Nem tudo que reluz é ouro

O Hospital Metropolitano de Belo Horizonte (MG) é apontado como uma referência no discurso do GDF para a transformação do Hospital de Base de Brasília em instituto, uma pessoa jurídica independente da rede mas vinculada ao Executivo e 100% gratuita e pública. Esta é a promessa do governo Rollemberg (PSB). O discurso é inconsistente. Em primeiro lugar, o Metropolitano é uma parceria público-privada (PPP). Ou seja, não é integralmente público. Recentemente, a unidade passou a ser gerida por um colegiado e, neste ponto, a realidade está alinhada com a proposta do Palácio do Buriti. Mas, contudo, todavia, no entanto, o Conselho Municipal de Saúde, participante do colegiado mineiro, denuncia uma série de falhas no projeto, a exemplo do não cumprimento das metas de atendimento e de perdas de verbas públicas.
Cadê o trabalho?

Izalci Lucas (PSDB) é um dos três deputados federais do DF que mais usa da cota parlamentar desde 2015. Ele explica os gastos dizendo que “é a pessoa que mais trabalha na Câmara”. Erika Kokay (PT), a mais econômica da bancada local, não gostou da justificativa. “Ele tem que explicar muito à cidade sobre o porquê de ele ter gastos nesse volume e deve mostrar onde está esse trabalho todo”, alfineta.

Político político

Tivesse um bloco do “deixa disso” na Câmara dos Deputados, Rogério Rosso (PSD) seria o líder inconteste. Sobre as palavras de Izalci e a rebatida de Kokay, ele apaziguou: “Cada parlamentar tem seu estilo e, é impossível apontar alguém que trabalhe mais. Uns estão mais em gabinete, outros ouvem mais as bases, outros formulam mais projetos.
Quer reforma? Dê o exemplo!

Contrário à Reforma da Previdência do jeito que foi apresentada, o senador Cristovam Buarque (PPS) afirma que o problema é a falta de empatia gerada pelos altos salários do Executivo e do Legislativo. “Se reduzir o salário do senador, não mudaria nada no déficit fiscal. Seria um exemplo que a população gostaria de ver”, sugere.

PPS mantem posição

Na véspera do julgamento do inquérito da Operação Drácon no Tribunal de Justiça, marcado para amanhã, o PPS permanece ao lado dos deputados Celina Leão e Raimundo Ribeiro. “O partido está tranquilo, seja qual for o resultado. Seja qual for a verdade, o partido tem se mostrado solidário aos deputados. Mas também pedimos a continuidade das investigações para que a verdade apareça. A sociedade tem o direito de saber. Temos uma expectativa favorável sobre os deputados”, afirma o presidente regional do partido Chico Andrade.
Rejeição acima do teto

A rejeição do PT entre os partidos progressistas de esquerda continua altíssima. Quando o assunto é 2018, poucas siglas projetam ganhar votos em uma chapa proporcional ou majoritária ao lado da estrela fraturada.

Caribe adentro

Maior torrador de dinheiro da cota parlamentar da bancada, o senador Hélio José (PMDB-DF) se agarra à posição de liderança no Parlamento Latinoamericano (Parlatino) para justificar despesas de R$ 54 mil nos últimos dois anos com viagens oficiais – ele costuma ir para destinos como Aruba, Cuba e Panamá. Curiosamente, ele gasta muito pouco com divulgação do próprio trabalho, guardando a maior parte da cota para contratar empresas de consultoria, assessoria e pesquisa de dados.

O recordista

Desde que as informações sobre as verbas indenizatórias passaram a ser divulgadas pelo Portal da Transparência do Senado, em 2007, ninguém gastou tanto quanto Hélio José. Até quinta-feira, ele já havia utilizado cerca de R$ 500 mil. O peemedebista consome, em média, R$ 260 mil por ano – mais de R$ 100 mil em comparação com a média do antigo maior gastador da bancada do DF, Gim Argello (PTB). Hoje preso, o ex-senador gastou R$ 1,3 milhão do cotão nos oito anos de mandato.

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