Distritais querem controlar comissões

“Se o grupo de lá vencesse as eleições para a Mesa Diretora, inevitavelmente, iria nos atropelar na eleição das comissões. Eles mesmos nos falavam. Como nós ganhamos, então nós vamos atropelar. É natural que tentemos ter o maior controle possível da Casa”, afirma o líder do Bloco Trabalho e Sustentabilidade, deputado distrital Regional Veras (PDT). Junto com o grupo de parlamentares conduzidos por Celina Leão (PPS) e Wellington Luiz (PMDB), o bloco conquistou o comando da Câmara Legislativa, derrotando o candidato do governador Rodrigo Rollemberg (PSB), deputado Agaciel Maia (PR).

Acomodações preliminares

O grupo ainda não definiu candidatos, mas já existem nomes em potencial. Veras, por exemplo, quer permanecer no comando da Comissão de Educação, Saúde e Cultura, que também tem a preferência do petista Wasny de Roure. Para a Comissão de Assuntos Fundiários (CAF), a frente pondera entre Cristiano Araújo (PSD) e Cláudio Abrantes (Rede). Com os iminentes debates sobre a Lei de Uso e Ocupação do Solo (Luos) e do Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico (PPcub), a CAF será uma das principais comissões da Câmara. No caso da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o candidato, por ora, é Chico Leite (Rede). Por outro lado, Rafael Prudente (PMDB) trabalha para conseguir a Comissão de Economia Orçamento e Finanças (Ceof).

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O 13º elemento

Nas eleições, a coalização contava com 12 membros diretos. Na disputa pelas comissões, o grupo deve contar com um 13º membro: o deputado Bispo Renato (PR). “O grupo vencedor sai na frente para compor as comissões. Se o governador tivesse ganho, agiria do mesmo jeito. Mas, pelo grau de desorganização do GDF, restará apenas um prêmio do consolação para os aliados do Rollemberg. Na eleição para a presidência, votei em Agaciel por determinação do PR. Agora, vou votar no meu bloco, junto com Wellington e Sandra Faraj (SD), dispara Bispo Renato.

Leoa à espreita

Celina Leão está silenciosa, mas não está parada. A ex-presidente da Câmara articula o controle de uma comissão. Extra-oficialmente, fala-se da Comissão de Fiscalização Governança Transparência e Controle.

Mais tempo para debater a orla

O governo decidiu prorrogar o prazo para sugestões e críticas da população ao projeto urbanístico e paisagístico da Orla Livre. Cidadãos terão até 15 de fevereiro para opinar sobre futuro das margens do Lago Paranoá pela página eletrônica www.orlalivre.df.gov.br. Existem dois caminhos. O primeiro é votando na enquete do projeto. O segundo é apresentando contribuições e reclamações ao texto básico do termo de referência do edital, clicando no ícone: “contribua com concurso de urbanismo e paisagismo”. O debate é coordenado pela Casa Civil.

Contas em risco

O pagamento das licenças-prêmio em pecúnia aos servidores aposentados do GDF virou novela. Segundo o Sindicato dos Servidores Públicos Civis da Administração Direta, Autarquias, Fundações e Tribunal de Contas do Distrito Federal (Sindireta), os pagamentos estão pendentes desde setembro de 2015 e a briga deve parar na Justiça: representantes da categoria elaboram ação solicitando o bloqueio de contas do governo até que as dívidas com os aposentados sejam quitadas.

Sem moral

“Não há mais como negociar com este governo. Não cumprem a palavra e não respeitam os servidores, sejam ativos ou inativos”, afirmou Ibrahim Yusef, presidente do Sindireta.

Ilegal e imoral

O documento elaborado pelos deputados distritais para derrubar o aumento das passagens de ônibus e metrô classifica como “ilegal e imoral” o reajuste. o. “Os aumentos das tarifas como forma de financiamento do sistema de transporte vem sendo adotada, devido a incapacidade técnica, administrativa, e, principalmente, política do governo em promover ajuste que impactem atores diversos dessa política, a exemplo das concessionárias ”, diz o texto, que será apresentado hoje à sociedade, antes de ser votado amanhã em Plenário.

Incentivo ao desenvolvimento tecnológico

Rollemberg vai mandar para a Câmara um projeto de lei focado no desenvolvimento tecnológico no Distrito Federal. Segundo o líder do governo na Câmara, deputado Rodrigo Delmasso (Podemos), o texto será enviado ainda em fevereiro. A legislação será um pilar para o crescimento do Biotic – Parque Tecnológico, lançado ontem pelo governo.

Nova matriz

Abraçando os filões da biotecnologia e nanotecnologia, o Biotic substituirá o projeto do Parque Capital Digital, engavetado ao longo de vários governos passados. Em princípio, o setor produtivo torceu o nariz para a mudança. “Eu achei muito bom. Amplia as possibilidades do parque. E a Embrapa já assumiu o compromisso de ser uma das ancoras do projeto. Temos que ter na cabeça que este é um trabalho de longo prazo. Serão as gerações futuras, nossos filhos e filhas, que terão oportunidades com o parque. Mas é uma mudança da matriz econômica do DF. Hoje, o Estado é sustentado pelo serviço público. É um legado. No futuro, se o DF passar por outra crise como esta que estamos vivendo, o Biotic fará com que os impactos sejam bem menores” argumenta Delmasso.

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