Legado de Darcy Ribeiro

Político, antropólogo, defensor ferrenho da educação e personagem imprescindível na história da Universidade de Brasília (UnB). O legado de Darcy Ribeiro é essencial para a leitura política brasileira, independentemente de posições, grupos, correntes ou ideologias. Afinal, a UnB formou, forma e formará lideranças e personagens relevantes para a Esquerda, Centro e Direita. Há 20 anos, um câncer privou o Brasil da convivência com o professor, mas não emudeceu as ideias construídas pelo mineiro nascido em Montes Carlos em 1922. “Darcy também deixou um exemplo, porque alguns fazem política e deixam apenas lembranças de que passaram pelo poder; outros fazem política e deixam um legado pelo que fizeram; raros deixam um exemplo pelo que foram. Darcy Ribeiro nos deixou um exemplo. Um exemplo da complementaridade entre a sua obra e sua vida”, escreve o senador Cristovam Buarque (PPS), em um texto para homenagear a memória do amigo de longa data.

A ausência do profeta

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Buarque chama Darcy de profeta, pelo fato de antecipar a importância da educação. “O progresso não vem da ordem, o progresso vem da educação. O progresso não vem do chão de fábrica, vem dos bancos de escola. Não é mais uma questão de luta de classe, de contrários, de uma dialética, fazendo com que o mais forte vença o mais fraco. É tempo de uma convergência, fazendo com que todos convivam. Não é mais questão, hoje, de a gente dizer, como se dizia antes, que uma revolução acabaria com os ricos. Hoje é hora de dizer que a revolução acaba com a falta de educação”, argumenta.

Pela queda de dois muros

Darcy faz falta, ainda mais nestes tempos incertos e incoerentes. Não para interpretar o papel de messias, até porque na Democracia lideranças absolutas tendem a querer impor projetos absolutos. Se ausência enfraquece o debate qualificado e a construção de consensos justos. “Hoje, ao lembrar de Darcy, percebo como faz falta. Ele aqui iria nos ajudar a derrubar os dois muros que emperram o Brasil: o muro do atraso e o muro da desigualdade”, sugere Buarque. As duas barreiras impedem que o Brasil possa ver o futuro através dos olhos do desenvolvimento da ciência, tecnologia e da educação, para todos. “Darcy nos faz essa falta e, por isso, vai continuar sendo lembrado para sempre”, diz Buarque.

Publicidade é a alma do negócio

Líder de governo atuante, o deputado Rodrigo Delmasso (Podemos) tem trabalhado de cedo até à noite para mostrar serviço. Como parlamentar. E, claro, como representante do Palácio do Buriti na Câmara Legislativa. Tem ganhado destaque os pronunciamentos dele, em defesa do Executivo. E não raro são até transmitidos ao vivo pelo Facebook.

Socorro, assalto

A sugestão foi publicada nas redes sociais. E o deputado Bispo Renato (PR) logo tratou de apresentar um projeto de lei com a ideia. Ele quer que os ônibus do transporte público utilizem um dispositivo que publique a frase “socorro, assalto” no letreiro frontal do veículo, em caso de abordagem. “A ideia é deixar um botão próximo ao motorista, para que ele possa, sem alarde, avisar externamente o caso de uma ocorrência”, explica o parlamentar.

Contra a Reforma da Previdência

A Reforma da Previdência será debatida na Câmara Legislativa, na próxima segunda-feira, quando o deputado distrital Lira (PHS) comanda uma audiência pública. A PEC 287/2016, da forma como será submetida à votação no Congresso Nacional, é profundamente prejudicial aos interesses dos servidores públicos e dos trabalhadores da iniciativa privada que venham a se aposentar, diz o deputado. “Sou contra toda e qualquer medida que prejudique os aposentados e os trabalhadores de maneira geral. E deixo clara minha oposição à aposentadoria para homens e mulheres aos 65 anos e que, para assegurar a integralidade dos benefícios, sejam exigidos 49 anos de contribuições, o que torna praticamente impossível a aposentadoria por tempo de contribuição”, diz.

Consultoria suspensa

Uma consultoria para opinar sobre o Carnaval de rua do DF foi rechaçada pelo Plenário do Tribunal de Contas do Distrito Federal, que decidiu determinar a suspensão cautelar da execução do contrato firmado entre a Secretaria de Cultura e um advogado que atua na área cultural. Tanto a pasta quanto o contratado têm cinco dias para se manifestarem sobre indícios de irregularidades apontados em representação ajuizada pelo Ministério Público.

Até a Procuradoria foi contra

Até a Procuradoria Geral do Distrito Federal se manifestou contrária à contratação, feita por inexigibilidade de licitação. O órgão opinou pela impossibilidade da contratação, em virtude da ausência dos requisitos essenciais da inexigibilidade de licitação previstos na Lei 8666/93: comprovação da situação de inviabilidade de competição; justificativa de escolha do executante; e justificativa do preço.

Corte na corrupção e nos ricos

“A discussão ainda está no patamar nacional. Nossa população desconhece o debate. Temos que discutir isso na prática. Eu sou contra o aumento do tempo de contribuição. Não dá para aceitar que a pessoa trabalhe 40, 50 anos e depois precise trabalhar ainda mais”, argumenta. Para Lira, o governo pode ajustar o caixa previdenciário combatendo a corrupção do sistema e aumentando a contribuição monetária das grandes empresas e bancos. “Podemos diminuir isenções de empresas. Enfim, o certo é tirar de quem tem muito e não de quem não tem coisa alguma”, sugere.

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