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Os nove reinos

Arquivo Geral

06/05/2019 12h30

Foto : Wilson Dias/Agência Brasil

Com o pires na mão para fecharem as suas contas, os governadores do Nordeste estão sem ninguém – em especial os deputados federais – para defenderem os interesses de seus Estados junto ao Governo federal. Todos os nove governadores da região que mais precisa de repasses federais decidiram fazer oposição ao presidente Jair Bolsonaro. A situação é complicada para os dois lados, porque Bolsonaro também precisa dos numerosos votos das bancadas destes Estados para aprovar a Reforma da Previdência. Nessa equação está hoje um dos maiores problemas do Palácio no plenário. Daí o Governo articular apoio de partidos, não por bancadas.

Do trono
São eles: Paulo Câmara (PSB-PE), Belivaldo Chagas (PSC-SE), Renan Filho (MDB-AL), João Azevedo (PSB-PB), Camilo Santana (PT-CE. na foto), Wellington Dias (PT-PI), Flavio Dino (PCdoB-MA), Rui Costa (PT-BA) e Fátima Bezerra (PT-RN).

Não basta
Secretário de Previdência do Ministério da Economia, Leonardo Rolim define como fake news informações de que a cobrança dos devedores da Previdência seria suficiente para equalizar o déficit. A dívida de R$ 500 bilhões, segundo ele, é contabilizada ao longo de décadas, “e somente de R$ 100 bilhões a 160 bilhões são efetivamente recuperáveis, o que cobriria poucos anos de pagamento de benefícios previdenciários”.

Porta a porta
Rolim tem defendido em encontros com deputados e senadores que todos os cidadãos precisam dar sua cota de esforço para equalizar o sistema, “já que os brasileiros estão vivendo mais e a Previdência, na atual configuração, é insustentável”.

No ar
O senador Jorge Kajuru comemora o retorno da Rádio K, dia 1º de junho, em Goiânia, após idas e vindas com processos na Justiça de alvos de suas críticas.

Centrão x Previdência
Em ampla maioria na Comissão Especial que analisa a Reforma da Previdência, partidos do Centrão se preparam para, novamente, dificultar a tramitação do texto enquanto o Governo não atender às demandas do grupo composto por partidos como PP, PR, PSD, MDB, PRB, DEM e Solidariedade.

Falta agenda
Apesar de ter emplacado o presidente do colegiado, Marcelo Ramos (PR-AM), deputados reclamam que o presidente Bolsonaro não os chamou para conversas como prometera após a aprovação da reforma na Comissão de Constituição e Justiça.

Faca no pescoço
O grupo político alerta, pelos corredores, que a reforma de Bolsonaro poderá sair da Comissão mais “desidratada” que a do ex-presidente Michel Temer.

Pente-fino…
O pente-fino nos benefícios do INSS, autorizado pela Medida Provisória 871/19, poderá aumentar as ações judiciais de segurados para anular o corte de benefícios e pensões. De acordo com o diretor do Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário, Diego Cherulli, a MP vai ampliar a judicialização, a exemplo do que ocorreu durante o Governo Temer.

…ações à mesa
“O pente-fino cessou, durante o Governo Temer, 80% dos benefícios na primeira fase. Desses cessados, a maioria foi para o Judiciário”. A MP foi editada pelo Governo Bolsonaro em Janeiro para coibir fraudes no INSS e economizar cerca R$ 10 bilhões nos primeiros 12 meses de vigência.

Crise da Avianca
O Sindicato Nacional dos Aeronautas reforçou o plano de crise para atender os tripulantes da Avianca. Além de lançar um portal exclusivo para os associados, a entidade ampliou o atendimento para oferecer orientações sobre a situação da companhia e ações judiciais coletivas e individuais.

Agrotóxicos
Presidente da Comissão de Meio Ambiente da Câmara, Rodrigo Agostinho (PSB-SP) protocolou requerimento de informações ao Ministério da Saúde sobre as recentes liberações de pesticidas e herbicidas no País. Questiona “os métodos adotados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária ao analisar novos registros de substâncias tóxicas que já foram banidas em outros países – e suas possíveis sequelas”.

Desdém ao alerta
O deputado cita que, segundo a Organização Mundial da Saúde, 80% dos casos de câncer são atribuídos à exposição a agentes químicos e lembra que, em audiência pública na Câmara, a ministra da Agricultura Tereza Cristina admitiu que os produtores rurais ainda fazem uso de produtos.

Técnica
A Anvisa não respondeu até o fechamento da Coluna. A Agência, é notório aos visitantes, preza pela transparência na comunicação com empresas interessadas em aprovação de produtos sob a sua fiscalização. É no chamado Parlatório, onde as reuniões são gravadas e argumentos técnicos expostos e posteriormente analisados.

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