Rei trabalha no Dia do Trabalho

Quem disse que um rei não  trabalha no Dia do Trabalho? Pelo menos, no do futebol vai fundo.
Em sua primeira temporada como atleta santista, Pelé encarou o Corinthians, pelo Torneio Rio-São Paulo-1957, em seu 17º compromisso profissional, que terminou no 1 x 1, sem gol dele, na partida disputada no Pacaembu, com 25.932 pagantes, que gastaram CR$ 928 mil, 740 cruzeiros e ouviram o apito de João Etzel Filho.
A “Turma do Rei” , comandada pelo técnico Luís Alonso Peres, o Lula, teve: Manga, Getúlio e Ivan; Ramiro, Urubatão e Zito; Tite, Álvaro, Pagão (Pelé), Del Vecchio e Pepe.
O Dia do Trabalhador em que o “Rei” Pelé mais trabalhou foi no de maio de 1960. A Seleção Brasileira excursionava ao exterior e ele enfrentou a República Árabe Unida, associação entre Egito, Iêmen e Síria, representada, na verdade, por uma seleção egípcia. Com time escalado por Vicente Feola, Pelé “reinou” no filó aos 18, aos 35 e aos 42 minutos – Gilmar: Djalma Santos, Bellini, Vítor e Nilton Santos; Zito e Chinesinho; Garrincha (Julinho Botelho), Quarentinha, ELE (Delém) e Pepe foi a sua patota.
Já no 1º de maio de 1972, o “Rei“ foi mais econômico. Só contribuiu com dois tentos de Santos 3 x 2 Cagliari, time da italiana ilha da Sardenha.
Pelé, no entanto, não venceu todas as suas batalhas no Dia do Trabalho. Em 1º de maio de 1968, ficou no 0 x 0, com a Ferroviária, de Ararquara-SP. E o pior: pelos quatro jogos seguintes – 1 x 0 Portuguesa de Desportos-SP; 0 x 0 Flamengo; 3 x 1 Botafogo, de Ribeirão Preto-RP e 1 x 2 Portuguesa Santista-SP – viveu seca de gols.
Quatro temporadas antes, no 01.05.1964, Pelé derrapou no gamado, também, seguro pelo pelo zagueiro Ditão, do Flamengo, em duelo do Torneio Rio-São Paulo, quando caiu, por 3 x 2, no Maracanã.
Aquela escorregada no “Maraca”, porém, teve o maior público registrado na história da disputa regional: 132 mil e 500 presentes. Mas a entrada estava franqueada ao torcedor, como parte das comemorações do feriado. Evidentemente, já que seria de graça, a maioria queria ver e tirar o chapéu para o “Rei”.
Anacleto Pietrobom-SP apitou e, Pelé abriu o placar, a um minuto de trabalho. A sua patota foi: Gilmar; Lima, Modesto e Geraldino; Joel e Zito; Peixinho, Almir (Gonçalo), Coutinho, Pelé e Pepe.

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