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Histórias da Bola

Zezé Vaidoso

O treinador Zezé Moreira era tido por sujeito ético, que não misturava as coisas. Mesmo assim, não escapou de lhe imputarem responsabilidades pala não convocação de Zizinho para a Copa do Mundo de 1954, na Suíça.

Diziam que ele não perdoava o jogador pelos aborrecimentos provocados ao seu irmão Aymoré Moreira, durante o Sul-Americano de 1953, no Peru. Também, Zerzér foi acusado de temer a autoridade de Zizinho, dono de muita força junto aos jogadores da Seleção Brasileira.

Os defensores de Zezé lembravam que ele brigara durante o Pan-Americano de 1919, no Chile, com o meia flamenguista Rubens, mas não o deixara de fora da convocação seguinte. Zizinho, escancaradamente, não gostava da marcação por zona de Zezé, queria o time fazendo o que ele ditasse, não obedecia a nenhum treinador.

A imprensa tocava fogo, dizendo que Zezé considerava Zizinho um “filigranista”, muito individualista. Diariamente, falava-se na história de Zizinho estar pagando por ter sido o embaixador dos companheiros na reivindicação à chefia da Seleção Brasileira, por “bicho” melhor durante o Sul-Americano.

Segundo “O Cruzeiro”, o chefe da delegação, o escritor José Lins do Rego, teria prometido acabar com a carreira do craque no time nacional. Mas não garantia se o homem entregara relatório à Confederação Basileia de Desportos-CBD, fazendo carga contra Zizinho, lembrando que ele era instável. A culpa sobrou mesmo foi para o Conselho Técnico, quem na realidade, banira o banguense do selecionado nacional.

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