Roriz passa bem, obrigado

Depois dos boatos de que o ex-governador Joaquim Roriz estaria internado em um hospital particular da capital, a assessoria de imprensa da deputada distrital Liliane Roriz (PRTB) informou que o pai dela está em casa e passa muito bem, obrigado. Fora ao hospital na última sexta-feira para fazer exames de rotina e lá permaneceu por apenas duas horas.

Sandra Faraj, a escanteada

Quem repara bem a trajetória do governador Rodrigo Rollemberg, desde que era senador e, principalmente, na campanha ao Governo do DF, sem dúvida, já viu o fiel escudeiro, Marlon Costa, à sombra dele. Filiado ao PSB e provável candidato a deputado distrital no ano que vem, ele foi nomeado administrador regional de Taguatinga. Com isso, o governo fortalece o partido e escanteia a deputada distrital Sandra Faraj (SD), que comandava a regional e agora é investigada por suposto uso indevido da verba indenizatória. Assim, Ricardo Lustosa, o apadrinhado da parlamentar evangélica, perde o cargo para dar lugar ao subsecretário de Mobiliário Urbano e Participação Social do DF, que vai acumular os dois cargos. A nomeação dele no Diário Oficial diz que o exercício da função será interino.

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Rááááápido!!!

Tem pressa o governador Rodrigo Rollemberg, afinal, a disputa eleitoral do ano que vem está bem antecipada. Com o andar da carruagem, ele já regulamentou a criação do Instituto Hospital de Base e o conselho gestor deve ser nomeado em um prazo máximo de 30 dias. Em dois meses, a expectativa é de que o estatuto já esteja aprovado. Mas será que vai dar tempo de a população sentir os resultados – se é que eles virão – antes de irem às urnas, em outubro.


“NOSSA INTENÇÃO É REVOLUCIONAR A POLÍTICA”

Pré-candidato do Psol ao Governo do DF, Clayton Avelar, que preside o Sindicato dos Servidores da Assistência Social e Cultural do DF (Sindsasc), é um nome desconhecido e que promete revolucionar a política na capital. Faz críticas ao governo Rollemberg e diz que Toninho, a figura mais conhecida do partido, deve tomar lugar na Câmara Legislativa no ano que vem e que Maninha deve engrossar as fileiras da legenda na Câmara Federal. Propõe que as discussões sejam antecipadas, já que a sigla pouco tempo terá de TV para fazer a propaganda partidária.

Como pré-candidato do Psol ao Governo do DF, você precisará ainda enfrentar as disputas internas, com nomes já consolidados dentro do partido, a exemplo da Maninha. Como você tem encarado esta tarefa?

Quando decidi apresentar minha inscrição, já tinha informação de que o Toninho será candidato a distrital e a Maninha a federal. São os nomes mais conhecidos do partido e têm uma admirável história. A Câmara Legislativa precisa de uma pessoa do caráter e combatividade do Toninho, assim como a Câmara Federal, hoje um circo de horrores, melhorará bastante com a Maninha integrando a nova bancada do Psol, junto com Marcelo Freixo e Luciana Genro. Eu espero que não haja disputa interna e que o partido esteja totalmente unido.

O que te encorajou a assumir a pré-candidatura com mais de um ano de antecedência das eleições?

O Psol foi duramente atingido pela lei eleitoral do Eduardo Cunha, sancionada pela Dilma Roussef. Em 2014, o Toninho teve mais de um minuto no horário eleitoral e, no ano passado, nossas candidaturas a prefeito tiveram apenas 12 segundos. Além disso, o tempo de campanha foi reduzido. Não temos figuras com presença permanente na mídia, como os políticos tradicionais. Por outro lado, o fato de estarmos fazendo, desde já, essa discussão não quer dizer que seja a nossa prioridade. Neste momento, a prioridade é derrotar as ditas reformas do ilegítimo (presidente da República) Michel Temer e derrubá-lo, além do necessário enfrentamento com (o governador Rodrigo) Rollemberg, sua ânsia privatista e seu mal disfarçado ódio às servidoras e servidores públicos.

Já tem formulada um plano a ser apresentado aos eleitores?

Nosso partido tem muita discussão acumulada sobre programa de governo. Nossa prioridade é fazer com que o DF não seja, como hoje, a unidade da Federação com a maior desigualdade social. Nossa intenção é revolucionar a política no Distrito Federal e para isso vamos governar para 99% da população, não para os 1% de exploradores e opressores e corruptos.
Estamos fazendo discussões temáticas, sendo que a primeira foi sobre economia, finanças e emprego. A próxima será sobre saúde e assistência social. Também apoiamos e participamos da iniciativa denominada “O DF é nosso”, que já realizou discussões temáticas em Ceilândia e São Sebastião.

Que avaliação você, na condição de sindicalista, faz do governo atual, que, certamente, será um dos adversários que você terá de enfrentar em 2018, caso seja realmente o candidato do Psol?

Rollemberg devia ser processado por falsidade ideológica. É um neoliberal que integra um partido falsamente socialista. Ele agride o passado de Miguel Arraes e tantos outros respeitáveis quadros do PSB. Rollemberg será nosso adversário, tanto quanto aquelas figuras sinistras dos partidos golpistas e corruptos, como o PSDB, PMDB, DEM, PR e assemelhados. O DF tem mais de 350 mil desempregados. Tem uma saúde pública e uma assistência social à beira do colapso. Tem espaços culturais fechados. Tem índices crescentes de violência contra a mulher e a população LGBT. O Psol dará voz e vez a todos e todas que têm estado à margem das decisões.

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