Governador foi falar, a Câmara recuou

“Nesta semana, será votado o projeto que cria o Instituto Hospital de Base”. Bastou que o governador Rodrigo Rollemberg fosse ao Facebook anunciar a “agenda” da Câmara Legislativa para que os parlamentares chiassem e decidissem adiar a apreciação do projeto na Casa. Em reunião, ontem, os deputados bateram o pé e, mesmo que haja acordo para que o texto passe no Plenário, onde o governo tem maioria, argumentaram que o chefe do Executivo errou ao “achar que manda na Casa”. O IHB, portanto, deve entrar na pauta somente amanhã.

Material de convencimento

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Para convencer os distritais de que esta é a melhor solução para a saúde pública de Brasília, o secretário adjunto de Assuntos Legislativos, José Flávio, enviou material que ele disse “a pedido da Secretaria de Saúde” com “dez razões para apoiar as mudanças no Hospital de Base”.

Dez razões

Entre os motivos elencados pelo governo como vantagem para a saúde pública, estão autonomia e descentralização; melhor abastecimento de medicamentos e insumos hospitalares; mais equipamentos em pleno funcionamento, gestão com base em metas, resultados e indicadores de qualidade; reposição rápida de recursos humanos; gestão mais democrática; e até “blindagem política da administração”. Neste tópico, o texto diz que, com o projeto, não poderão participar da administração do hospital parlamentares, membros de partidos políticos ou participantes de campanha eleitoral, incluindo parentes até o terceiro grau. “Com isso, evita-se que os cargos do hospital sejam ocupados por apadrinhados políticos, dando à gestão uma composição eminentemente técnica”, diz o texto encaminhado pelo governo aos deputados.

Pauta

Os deputados chiaram, mas tudo indica que não passa da semana que vem a apreciação do texto em Plenário. Para desespero dos sindicatos de servidores…

Um só sindicato

Câmara e Senado rejeitaram a criação de novos sindicatos para substituir o Sindilegis, que representa ainda os servidores do Tribunal de Contas da União. Na assembleia convocada para decidir sobre a criação do SindSenado apenas seis servidores se manifestaram a favor, 96 votaram contra, sem abstenções. Já na Câmara, a assembleia nem sequer foi aberta. Os entusiastas do SindCâmara teriam tentado, sem sucesso, proibir a entrada e assinatura da lista de presença de servidores contrários à criação do novo sindicato. Frustrado, o grupo abandou o plenário. A maioria permaneceu presente e se manifestou contrária à proposta. Ambas as reuniões foram acompanhadas por oficial de cartório, que registrou os fatos e garante fé pública.

Figurante

O ex-secretário de Administração Pública do DF, Wilmar Lacerda, encontrou a foto que seria ideal para ilustrar a capa do perfil dele no Facebook: um retrato do dia em que Gleisi Hofmann foi eleita presidente do PT. No registro, ela vai ao encontro de um abraço do ex-presidente Lula; e Wilmar, de papagaio de pirata, entre os dois. Bem relacionado o petista.

Rouco, mas paciente

Foi o deputado Cristiano Araújo (PSD) que pediu para adiar a colocação da Lei do Silêncio na pauta da Comissão de Desenvolvimento Econômico Sustentável, Ciência e Tecnologia, Meio Ambiente e Turismo. Justificou que era preciso esperar as prefeituras de quadra e síndicos se manifestarem. “Eu, mais que o senhor, bispo, frequento barzinhos e estou até rouco por um evento que fui no fim de semana, mas precisamos adiar ainda”, disse ao colega Bispo Renato (PR), que preside o colegiado.

Pastor tem dia

O Plenário da Câmara Legislativa, ontem, foi reservado para comemorar o Dia do Pastor. O evento, ideia do deputado Bispo Renato, foi proposto para lembrar a tarefa de “dedicação e atenção às necessidades humanas”. A data comemorativa está no calendário oficial do DF desde 2013, e é comemorado no segundo domingo do mês de junho.

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