Quem tem, tem medo

Políticos de todos os cantos do País saíram de suas tocas para apontar o dedo para os citados na delação premiada dos Irmãos Batista, da JBS. Alguns foram às ruas, tomaram palanques, gritaram “Fora, Temer”, defenderam a moralidade. Outros até se esqueceram da Constituição e gravaram vídeos pedindo eleições diretas para o cargo de presidente da República. Mas, no fundo, grande parte deles sente que tem batata assando por aí. Há os que carregam pelo menos uma pulga atrás da orelha, já que não têm noção de quando – e se – foram gravados em algum momento comprometedor na vida política. Desde muito tempo e até hoje, filmes e áudios derrubam políticos nesta República. O ex-governador José Roberto Arruda que o diga.

O estádio africano

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De férias em Cape Town, na África do Sul, a jornalista Carolina Martins mostrou, entusiasmada, no Instagram a movimentação da cidade para um show do cantor americano Justin Bieber. Na porta do estádio construído para a Copa do Mundo de 2010, uma movimentação tranquila, sem filas, tampouco acampados na entrada do evento. Coisas de outro mundo.

Dedo em riste

O deputado distrital Robério Negreiros (PSDB) se antecipou em divulgar nota se dizendo “extremamente atônito” com a gravidade das denúncias veiculadas pela imprensa nas últimas horas. E defendeu a saída imediata do senador Aécio Neves da presidência nacional do PSDB, o que se confirmou mais tarde. Levantou a bandeira da moralidade e da ética o parlamentar que também fora citado na delação de Cláudio Melo Filho, ex-vice-presidente de Relações Institucionais da Odebrecht.

Cuidado!

Foi por isso que o experiente presidente do PSDB-DF, deputado federal Izalci Lucas, disse que é preciso ter cuidado. “Antes de soltar qualquer nota, é preciso ouvir o contraponto”, alertou.

Medalha de mérito

O advogado Willer Tomaz, preso ontem depois da delação dos executivos da JBS, já recebeu medalha de mérito no Tribunal de Justiça do DF, na condição de presidente da Comissão de Assuntos Constitucionais da OAB-DF. Trata-se, conforme o próprio Judiciário, da mais alta distinção honorífica do Tribunal. “Eu fico muito envaidecido enquanto advogado por ser lembrado no Tribunal pela minha atuação. É uma homenagem que muito me honra e me orgulha. Eu sei da importância dessa homenagem”, discursou ele, em abril do ano passado.

Zico arrependido

Em Brasília para o lançamento do projeto social Calanguinho, o ex-jogador de futebol Zico reconheceu, ontem, que errou ao votar e até fazer campanha para Aécio Neves: “Eu votei e errei. Você quer crer que as pessoas estão fazendo um bom trabalho, mas não sou perfeito e também erro. Tudo o que está acontecendo é deprimente para o nosso país. Torço para que isso tenha um fim, todas as pessoas paguem pelo que fizeram e que o Brasil dê a volta por cima”.

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