. Depois reclamam…
De volta
Como o leitor percebeu, não deu para fazer uma análise apurada da primeira rodada do Brasileiro.
Desembarquei com quase todos os jogos encerrados.
Ainda (com)fuso alterado, vou aproveitar a madrugada para ver os jogos.
Mas temos muito tempo para conversar sobre o Brasileiro.

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